O Caçador de Pipas, o livro

caçadorFui ao Afeganistão. Na verdade, eu viajei ao Afeganistão ao ler “O caçador de pipas”. Na verdade, eu viajei numa comovente história, nas emoções de seus personagens, na nostalgia de tempos que não voltam mais naquela terra sofrida por golpes, invasões e domínio dos talibãs.

E eu também retornei à minha infância quando via os meninos brincarem e competirem com suas pipas. Na época, eu não sabia a importância que essa brincadeira tinha em suas vidas. Depois de ler esta obra compreendi e tive pena de na época não entender.

A narrativa flui facilmente sem cansar. Rapidamente conseguimos ler, pois somos colocados diante de vários sentimentos, um atrás do outro. Para mim foi uma agradável surpresa, pois não conhecia esse romancista e médico afegão, Khalid Hosseini. Agora quero ler todas as suas obras.

Não vou aqui fazer uma sinopse, pois na Wikipédia há uma muito bem escrita. Aliás, depois de lê-lo , foi que vi que há resenhas até em vídeo. E há um filme do livro.

A escolha da leitura foi uma indicação, ler alguém fora do circuito latino-americano. Como tenho alguns colegas de sala no curso de neerlandês que são oriundos do Afeganistão, então nada melhor do que conhecer este país através de uma excelente leitura.

Um livro para ficar na biblioteca!

Quem mente também rouba. Rouba o direito do outro de saber a verdade.
– O caçador de pipas

O Caçador de Pipas (Pt-BR)
O Menino de Cabul (Pt-PT)
The Kite Runner

Para quem gosta de também ver o filme… aqui está o trailer:

Tot ziens! 🙂

 

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Redu, a aldeia dos livros

É real ! Sonho de qualquer amante da leitura, assim é Redu. Esta pequena aldeia na Bélgica (francesa) respira livros em cada rua e está perfeitamente adaptada com restaurantes e hotéis para receber apreciadores que desejem estar na aldeia com mais tempo para desfrutar das ofertas de livros e encanto da natureza à volta. É assim que esta terrinha é conhecida na Bélgica, a aldeia dos livros.

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Por todos os lados, uma livraria
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Livros expostos na rua quando o tempo deixa
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Mais rua com muitos livros e restaurantes
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E mais livros na rotunda
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Uma pequena aldeia com uma grande igreja
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Ao redor desta aldeia a natureza convida a caminhar. E ler !

Tot ziens! 🙂

Andar em Willemstad, Curaçao

Andar em Willemstad, capital de Curaçao, é percorrer ruas organizadas com arquitetura de casas coloridas, que dá um ar alegre e leve à cidade, que foi fundada em 1634 pela Companhia das Índias Ocidentais Holandesas, período colonial que se nota na arquitetura.

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Willemstad
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Ruas para caminhar e ir às compras
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Comprar souvenir Licor Curaçao Blue para não esquecer a beleza de suas praias
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Heerestraat desde 1997 patrimônio da humanidade

 

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Rua central de Willemstad
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Centro comercial próximo ao centro da cidade

Curaçao é uma pequena ilha do Caribe, mas que abriga a mais antiga congregação judaica das Américas Mikvé Israel-Emanuelm, em funcionamento. Não muito distante também avistamos uma mesquita. Talvez a cidade viva um ambiente de tolerância religiosa, influência holandesa. Para visitar a sinagoga de segunda à sexta paga-se 10$ (adulto).

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Sinagoga Mikvé Israel-Emanuel

No centro da cidade encontramos o mercado flutuante composto de pequenos barcos flutuantes em madeira que expõe à venda diversas frutas e legumes, com esses produtos sendo na maioria oriundos da Venezuela devido a aridez do solo de Curaçao.

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Mercado flutuante

Willemstad tem ainda duas pontes que chamam a atenção. Uma ponta é para os carros e liga duas áreas da cidade, Punda e Otrobanda, a 56m de altura, a ponte Queen Juliana, a mais alta do Caribe. A segunda ponte é para travessia das pessoas Ponte Queen Emma que chama atenção por ser flutuante. Por alguns minutos todo o movimento é interrompido, o aviso sonoro é ativado e um barco arrasta “literalmente” a ponte para o lado e os barcos passam. Ela ondula ligeiramente com a água. Um espetáculo para apreciar.

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Queen Emma Brug
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Detalhe da ponte flutuante
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Queen Juliana Brug

Willemstad é sobretudo como dizem em papiamento, Dushi, que significa bonitinho.

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Bonitinho
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No centro da cidade para não esquecer de Curaçao

Um pouco mais de Willemstad em vídeo.

Tot ziens ! 🙂

 

Comer em Curaçao

O turismo faz-se também pelas descobertas gastronómicas do lugar. Alguns destinos turísticos sabemos de antemão o que nos espera em termos de sabor. Não foi o caso de Curaçao. Com sua carga de influências de diversos povos em sua formação, acabou por refletir na culinária também.

A sua capital Willemstad tem restaurantes de várias partes do mundo com cuidada apresentação para conquistar os turistas.

Nos 5 dias que lá estivemos podemos passar por 4 experiências diferentes. Fomos a um restaurante indiano que não surpreendeu, então resolvemos mergulhar na cozinha regional e o resultado foi melhor a cada nova experiência.

Estivemos no restaurante Surf and Turf que por fora não se dá grande atenção, mas somos levados simpaticamente para trás do restaurante e ficamos numa mesa, na areia da praia, com deslumbrante vista para uma baía. Mais todo o ambiente é muito simples. Haviam muitos turistas. Os pratos levaram cerca de uma hora para ficarem prontos, mas valeu a pena a espera para provarmos um estufado de carnes típico com polenta frita e peixe.

A nossa segunda experiência em culinária regional acabou por ser mais surpreendente pelo sabor das Antilhas e originalidade que começa já no menu que também está em português do Brasil. O nome do restaurante é Rozendaels (http://www.rozendaels.com/) e o seu dono é um simpático holandês que consegue falar algum português que até assustou-me, supreendeu-me. Minha escolha foi um prato chamado Keshi Yena que é confecionado com frango e queijo holandês, acompanhado da saborosa polenta frita em forma de estrela.

A última experiência é uma indicação para quem quer mergulhar na culinária regional de Curaçao e estar com o povo, seu nome Plasa Bieu!

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Em frente ao Plasa Bieu!

Plasa Bieu quer dizer mercado velho e fica perto da estação central de correios. Você vai encontrar a verdadeira culinária de Curaçao e dividir a sua mesa com pessoas nativas. Dizem que a aparência é a mesma por décadas, tudo feito de forma simples com decoração e aparatos simples, mas com muita dedicação para agradar nativos e turistas.

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Interior do Plasa Bieu com nativos e turistas

Dentro do recinto há várias mesas e sentamos em bancos. Há também várias cozinhas. A comunicação é fácil no atendimento, não há problemas. E a gentileza de um povo simples que nos quer servir.

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A minha escolha. Servidos? 🙂

Eu pedi peixe frito com acompanhamento de salada e purê, mas o que eu queria de acompanhamento não havia que era a tal polenta frita, muito popular na ilha. Para beber escolhi uma limonada com sabor a caseira. A porção é bem generosa! E há vários pratos no menu incluindo um ensopado de iguana.

E termino o post com um brinde a todos com um smoothie de pinã colada, bebida muita comum nas ruas e praias de Curaçao. Tin tin! 🙂
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Tot ziens! 🙂