Clarice Lispector XVI

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Análise mediúnica

Clarice Lispector tinha uma amiga médium chamada Maria Augusta, mas que era conhecida como Eva.

Essa amiga dizia que Clarice era “indisciplinada como um cavalo branco”. E que Clarice para ter paz devia aceitar as suas próprias imperfeições, e tocar para frente a vida. Também dizia que Clarice era impulsiva e, algumas vezes, impaciente.

Clarice Lispector era muito fácil de ser entendida, e isto parece que a Eva não sabia.

Até ao próximo post!;)

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Zero, o curta metragem

Zero, um curta metragem australiano (2010), que já foi bastante premiado, e legendado para vários idiomas, incluindo o português.

Interpretá-lo traz-nos várias possibilidades de análise para uma discussão. Desde refletir sobre as crianças que vivem na rua em todo o mundo, a discriminação, a superação,… O amor.

Zero é o personagem principal em uma sociedade numérica. Ele encontra uma amiga também zero, e juntos não terão fim. Vem conhecer Zero (versão em português)!

Até ao próximo post! 😉

Borsh, na Albânia

 

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Borsch, Albânia

Em direção ao Sul do país está essa última beleza de praia albanesa que fomos conhecer. Sua água em tom turquesa quase que hipnotiza. Organização perfeita, mas onde os preços dos serviços foram os mais altos de todas as praias que estivemos e que falei aqui no blog.

Vem conhecer Borsh no vídeo que fiz. 🙂 Aproveita e segue-me também no Facebook, YouTuBe e Twitter. 🙂

Até ao próximo post! 😉

Clarice Lispector XV

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Os segredos

Clarice Lispector respeitava sua ignorância imposta, mas quando esta tornava-se palpável, ofendia-lhe.

Sentia que os cientistas mantinham em segredos sobre novas revelações. Assim, era como se ela vivesse na Idade Média. Ou que era tratada como criança que não se deve saber de certas coisas antes do tempo.

Até ao próximo post! 😉

Como água para chocolate, o livro

images.jpegOs sabores da Albânia inspiraram-me para a leitura de alguns livros de culinária. Um deles foi Como água para chocolate, de Laura Esquivel. Um livro repleto de interessantes receitas que abrem cada capítulo.

O livro tem 12 capítulos. Cada capítulo refere-se a um mês do ano. A vida da personagem Tita, a responsável pelas receitas, recheia cada capítulo. Ela, que graças a um parto incomum, apaixona-se profundamente pela cozinha, onde passou a maior parte da vida. 

É a neta de Tita que vai narrar a vida da avó e família. Uma família que tinha uma tradição passada por gerações: a filha mais nova deverá cuidar da mãe até o dia da morte desta. A filha mais nova não podia casar e ter filhos.

Tita não fazia distinção entre lágrimas de alegrias e de tristeza. Rir era uma forma de chorar. Inconformada, perguntava-se: Que tipo de pesquisa havia estabelecido que a filha mais nova, e não a mais velha, é mais apta a cuidar da mãe.

A mãe de Tita não lhe dava descanso, mesmo que uma tarefa feita por Tita estivesse impecável. Dizia a mãe: O preguiçoso e o mesquinho acabam por percorrer o mesmo caminho duas vezes. A sua mãe, Elena, começou a matar Tita, aos poucos, desde que era criança.

Cenas de costumes antigos aparecem no livro, como o lençol de seda branca da noite de núpcias, no qual bordavam um contorno delicado ao centro com uma abertura feita para revelar somente as partes essenciais da noiva e permitir a intimidade conjugal. Quando o ato estava consumado, o noivo saía do quarto antes que ela tirasse a coberta.

O título do livro é uma expressão que revela o frequente estado de Tita, que estava literalmente “como água para chocolate”: a ponto de transbordar com fervura. Como estava irritada!

Uma das irmãs de Tita, a Rosaura, protagoniza a luta pelo mesmo homem. Muitas vezes, elas estavam como água e azeite fervendo!

Uma das cenas de Tita preparando uma das receitas do livro, inspirou-me verdadeiramente. Desde já, lembrando que tenho especial admiração pela culinária mexicana. O México que é o palco deste romance. Fui atrás de todos os ingredientes e mãos à obra. O resultado foi o da imagem abaixo, que acompanhou um rico feijão coberto com queijo ralado, como estava indicado no livro.

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Arroz com banana da terra

4 bananas da terra picadas e maduras
500g de arroz
100g de bacon em cubos
2 dentes de alho fatiados
1 cebola fatiada em meia lua
Cebolinha picadinha a gosto
Sal, azeite e pimenta

  • Frite o bacon lentamente até derreter bem a gordura.
  • Enquanto isso pique a banana em cubinhos
  • Junte a banana e doure em fogo alto até tostar
  • Retire o bacon e a banana, reserve
  • Doure a cebola e adicione o alho junte com metade da banana reservada.
  • Adicione o arroz fervente um pouco de azeite e misture bem.
  • Tampe a panela e descanse por 5 minutos
  • Sirva salpicando a cebolinha

Segui as dicas do vídeo abaixo: arroz com banana da terra chef Taico

Até ao próximo post !;)

A Culinária em Gjirokastër

A culinária que encontramos na Albânia foi basicamente uma interação entre a culinária italiana e grega, com um toque albanês. Em Gjirokastër foi um pouco diferente do que encontramos em Himarë, onde os frutos do mar eram a grande estrela dos restaurantes. Em Tirana (capital) conhecemos alguns pratos típicos da Albânia.

Estivemos em dois restaurantes em Gjirokastër: o  Odaja e o Kujtim

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Apresentação do cardápio no restaurante Odaja

As fotos a seguir são todas do Restaurante Odaja, que não diferem muito dos pratos do Restaurante Kujtim, exceto que neste último havia perninhas de rã e lampreia. É possível conferir o cardápio com fotos na Internet, pesquisando os nomes dos restaurantes.

O restaurante Odaja tem uma decoração mais típica, incluindo fotos antigas da cidade, do que o Kujtim, mas ambos apresentam o mesmo conceito típico albanês, que consiste em pedir alguns pequenos pratos e partilhá-los.

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Decoração no restaurante Odaja
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Foto de uma Gjirokastër antiga no restaurante Odaja

Nossas escolhas foram: village salad (300 leks), riceballs (200 leks), meatball with yogurt (450 leks), tomatoballs (300 leks, sem foto), moussaka (400 leks), pasticcio (450 leks) e lamb chops (600 leks).

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Village salad e cerveja albanesa Korça
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Riceballs
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Meatball with yogurt
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Pasticcio
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moussaka
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lamb chops

Adaptei-me muito bem à culinária albanesa e apreciei bastante os sabores e este conceito de partilha. Só me falta ainda tentar reproduzir estes pratos em casa. 🙂

Até ao próximo post! 😉

A casa de Ismail Kadare, Gjirokastër

Durante as andanças em Gjirokastër decidimos conhecer a casa do escritor albanês Ismail Kadare.

Na rua estreita de acesso à casa estava um casal de turistas franceses, então percebemos que devíamos estar próximos, e logo depois surgiu um senhor de idade que olhava muito para todos nós na rua, e em francês, perguntou se estávamos à procura da casa do Kadare. Meus filhos falam o francês e tiveram um curto diálogo com o senhor (neste momento, vi que herdaram algo mais de mim. E usaram a herança! :)) ). Meus rapazes disseram-me que ele é amigo do Ismail Kadare e que foi professor de francês. 

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Na casa de Ismail Kadare

Foi este senhor que nos guiou até a casa e, sentia-se o orgulho dele em mostrar os livros expostos do amigo. Ele contou-nos que o amigo vive atualmente em França. Fui conferir e o amigo que algumas vezes foi indicado ao Nobel de Literatura vive em Montpellier. É possível fazer uma visita guiada pela casa, mas não me pareceu estar bem organizada para isso. A varanda da casa tem uma magnifica vista da cidade. Um inspirador ponto de descanso.

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Alguns de seus livros tem na capa pinturas do artista surrealista belga René Magritte. Estou lendo um de seus livros e estou gostando imenso, que até estou lendo em modo tartaruga para saborear bem o enigmático romance. O nome do livro é O Palácio dos Sonhos. Quando eu conseguir terminá-lo farei um post para os meus queridos seguidores.

Segue o curto vídeo que fiz da casa do escritor albanês e suas obras. Vem comigo!

 

Até ao próximo post!;)