E agora, José ?

Este ano já está quase a terminar a sua viagem em nossas vidas, mas ainda é tempo para descobrir, ou redescobrir, algumas preciosidades desta vida.

Foi assim, que surgiu aos meus olhos a crónica “E agora, José ?”, escrita por outro José, o Saramago. E, muito adequada para os momentos de reflexão tão característicos desta época do ano.

José Saramago reverencia o nosso querido e saudoso poetinha, Carlos Drummond de Andrade, que com os seus versos de “E agora, José?” atravessa gerações, em que muitos já viveram este momento de auto piedade ao tocar o fundo do poço, e que só resta dizer: “E agora ?”

E Saramago diz: “Foram aquelas horas em que o mundo escureceu, em que o desânimo se fez muralha, fosso de víboras, em que as mãos ficaram vazias e atónitas.

Para todos que neste meu cantinho curtiram os meus posts, para os que comentaram, para os que apenas passaram, para os que passaram a me seguir e que também passei a segui-los… Enfim, para todos nósUm bom 2016 e sem momentos de “E agora, José ?”. 🙂

Tot ziens ! 🙂

Para ler a crónica:
http://www.josesaramago.org/cronica-partir-de-um-poema-de-carlos-drummond-de-andrade/

Download-A-Bagagem-do-Viajante-Jose-Saramago-em-epub-mobi-e-pdf

Habilidades das palavras

Já dizia o José Saramago, que as palavras têm habilidades, como, por exemplo, a origem da palavra marquise, que vem de marquesa, mas que não seria de bom grado referir que a marquesa está suja, então tudo foi resolvido com o francês disfarçado. Aquele canto da casa ficou definido como marquise.

Aqui na Bélgica já me deparei com outra habilidade das palavras, que é quando traduzimos, por exemplo, um sobrenome (nome de família) do neerlandês para o português, como Drogenbroek, que traduzindo seria algo como “calça seca”, o sr(a). Calçaseca.

Mais em visita à Sardenha também deparei-me com uma habilidade das palavras, no caso do idioma italiano para o português. Vejam a foto abaixo.

E vocês já depararam com alguma outra habilidade das palavras? 🙂

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Tot ziens! 😉

Badaboum

Este fim de ano trouxe-nos um novo single dos belgas Hooverphonic, “Badaboum”. A música já é sucesso na Bélgica. Um agradável sucesso, e sem dúvida uma marca da permanente dupla, Alex Cailler e Raymond Geerts. Ainda mais após a saída de sua última vocalista, Noémie Wolfs (2010-2015).

Ainda não se sabe quem irá liderar o vocal da banda, mas para já este single traz uma dupla vocalista, a cantora francesa Emilie Satt, e o cantor inglês Litlo Tinz. A música é cantada em duas línguas, inglês e francês, simultanemente.

Abaixo conheçam a nova música “Badaboum”. E, a seguir outro vídeo, do Hooverphonic, uma despedida para a cantora Noémie Wolfs, e sua bela interpretação em Amalfi, como imagens deste belo local italiano.

Dank u, Noèmie! En veel sucess!
Tot ziens! 🙂
O Miau do Leão.

Chegou o inverno!

Chegou, mas só no calendário. Para já, este inverno não tem sido um tradicional inverno no quesito clima, mas as outras tradições continuam, e entre elas: comer chocolate. 🙂

Os chocolates belgas são verdadeiramente saborosos. Para quem vive na Bélgica sabe que o chocolate, bem como o café, são elementos essenciais no dia a dia, e ainda mais no inverno. Faz bem ao corpo e a alma!

As empresas belgas procuram comprar o melhor cacau do mundo e são muito exigentes na escolha dos demais ingredientes que incorporam o seu chocolate, bem como na excelência durante todo o processo de produção.

Cabem às lojas nos conquistar com o espetáculo de suas vitrines. Encontrei uma amostra delas, nada tradicional, em Brugge. Fez-me até lembrar de duas músicas brasileiras : Kátia Flávia, do Fausto Fawcett; e Chocolate, da Marisa Monte. 🙂

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Comer na Sardenha

Depois de um período ausente do blog, retorno continuando a falar da experiência de conhecer o Sul da Sardenha.

Quando se fala em passeio, viagem… sempre há a experiência gastronómica local, ainda mais quando o destino é  qualquer parte da Itália. É difícil não gostar da riqueza de sabores que a Itália nos oferece. E, no Sul da Sardenha não poderia ser diferente, que além de saborosas pizzas, apresenta-nos uma variedade de possibilidades com frutos do mar, e até mesmo carne de cabra.

E, por falar em pizzas… a experiência com as pizzarias foi no seu total muito agradável, mas alerto para alguns cuidados a se ter. Bem, notei que poucos funcionários dominam a língua inglesa, e tentar falar em língua portuguesa torna-se a comunicação ainda mais difícil na hora de se pedir detalhes sobre o prato. No entanto, a língua italiana não é difícil de entender. Só arrisquei um pouco do italiano que ouvimos nas telenovelas. 🙂

Mais o que tenho a vos dizer, e não esqueçam desta dica, é que quando forem a um restaurante no Sul da Sardenha não peçam uma pizza grande, porque ela não é grande. É gigante!!!

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Esta não é a grande, então imagina a grande!
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O Calzone também não fica atrás no seu tamanho

Em todos os restaurantes paga-se o Coperto, que custa 2,50€ por pessoa, na maioria deles. Então, ao deixarem um cestinho com pães, por exemplo, coma-os, pois comendo ou não, será cobrado o famoso Coperto. E há restaurante que nem cesto deixa sobre a mesa. Os preços das pizzas variam entre 7,50€ a 12€.

Algo muito comum nos restaurantes, não só na Sardenha, mas também na Itália Continental, é a existência do 1º prato e 2º prato. Não é obrigatória a escolha dos dois pratos, mas seguir este ritual é algo que faz parte da cultura italiana, caso a sua escolha não seja comer pizza. Seguem-se algumas fotos que vai dar água na boca. Preparem-se! 🙂

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Um famoso prato da gastronomia sarda, a massa com mexilhões
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Um lindo e delicioso peixe sardo

Quanto aos “gelatos” no que diz respeito ao sabor não me causou nenhuma experiência inesquecível, diria mesmo que os belgas não ficam atrás na sua produção com qualidade. As gelatarias da Sardenha são todas de produção artesanal com grande diversidade de sabores e escolhas quanto ao tipo de casquinho (cone). Um cone simples de 1 bola custa em média 1,50€. Encontramos em uma das gelatarias de Pula, um gelato especial para cães.

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Ótimas escolhas para indecisos 🙂
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Itália, um monumento de artistas! Interior de uma gelataria em Pula

Outros sabores foram agradáveis descobertas, como o queijo pecorino, os doces típicos, os torrones, as bolachas feitas salgadas de sêmola (pistoccu ricetta originaria di Arzana. A saborosa cerveja Ichnusa, um orgulho da terra, apesar de ter qualquer coisa de alemã. O único sabor típico que não me encantou foi o licor de mirto, apesar de gostar muito de licores.

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Pistoccu
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Queijo Pecorino
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Típicos doces sardos
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Torrones Sardos
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Orgulho sardo, a sua saborosa cerveja Ichnusa
garrafa
Licor de Mirto

Para fazer um post dedicado apenas a vivência gastronómica nesta ilha italiana, já deu para perceber que sou mesmo fã dos sabores italianos, mas ainda não foi desta vez que irei dizer que comi o melhor da gastronomia italiana em terras italianas. Os pratos italianos inesquecíveis que provei foram até agora fora da Itália, mas confecionados por italianos.

Tot ziens! 😉