A sutil arte de ligar o f*da-se, o livro

Pílula de choque I:

O autor aborda vários temas, e momentos de sua própria vida, de uma forma que parece que você  recebeu um puxão de orelhas, e acorda para a realidade. Aliás, uma realidade, segundo o autor, vivida de forma obsessiva por nós, e portanto, muito pouco realista. Vivemos numa corrida para ser o mais saudável, o mais inteligente, o mais rápido, mais rico, mais produtivo, mais admirado,…, ser o melhor. E muita dessa obsessão vem… Surpresa! Vem de muitas mensagens de autoajuda que ouvimos, que lemos, e que muitas vezes se concentram no que não temos.

“O que torna-nos pior aos nossos olhos.” Mark Manson

Assim se você pensa o tempo todo em alcançar o mais longe, ir mais alto, ser mais forte, então você acaba por inconscientemente reforçar a realidade de que não é capaz. Essa obsessão acaba por fazer mal à sua saúde. E ele diz, sem papas na língua, que se você está se “fodendo” para esse mal estar, então acaba de entrar no chamado Círculo Vicioso Infernal e provocando curto-circuito.

Para terminar a primeira “pílula de choque“, deixo a Tina Turner (The Best, 1989) dizer com garra que você é simplesmente o melhor

Até ao próximo post!

Subir a Serra Amarela em Gêres (Portugal)

Parecia que o hiking seria fácil, apenas 10,9 km e o máximo de 946 m de elevação.  O dia estava lindo. O percurso foi escolhido utilizando a app Wikiloc: Serra Amarela – Ermida + Bilhares + Martinguine + Viduak.

A cada curva a natureza revelava todo o seu encanto, e a trilha sonora era o som de pequenas cachoeiras.

Até que se chegou à Branda de Bilhares. O que parecia ter sido uma pequena aldeia que vivia do pastoreio e cultivo, sobretudo no Verão.

Pelo caminho ainda avistamos várias cachoeiras. A água era bastante fresca. E a subida seguiu em bom ritmo.

Até que alcançamos o topo da trilha escolhida. Por algum tempo exploramos os pequenos detalhes da natureza. Não podíamos passar muito tempo. O pôr do Sol era por trás de uma colina e começava a arrefecer. Tínhamos que ser rápidos. 

Em princípio uma descida era para ser fácil, mas na prática não foi isso que aconteceu. O caminho revelou uma vegetação não indicada no aplicativo. Muitos degraus em pedra que à medida que se aproximava do riacho tornavam-se escorregadios. Erramos o caminho, sofremos com a vegetação cerrada do caminho errado. Já pensávamos em passar a noite por ali, molhados até ao joelho devido a travessia do riacho que não era necessária. Não seria prudente. Seguimos. Logo veio a noite, os celulares se aproximavam do fim da bateria.

O meu silêncio na volta foi notado pelo meu filho mais velho que passou a caminhar colado a mim. A sua sensibilidade tinha razão. Era um mal sinal que eu emitia sobre o meu limite mental. A condição física estava boa, mas a mental sofria. 

antes da descer a Serra Amarela

Reencontrar Bilhares foi um alívio.  Faltava “pouco”. O céu à noite era lindo. Na Bélgica não vejo a beleza de tantas estrelas e constelações.

Cada momento era precioso, e assim, na descida não houve fotos. Apenas um vídeo caseiro às escuras. Já no caminho correto e sem obstáculos, essa foto foi o único registro. Uma respeitosa salamandra que atravessava o caminho.

E o vídeo que fiz da subida…

Até ao próximo post!

Linguine com couve flor, presunto de Parma e ervilhas

Eu vi esta receita sendo feita num programa de culinária na televisão belga. Eu confesso que não sou fã de couve flor, mas a garra do chef convenceu-me a tentar esta receita. Fui às compras, e o resultado foi esse…

Para 4 pessoas:

1 couve flor pequena 
1 cubo caldo de legumes 
1 chalota
1 dente de alho
2 colheres de sopa de manteiga
100 ml de leite
1 pitada de noz moscada
100g de presunto de Parma
400g de linguine
200g de ervilhas congeladas
Queijo parmesão q.b.
Pimenta e sal q.b.

  • Numa panela para cozer a couve flor coloque o caldo de legumes e um pouco de sal. A couve flor deve estar em pedaços.
  • Colocar o presunto numa frigideira para torná-lo crocante.
  • Num mixer colocar a couve flor cozida, o alho, a chalota, o leite, manteiga, noz moscada, pimenta e sal se necessário ao provar. Raspar um pouco de queijo parmesão.
  • Cozer a pasta junto com as ervilhas.
  • Picar o presunto de Parma que já está crocante.
  • No prato de servir colocar o molho de couve flor, por cima a pasta com ervilhas, parmesão ralado, um fio de azeite e no topo o presunto.

Até ao próximo post!

Clarice Lispector XL

Para conhecer a escritora Clarice Lispector seguem sínteses de 4 crônicas da escritora para o Jornal do Brasil.

A tempestade de 28 de Março, domingo

Clarice Lispector relembra um domingo, 28 de Março. Jogo Botafogo e Vasco, no Maracanã. Calor. Praia. Ela rezou por chuva.
Combinou com uma amiga de ir no Açude da Solidão, na Floresta da Tijuca*, mas previu que algo ruim estava para acontecer. Não quis ir à Floresta da Tijuca. Decidiram dar uma volta de carro e ir até ao Leblon visitar a igreja da Lagoa. O céu escureceu. A natureza respondeu a sua reza por chuva com fúria. O carro ficou cercado de água e lama. Com dificuldade chegou em casa. Preocupou-se por seus familiares como um filho que estava no jogo de futebol. Seu telefone não funcionava. Finalmente alguém da família telefonou e estavam todos bem. Voltou a rezar pelo filho, e de repente, sentiu uma grande calma. Disse à amiga que podia ir para a casa dela, pois ia dormir. Deixou mensagem ao filho e foi dormir confiando em Deus.


A prof. Teresa Monteiro, autora do livro O Rio de Clarice, indica 5 lugares na cidade do Rio de Janeiro que Clarice adorava ir:
Jardim Botânico,
Floresta da Tijuca,
Praia do Leme,
Largo do Boticário,
Parque Lage.

Só como processo 

Não apenas uma receita ou processo, a verdade que não tem bem nem mal: “Julgar de acordo com o bem e o mal é o único método de viver.”

Seguir a força maior

Este é o nosso livre-arbítrio:
Ser livre: Seguir o próprio determinismo.
Prisão: Seguir um destino que não fosse o próprio.

Uma revolta

Clarice Lispector: “Quando o amor é grande demais torna-se inútil: já não é mais aplicável, e nem a pessoa amada tem a capacidade de receber tanto. Fico perplexa como uma criança ao notar que mesmo no amor tem-se que ter bom senso e senso de medida. Ah, a vida dos sentimentos é extremamente burguesa.


Até ao próximo post!

The Lighthouse, o curta metragem

Como primeiro post de 2021 escolhi trazer o curta metragem The Lighthouse (O farol da responsabilidade) para refletirmos sobre o tema “responsabilidade“.

A responsabilidade começa dentro de casa e vai além da porta de nossas casas. É algo tão grande que dá medo. A falta de responsabilidade tem sido a causadora de infelicidade, de tragédias, e do pouco controle sobre esta pandemia. A falta de responsabilidade tem sido o grande mal que causa injustiça social, que degrada o meio ambiente, que retira verbas da educação e saúde, que desampara crianças e idosos. 

Posso também refletir, principalmente, que juntos somos muito mais, somos capazes de fazer muito mais, e começa com a nossa responsabilidade enquanto pais, filho, funcionário, empresário,… e eleitor.
Somos responsáveis pelo outro. Precisamos um do outro.

The Lighthouse…

Até ao próximo post!