Baú Aberto 19 – férias

Chegou aquele momento do ano que é para recarregar a bateria com força para enfrentar o Outono e Inverno. Assim, o blog O Miau do Leão vai parar por algumas semanas. Não esquecerei de vocês! Responderei a comentários e farei comentários, sempre que possível. E andarei, e tirarei fotos, e farei filmes, para depois contar aqui as minhas aventuras, as minhas descobertas, o meu olhar, os meus sentimentos, … Ok?;)

Hum…curiosos para onde ? 😉 Vou deixar a dica em forma de música.

Nada melhor que uma boa música para nos abraçar,  … para nos curar. Assim é o efeito que essa música cantada pelo inesquecível Renato Russo faz em mim. Levanta, luta, a vida espera-te! Enfrenta-a! É a força da vida!

O vídeo é legendado. Por favor, ouça-a.

 

Muitos bons dias para todos vocês! Um abraço forte em cada um! [ ]

Até os posts com cenas das aventuras de férias! ;)*

Geike Arnaert

Faz tempo que não escrevo para esta categoria do Blog, Artistas. Por ser uma das minhas categorias preferidas, só escrevo quando tenho inspiração para falar de algo interessante.

É assim foi o que aconteceu. Faz tempo que eu queria saber sobre Geike Arnaert. Quem é Geike Arnaert ? É uma cantora nascida na região flamenga da Bélgica (38 anos), mas que a conheço como a melhor vocalista que a banda Hooverphonic já teve.

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Ela iniciou no Hooverphonic quando ainda tinha 17 anos, assim como a atual vocalista do grupo. Geike ficou na banda pouco mais de 10 anos. As músicas que mais gosto desta banda são todas cantada por ela. Ela deixou a banda para seguir carreira solo. A jovem começou a ter opiniões musicais diferentes dos outros 2 integrantes do grupo, mas também dizem que aqueles que ela considerava como irmãos passaram a vê-la como mais do que uma irmã, e o convívio entre as viagens começou a ficar delicado.

Dois anos após deixar a banda, ela trabalhou na trilha sonora de um filme, Breath. Em 2011 lançou seu álbum solo “For The Beauty Of Confusion”. Depois deste álbum, Geike é vista cantando algumas músicas com outros artistas.

Tudo isso para dizer que, finalmente, tive notícias da Geike Arnaert. Ela canta uma música com um grupo holandês chamado BlØf, e é um grande sucesso aqui na Bélgica. É sempre interessante deixar a rivalidade, que há entre flamengos da Bélgica e holandeses para apreciar bons momentos de ambos.

A música chama-se Zoutelande.  É o nome de uma aldeia na costa holandesa, não muito longe da praia do meu último post, Groende Strand. A música é cantada em holandês, mas observem a diferença da pronúncia holandesa que puxa na letra R e a pronúncia da cantora belga. Eles cantam sobre recordações de férias na praia em Zoutelande. O refrão da música foi repetido várias vezes pela seleção belga quando foi recepcionada pelo povo na praça central de Bruxelas (Grote Markt) pelo seu 3º lugar no Mundial. E diz: “Ik ben blij dat je hier bent”Eu estou contente que você está aqui. Tão simples e tão bonito, tão bom de ouvir. Não é? 😉

Segue o vídeo da música Zoutelande que está no top parade, e o vídeo de 2 músicas que mais gosto do Hooverphonic ainda com a Geike, que para mim foi a melhor vocalista até hoje da banda. Se você gostou das músicas, deixa um comentário. Obrigada! 🙂

Até um próximo post! 😉

Uma praia na Holanda

O dia seguinte ao passeio (domingo), em Durbuy, fez-se também um lindo dia com expectativa de 30ºC. Olhamos um para o outro: ficar em casa? Nem pensar! É verão! 🙂

Decidimos ir à praia. A mais viável e próxima para um lindo domingo era na Holanda. Seguimos em direção à praia de Groede Strand, a 1h e 10 min de casa.

A Holanda é um país ao qual gosto muito de ir. Eles são muito bons em engenharia civil. Estradas que mais parecem um tapete e bem sinalizadas. Quase perfeitas vias para ciclismo até à praia. Áreas que foram drenadas e que fizeram surgir novas terras para plantio e para viver. Utilização de energia limpa.

A urbanização não chega próximo à praia. Muitas pessoas utilizam a bicicleta para curtir a praia. Por isso há estacionamentos para carros (pagos) e estacionamentos gratuitos para bicicleta.

Há uma proteção em areia e plantas, que ultrapassamos através de uma escadaria, em seguida encontramos uma pista de bicicleta e só depois chegamos à praia.

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Logo à entrada há um quadro com todas as informações do tempo, mar e qualidade da água. Ao lado uma casa dos salva-vidas e mais à frente um restaurante. No areal há um parque para crianças e várias casinhas que imagino que sejam alugadas.Os salva vidas eram bem atuantes com moto náutica. O sorvete chega num pequeno carro. No mar estavam alguns barcos à vela, e também era passagem de vários navios de mercadorias.

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A água estava na temperatura ideal para minha grande surpresa que imaginava estar bem fria. A tonalidade da água lembrou-me as praias do Norte de Pernambuco. Foi o meu primeiro mergulho no mar do Norte. E voltaremos!

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Conheça esta praia holandesa em fotos e filme que fiz. Vem comigo! Espero que gostem. 😉

😉

A pequena Maravilha

Eu fiz um post sobre Durbuy em 2015. Volto a fazer mais dois posts este ano.

Durbuy é conhecida na Bélgica como “la petite merveille”, sim uma pequena maravilha que não me importa visitá-la mais vezes.

No post deste ano sobre Durbuy trago mais imagens diferentes de 2015 e um filme que fiz pela primeira vez sobre esta cidade. Estavam 30ºC! E este é o resultado que consegui após fazer 8km de caiaque sobre o rio Ourthe.

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Descendo o rio Ourthe

 

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Jardim em Durbuy

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Até próximas aventuras! 😉

Descer o rio de caiaque

Ontem fomos pegar o filho mais novo em seu acampamento de férias em Durbuy, Bélgica. Aproveitamos o maravilhoso dia de verão europeu com muita seca para descer pela segunda vez o rio Ourthe de caiaque.

Ano passado escrevi aqui como foi. Desta vez fiz um filme.

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É algo revigorante estar em contato com a natureza.

Próximo post com mais Durbuy!

Baú Aberto 17

Faz algum tempo que queria falar no tema deste post: voluntariado. Falei no post anterior sobre o grupo de voluntários do Bonangana.

Faz um ano que me tornei voluntária. Há na cidade que vivo, um site com várias oportunidades. Eu optei por um voluntariado que não fosse necessário o perfeito conhecimento do holandês. Havia pelo menos 3 possibilidades.

Eu não disponho de muitas horas livres. Então, optei por algo que unisse várias características do meu agrado. Eu gosto de ajudar em ações pela natureza, eu preciso fazer exercício físico, eu preciso ter mais contato com a língua holandesa, e eu dou preferência em algo mais individual com horário variado sem compromisso de tal dia, tal hora. 😊

Foi assim que restou uma opção. Ser voluntária para manter a rua limpa. Participo da ação Mooimakers (fazer bonito), cujo lema é: “pequena ação, grande resultado”. Assim, eu faço uma espécie de “plogging”. Eu não corro, mas ando de forma rápida, e em movimento vou recolhendo o lixo. Não é uma total novidade para mim, pois é algo que ainda no Brasil fazia na praia que frequentava.

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Para começar apresentei-me no escritório da empresa que recolhe o lixo. Notei que foi uma certa surpresa por eu ser uma estrangeira interessada neste voluntariado. A senhora responsável disse-me que estuda espanhol e também foi um momento para ela praticar o idioma. Fizeram-me um seguro, e deram-me todo o equipamento. Ao longo do ano recebi um novo equipamento, que raramente um dos meus filhos usa-o comigo. E eu também, próximo ao Natal do ano passado, recebi um cartão de agradecimento pela minha prestação.

E assim, passei a dar 2 horas por semana do meu tempo para a sociedade, mas sobretudo para a natureza. É um momento da semana muito gratificante. Não há um dia que eu não receba um agradecimento de pessoas desconhecidas. Eu recebo um simples bom dia sorridente, ou um nítido e repetido “muito obrigado”, ou uma buzinada acompanhada de um agradecimento com o polegar, e até mesmo um “senhora, bravo!” já recebi, e fiquei emocionada. Alguns param para conversar comigo, basta eu diminuir a minha velocidade que isso acontece, se houver alguém por perto. E é o momento de adaptar o ouvido aos mais diversos dialetos que há neste país, e também melhorar a minha pronúncia. São tantos dialetos, que já houve belga que me disse que nem eles entendem, às vezes. 😊

No fim do ano passado houve uma reunião e para minha surpresa eram muitos voluntários. Na sala estavam no mínimo cerca de 50 pessoas, alguns reformados, outros que ainda trabalham e donas de casa. Foi preparado um agradável lanche e estivemos reunidos para dar a conhecer quantos somos e nossas áreas de atuação, bem como dar sugestões e combinar, por exemplo, a forma de recolha do lixo em nossa casa. Eu, por exemplo, comunico por e-mail quantos sacos tenho e combino de deixá-los na frente de casa todas as quintas-feiras. Aproveito também para solicitar novos sacos. Eu optei por usar 2 sacos em cada saída, um azul para latas e plásticos, e o branco para lixo diverso. Há quem prefira sair só com um e em casa fazer a separação.

Resolvi contar a minha história, finalmente, porque há tanto por onde fazer, por onde ajudar. Eu encontro mais essa aceitação pelo voluntariado nos países do Norte da Europa. Não há muito isso de esperar pelo Governo, ou de dizer que já pago imposto para que façam. Sim, eu ouvi isso de um colega do Afeganistão que tem trabalho. Eu não me importo, eu não penso assim. Eu saio de casa durante as 4 estações do ano a pensar que estou fazendo bem para mim e para a natureza. Eu não tenho vergonha! Penso nas aves, quando eu apanho uma goma de mascar no chão, ou um resto de sanduíche ainda embrulhado com papel.

É também interessante observar o comportamento das pessoas. Por exemplo, nas semanas de bom tempo encontro sempre muitas pontas de cigarro, mais latas de bebida, embalagem de chips, etc. Quando os dias estão mais frios estes itens diminuem brutalmente, e dão lugar às toalhitas, aos papéis para assoar o nariz, copos de café, etc.

Recentemente, eu vi alguns sites no Brasil também com vagas para voluntários. Em Portugal havia o “Banco de Tempo” em que as pessoas trocavam ações, por exemplo, a pessoa poderia ensinar crochê, e a outra pessoa poderia ensinar a tocar um instrumento. Havia cheques simbólicos para os serviços prestados. Você pode conhecer mais em: http://www.bancodetempo.net/pt/

É isso! Espero que tenham gostado de conhecer este lado do Miau do Leão. E espero que a partir de setembro, quando começa o próximo ano letivo, eu consiga manter estas horas disponíveis durante a semana.

Até o próximo post! 😉

Pedalar com amigos

No domingo passado participei pela primeira vez de um passeio de bicicletas com um grupo chamado Bonangana. São voluntários, a maioria de reformados, que ajudam estrangeiros com o holandês em duas ocasiões por semana, e também realizam atividades como este passeio de bicicletas, caminhadas, quizz, almoços comemorativos, leitura de livros. Sempre que estou disponível tento participar. O grupo fica em Sint-Niklaas. Também ajudam crianças com as tarefas escolares de casa, mas apenas uma tarde por semana.

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E, desta vez, tudo combinou bem para minha participação. Saímos da sede até a cidade de Hamme, cerca de 25km. Só que nos primeiros quilómetros, o pneu da minha bicicleta teve um furo. Nenhum problema, todos pararam mais à frente e dois senhores vieram me ajudar. Como não havia solução para o pneu, estacionei-a e foram super gentis arranjando-me uma bicicleta emprestada. Tudo muito organizado e até lanche levaram para todos. Atravessamos um rio através de um serviço gratuito de barco durante o percurso de volta.

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Vez por outra, um ou outro, vinham conversar um pouco, mas eu estava tão cansada que nem português queria falar. E, quando descobriram que eu era brasileira, já imaginam, não é? A infelicidade do Brasil contra a Bélgica no jogo do Mundial de Futebol. Eu fui com meu filho mais velho, e ele que respondia. :))))))

O que importa mesmo, e é a intenção deste post , é chamar a atenção para a importância do voluntariado. Eu sei que alguns não concordam, porque acham que já pagam impostos para isso, mas eu não vejo assim, e por isso, eu própria sou voluntária. Algo que quero falar num futuro post. Sempre há o que fazer e fazer o bem!

Para quem quiser conhecer o projeto e ver mais fotos: http://www.bonangana.be/

Mais fotos do passeio estão no site do Bonangana, clicar em Foto’s e depois escolher Gezinfietstocht.

Até o próximo post! 😉

 

Relaxar na Reserva Natural Nacional du Platier d’Oye, França

Os meses em que há exame escolar são muito estressantes aqui na Bélgica. Para piorar, os meios de comunicação não se cansam de falar no assunto. É importante relaxar antes para conseguir enfrentá-lo. Resolvemos ir à uma praia pouco badalada no Noroeste de França, e que fica a menos de 2 horas de casa.

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Junto à praia há uma reserva natural, que fica entre as cidades de Calais e Gravelines. Chama-se Reserva Natural Nacional du Platier d’Oye. Ela foi moldada pela ação do mar, areia e vento, há muitos séculos atrás. É um ponto de passagem para aves migratórias.

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Eu gosto muito de observar as aves em liberdade e fotografá-las. Fiquei feliz ao conseguir clicar o voo de patos que se assustaram com a chegada de um cão na área de reserva. Andamos entre as dunas. É muito bom estar em contato com a natureza, é mesmo relaxante. Depois estivemos toda a tarde aproveitando os ares da praia. Tomar banho de mar, nem pensar! 😊 A temperatura da água não convida, infelizmente.

Vem comigo ver o vídeo que fiz desta pequena pérola ornitológica!

Vejo-te num próximo post por aí! 😉

Centro de Ciência de Luxemburgo

O fim de semana prolongado de maio chega ao seu último dia no Luxemburgo. E, sempre que fazemos uma viagem tentamos incluir uma visita a um museu, ou a ruínas históricas, ou grutas, etc.

Então, nesta viagem decidimos conhecer o Luxembourg Science Center. Os meus rapazes adoraram, mas eu estava com a sensação de que no dia seguinte a responsabilidade começava, ou melhor, na mesma noite com os preparativos para a semana, então eu não estava muito para pensar em ciência. Mesmo assim fiz as minhas palhaçadas, que me faz ter a idade deles.

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Explicações em português

O museu fica nos arredores da cidade do Luxemburgo, em Differdange. O espaço é uma forma de descobrir a ciência e a tecnologia de uma forma divertida e interativa. São várias estações com experimentos diferentes com tradução em inglês, francês, alemão, luxemburguês e português!!! Também acontecem uns mini espetáculos e workshops, mas não participamos nestes dois eventos.

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Vários experimentos

Lá encontramos um pouco de Brasil numa turbina de um jatinho da Embraer. Há também uma interessante explicação sobre motor a diesel.
Você pode obter informações de localização, horário, preços, etc., neste site: http://www.science-center.lu/

Depois seguimos viagem para a Bélgica, sem esquecer de antes aproveitar de mais um ponto positivo do Luxemburgo, o preço dos combustíveis. 😊

Fizemos um vídeo do espaço e seus experimentos:

Por andamos a comer no Luxemburgo? Hum, desta vez não tirei fotos, mas a experiência foi muito positiva, que até repitimos.

Chocolate House Bonn, uma experiência imperdível, seja no verão ou inverno. Há funcionários que falam português, além de inglês e francês.

Brasserie Bosso, saborosos pratos de massa com influência alemã. No verão, você pode pedir uma mesa no jardim, uma experiência relaxante. Há pelo menos um funcionário que fala português.

– Estivemos num restaurante português nos arredores, mas não lembro o nome. E num restaurante de rodízio brasileiro, também nos arredores, chamado Bossa Nova Grill, que é uma filial do mesmo que há em Bruxelas. No rodízio está incluído sobremesas.

– Lembram que falei de uma loja de souvenirs próximo do Palácio do Grão Ducado, na rua Sigefroi ? Essa eu não indico. 😊 Os comentários online não são bons, mas vimos poucas lojas desse tipo abertas, então tivemos que enfrentar. A senhora responsável não gosta de crianças, e está sempre desconfiada de tudo e de todos. Nuna vi igual! Se tiver curiosidade sobre os comentários pesquise THOMA SYLVIE no Google Maps. 😊

E, foi isso o Luxemburgo. Até próximas aventuras! 😉