Onde é a casa do meu amigo?, o filme

Muito se tem ouvido falar nos últimos dias sobre o Irão/Irã, mas acerca do obsessivo plano de guerra de um atual presidente americano, que busca deixar a sua marca de gestão com uma guerra. Eu prefiro seguir o cinema iraniano.

Eu vi este filme por três vezes na vida, e sempre fico absorvida por sua mensagem, pelo olhar e sentimento do seu personagem principal (uma criança de 8 anos). Encanta-me a trilha sonora que acompanha os movimentos do pequeno Ahmad.

Para devolver um caderno de escola que pode custar a não continuação de um amiguinho na escola, o jovem Ahmad, desobedece a mãe, sobe e desce um monte, anda por um vilarejo desconhecido, pergunta aos moradores pelo amigo, enfrenta escuridão e mais alguns poucos contratempos.

A minha dica de hoje é sobre o valor da amizade. Onde é a casa do meu amigo (1987), é um filme do já falecido diretor iraniano Abbas Kiarostami, um vencedor de vários prêmios internacionais de cinema. O filme é uma homenagem de Abbas ao amigo Sohrab Sepehri, que foi um representante da poesia moderna iraniana.

Você pode assistir ao filme completo no YouTube com legenda em português. Vamos ao trailer com legenda em inglês:

Até a próxima semana com mais posts! 😉

Anúncios

Corredores de flores

É preciso preservar e aumentar a biodiversidade. Neste importante trabalho, as abelhas e outros insetos são os nossos heróis. Sem eles, a verdade é que não sobreveríamos por muito tempo.

Por isso, surgem cada vez mais “corredores de flores para as abelhas”. Está de parabéns a minha cidade por também participar desta iniciativa pela preservação dos ecossistemas desde 2016. Bem perto da minha casa há alguns destes corredores. E, aqui em casa, também fazemos parte desta ideia.

São essas imagens que partilho com vocês no blog. Vamos espalhar esta positiva ideia!

IMG_20190604_162602892_HDR.jpg

IMG_20190604_162946163.jpg

received_2256025867823253.jpeg
Em casa

Até ao próximo post! 😉

The Eichmann Show, o filme

Nós somos o que somos? Ou somos resultado de um meio? É possível existir humanidade num assassino de milhares de pessoas?

O filme (produção BBC Two) mostra como foi todos os preparativos e o julgamento de Adolf Eichmann, o responsável pelo extermínio de milhares de judeus. As cenas são tensas. Os testemunhos durante o julgamento são chocantes. O julgamento ocorreu em 11 de abril de 1961, em Israel.

Além do próprio Eichmann, outro personagem principal do filme é o diretor da transmissão do evento, Leo Hurwitz. Ele faz-nos refletir durante todo o filme. Seja sobre a existência do Estado de Israel, o sionismo, o fascismo, e principalmente, ele busca, incansavelmente, algum sinal de humanidade no acusado, mas Eichmann esteve todo tempo paciente diante de todos os relatos de sofrimento. Ele respondia que estava cumprindo ordens. Até onde vai a sua culpa ? Parcial ou total ?

Um filme para pensar, refletir e estar atento porque o fascismo está a dar provas que não foi extinto. Nunca será, infelizmente, mas podemos estar atentos, e evitar o seu crescimento para que um capítulo triste da humanidade não se volte a repetir, em nenhuma circunstância.

Até ao próximo post! 😉

Tradutor de chuvas, o livro

download

 

Finalmente, “encontrei-me” com o escritor moçambicano Mia Couto. Já muito que eu desejava ler um de seus livros, e aconteceu com um livro de poesias, que senti como uma autobiografia, com momentos mágicos de sua infância traduzidos em palavras, que virou o “Tradutor de Chuvas“.

 

Alguns trechos das poesias:

As mãos foram,
assim, o meu segundo ventre.”

Viver sabe quem ainda vai viver”

O homem faz amor
para se sentir bem.
A mulher faz amor
quando se sente bem.”

Sempre que chorares,
nascerás uma outra vez.”

O mundo voa
e apenas o poeta
faz companhia ao chão.”

 

E assim, foi mais um livro em minha vida. 😉

Até ao próximo post! 😉

Tintim de um milhão de euros!

No dia 9 de Junho li esta notícia da Sic Notícias (Portugal): Um desenho do Tintim vendido por um milhão de euros.

image.jpeg
Fonte: Diário de Notícias

Ilustração original é a capa do primeiro livro de aventuras da personagem criada pelo belga Hergé. Publicado em 13 de  fevereiro de 1930, o desenho mostra o repórter Tintim a percorrer o país dos sovietes, sentado no tronco de uma árvore.

A ilustração, a lápis e a guache, é das poucas capas nas mãos de um privado.

A identidade do vendedor e do comprador não foram reveladas. Foi vendido através de leilão em Dallas, EUA.

Curiosidade: Tintim é conhecido comoKuifje  na região flamenga da Bélgica.

Até ao próximo post!  😉

Alice no país das maravilhas, o livro

aliceComecei a participar de um grupo de estudos literários no Facebook, promovido pelo blog Gotas de Epifania. O objetivo é trocar experiências de leitura com base crítica. Para isso, são compartilhadas links e material de referências.

Assim, o primeiro livro definido por este projeto de leitura foi Alice no País das Maravilhas (edição comentada e ilustrada), de Lewis Carroll.

Está enganado quem pensa que é um livro para crianças. É um livro para todas as idades com vários elementos do estudo da matemática, um tanto que disfarçados. A queda de Alice, por exemplo, poderá representar a ideia de limite, que é o intuito de expor o comportamento de uma função nos momentos de aproximação de determinados valores. Essa noção de queda surge em outros livros como passagem para outras realidades (Mágico de Oz).

A leitura do livro vai se desenvolvendo e surgem outras ideias da matemática como função bijetora, quando não há vencedores numa corrida e cada um ganha um prêmio. Carroll distribui nesta sua obra questões de lógica, sua área preferida da matemática. A questão da identidade é outra constante, em que Alice se questiona: “eu era a mesma quando me levantei esta manhã?” Será mais uma questão matemática ?

Lewis Carroll foi inspiração para o gênero nonsense em realizações de Tim Burton, Monty Python. Carroll, na verdade, era Charles Lutwidge Dodgson, um matemático inglês que também escreveu livros de matemática. Carroll era amigo de Henry Liddell, pai de 3 meninas – Alice, Lorina e Edite. A filha Alice foi a fonte de inspiração para a obra mais conhecida de Carroll.

Assim, Alice vai muito mais além do país das maravilhas.

Vem aí, um novo projeto dentro deste grupo. Descobre-o no blog Gotas de Epifania.

Até ao próximo post! 😉

 

Na natureza selvagem, o filme

Eu vi este filme faz alguns anos, mais precisamente em 2007 (Into The Wild). Foi um filme que marcou-me muito, e até hoje não consigo esquecê-lo. O que é felicidade?

Tecnicamente foi uma agradável surpresa o talento de Sean Penn para direção.

O filme aborda um jovem e sua família que preza o status, num teatro de hipocrisia com toques de opressão. Uma situação comum em muitas famílias, e até mesmo em famílias de origens simples. O filho rasga esse ritual, e segue em busca de um isolamento por paisagens do Alasca. Uma viagem ao Alasca! O fim é surpreendente.

Bom fim de semana! 😉