Clarice Lispector XXIX

clarice


Gostos arcaicos

Clarice pediu ao seu cabeleireiro Luís Carlos que lhe deixasse de cabelos curtos. Ao ver os cabelos cortados no chão, ficou assustada com a decisão. Clarice devaneou: “será que como Sansão perdi minha força? Não, não a força geral, mas talvez minha força de mulher.”


O suéter

Clarice ganhou o suéter mais bonito do mundo. Oferecido por uma leitora que era amiga de um amigo e a pedido deste. Era vermelho-luz. A cor era a alma do suéter. Uma carícia de amizade.


O vestido branco

Clarice desejava ter um vestido branco de gaze. Se tinha perigo, também tinha pureza. Também queria um vestido preto para lhe deixar mais clara. “É mesmo pureza? O que é primitivo é pureza. O que é espontâneo é pureza. O que é ruim é pureza? Não sei, sei que às vezes a raiz do que é ruim é uma pureza que não pôde ser.”

 

Até ao próximo post! 😉

 

3 comentários sobre “Clarice Lispector XXIX

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