O Último Voo do Flamingo, o livro

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Esse é o terceiro livro de Mia Couto (António Emílio Leite Couto) que leio. Tem sido agradável enveredar pela África que fala português através da escrita desse escritor moçambicano, que usa a palavra “contra a indecência dos que enriquecem à custa de tudo e de todos”, um papel que ele diz que também cabe aos escritores.

 

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O Último Vôo do Flamingo
foi uma leitura carregada de fatos estranhos do início ao fim do livro. Começando com a cena de um sexo masculino avultado e avulso encontrado numa estrada, consequência de uma das várias explosões de capacetes azuis da ONU, que Mia Couto desenvolve uma estória que se passa na fictícia Tizangara. Cada capítulo é aberto com um dito ou provérbio africano.

As ruínas de uma nação começam no lar do pequeno cidadão.” (provérbio africano)

Os flamingos, cuja voz orienta os pescadores, são os anunciadores da esperança, que foi raptada pela ganância dos poderosos, e que buscam manter a ordem que lhes mantém patrões. A ordem que é uma doença em Tizangara, mas que parece se encaixar bem na história de Moçambique, ex-colônia portuguesa. 

Foi uma pena de flamingo encontrada pelo escritor enquanto caminhava numa praia de Moçambique que inspirou Mia Couto por 2 anos na construção dessa obra.

O livro acabou por ter uma adaptação para o cinema em 2010.

Até ao próximo post!

4 comentários sobre “O Último Voo do Flamingo, o livro

  1. Mia Couto é fabuloso, quando entrei em contato com ele ao assistir “terra sonâmbula”, precisei ler o livro e achei incrível o modo como ele usa elementos e/ou simbologias para contar-nos factos, acontecimentos passados etc mesmo pq ele é muito atento às questões políticas de seu país…
    Ainda não li “o último voo do flamingo”, mas pelo visto parece mais uma viagem profunda. Adorei a análise, adoro como você é boa em sintetizar e provocar interesse. Hahaha!

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    • Hahaha Muito obrigada!

      Sim, ele é muito envolvido com a política de seu país, sem ser um político de bancada. E, penso que é respeitado por seus conterrâneos, ao contrário do que acontece com intelectuais de respeito em nossa terra “brasilis”, em que alguns estão a ser completamente estraçalhados.
      Um abraço.

      Curtido por 1 pessoa

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