Conto de Uma Tarde em Paris

Era uma vez duas cabecinhas maluquinhas que viviam (e vivem) no Reino da Bélgica. Era um lindo dia de Primavera, céu azul sem nuvens a tingi-lo, e temperatura agradável.
De repente, as duas cabecinhas maluquinhas comentam que um dia tão lindo destes combinava com a cidade luz, Paris.
E não é que elas pegaram nos seus dois preciosos frutos, entraram na carruagem (um dos últimos modelos da época) e seguiram estrada fora até Paris. A carruagem indicava até o destino 3 horas de viagem. Somos mesmos loucos!, pensaram agora as quatro cabecinhas.
Faltando pouco para chegar, a carruagem dá sinal que é preciso descansar. Os cavalos não se calavam. Pararam num bosque de serviço tempo suficiente para apreciar flores e cogumelos da época.
Seguiram em direção a Paris.
Engano da carruagem, 3 horas até o contorno da cidade, pois eram tantas outras carruagens que os ânimos ficaram desesperados. Não era a primeira vez que as cabecinhas maluquinhas estavam ali, mas ao olharem à volta, os seus moradores já não pareciam os mesmos. O mundo todo passou a viver ali, identificar um original parisiense estava difícil. Nem mesmo entre uma fila de crianças que se dirigiam para alguma aventura de tempos livres. Era um dia de quarta-feira e não há aulas à tarde nestes cantos do planeta.
Levaram a carruagem a um pátio de estacionamento tão caro quanto no Reino da Holanda. Não faz mal, tudo vale a pena por Paris.
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Atravessaram várias ruas, numa delas encontravam-se as mais famosas casas de alta costura do mundo. Já começavam a avistar a bela Torre Eiffel, seguiram até lá atravessando a não menos famosa Avenida Champs Élysées com suas árvores de castanheiros-da-Índia, e uma ponte sob o rio Sena. Andaram sem perder de vistas a Torre Eiffel.
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Quando nela chegaram ficaram maravilhados, parecia até ser a primeira vez que lá estavam ao seu pé. Passavam transeuntes de várias partes do mundo, e muitos mercadores que tentavam conquistar crianças e adultos.
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Não se demoraram muito tempo, andaram por um passeio que os levaria de volta à carruagem, mas sentiram o cheiro de diferentes pratos do mundo. Foram atraídos até uma feira de sabores. Para entrar foram revistados, afinal a bela Paris está em tempos de segurança máxima. Decidiram saborear pratos do continente africano. Satisfeitos continuaram pelo passeio, novamente atravessando uma das pontes sob o rio Sena e a avenida Champs Élysées com sua grandiosidade e beleza. Estava muito feliz a família de cabecinhas maluquinhas, nem se importavam de enfrentar mais 3 horas de viagem. Chegaram pouco depois da meia-noite ao Reino da Bélgica. Foram dormir cansados, mas felizes.

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No lado esquerdo da imagem vê-se uma bandeira do Brasil

No dia seguinte ficaram por saber que um dia antes daquela aventura em Paris, esteve o artista Tom Cruise a filmar mais um episódio de Missão Impossível, e no dia seguinte um triste acontecimento na linda Champs Élysées levava a vida de um jovem guarda da cidade.
Mas assim sempre foi e sempre será Paris, onde cada centímetro quadrado é testemunha de muitas histórias tristes e felizes, em que algumas delas marcaram toda a história da nossa humanidade.
Viva Sempre Paris!

 

Fim

Tot ziens! 🙂

 

Clube da Luta,o livro

Estou de volta! Estive por um mês no Nordeste do Brasil e alguns dias em Budapeste. Mais sobre esses momentos tão distintos falarei no futuro.
Sempre que viajo levo um companheiro de viagem, um livro. E, para essas viagens  que falei não foi diferente.
Motivada por dois blogs que gosto de seguir, Ice Paradise e 1 Pedra no Caminho, a escolha do livro foi “Clube da Luta“, de Chuck Palahniuk.
Eu já tinha ouvido falar sobre o filme, mas nunca houve interesse em vê-lo, o título e os atores não me convenciam.
Primeiro li o livro e depois vi o filme. Como eu estava enganada!
O livro não é uma leitura fácil. É preciso estar muito atento. Mais o livro puxa a curiosidade de onde é que aquilo tudo vai terminar. E,o final é impressionante! Eu fiquei com ar do tipo: Como é que eu não percebi isso antes? Ao terminar o łivro disse para mim mesma que, sem dúvida, daria um bom filme.
Também foi surpreendente que este livro como o anterior que eu li, Sono, a personagem principal tem problemas de insónia.
Fui ver o filme. E concordo com a Val (blog: 1 Pedra no Caminho), eu também nunca vi o Brad Pitt atuar tão bem, e o Edward Norton foi escolhido com perfeição para o papel.
Achei o filme muito bom. Fiquei a pensar no filme e no livro por vários dias, bom sinal! O filme vem esclarecer todas as dúvidas e vazios que surgiram durante a leitura do łivro.
Neste post não é minha intenção fazer uma resenha, mas as minhas impressões sobre o livro e o filme. Não deixem de ler as resenhas dos blogs que citei acima. Se eu fosse acrescentar algo ao que elas escreveram, acabaria por revelar a grande surpresa do livro, e você perderia a vontade de navegar pela inteligente escrita do escritor americano Palahniuk.
Concluo que muitos de nós gostaríamos de ter um escape na vida como o clube da luta foi para o personagem principal.

Tot ziens! 🙂