Clarice Lispector XXI

Supondo o errado

Clarice Lispector propõe o supor que não é verdade, ou seja: criatura forte, tomar uma resolução e mantê-la, escrever algo que desnude um pouco a alma humana, ter o rosto sério ao espelho, que as pessoas que eu amo sejam felizes, que eu tenha menos defeitos graves do que tenho, que baste uma flor bonita para me deixar iluminada, sorrir em dia que não é de sorrir, entre meus defeitos haja muitas qualidades, que eu nunca minta, imagesque eu possa ser outra pessoa e mude o modo de ser.


Supondo o certo

Clarice Lispector propõe o supor que é verdade, ou seja: que o telefone amde enguiçado em toda a cidade, que eu faça uma ligação e dê sinal de ocupado, que o sinal de desocupado está soando em chamada, que não atendam, ouça uma linha cruzada, por curiosidade ouvir a conversa entre um homem e uma mulher, no final da conversa ouça uma frase límpida “Deus te abençoe”, que se sinta abençoada. Não suponho mais, disse Clarice. Disse apenas, “sim” ao mundo.
Até ao próximo post! 😉

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