Caril de lentilhas

Esse é o quinto prato com lentilhas que trago ao Blog. Já deu para ver que gosto imenso dessa leguminosa poderosa. Realmente, eu não resisto em experimentar confeccionar receitas com ela. E assim, vou registrando e compartilhando com vocês esses momentos.
Foi mais uma receita de um supermercado português, mas eu sempre faço pequenas adaptações, e claro, coloco o meu ingrediente secreto, amor.

Caril de lentilhas (receita original para 4 pessoas)

200 g lentilhas verdes (usei a vermelha/rosa)
2 c. sopa óleo de coco
1 cebola picada
4 dentes de alho picado
2 c. sopa gengibre picado
1 c. sopa caril em pó
200 ml leite de coco
½ pimento verde em puré
1 emb. tomate em pedaços em conserva
1 c. sobremesa sal
1 molho de coentros (usei salsa)350 g arroz Basmati 

1.Coloque as lentilhas de molho durante 30 minutos.

2. Aqueça o óleo de coco num tacho, junte-lhe a cebola, o alho e o gengibre e deixe cozinhar em lume brando 3 minutos.

3. Junte o caril e misture. Adicione as lentilhas, o leite de coco, o pimento verde triturado em puré e o tomate.

4. Tempere com o sal e deixe cozinhar em lume brando cerca de 15 minutos.

5. Sirva com os coentros (ou salsa) picados e o arroz basmati (e/ou pão nan).

Até ao próximo post!

A última pílula

Continuando a escrever as minhas notas quando da leitura do livro A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, de Mark Manson sob forma de “pílulas”, e está é a última pílula.

A vida é feita de escolhas, e quem de forma consistente faz as melhores escolhas acaba por vencer no pôquer, e na vida. Alguns têm a obsessão de estarem certos a respeito da vida, que acaba por não vivê-la.

Durante essa caminhada, a mente humana é rápida para acreditar em irrealidades, porque o nosso cérebro é uma máquina de gerar “significado”.

A incerteza  (e anteriormente, citou o sofrimento na mesma linha) é a raiz de todo crescimento e resistência. Para o autor, os clichés como “confiar em si mesmo” e “seguir seu coração”  não devem ser assim tão rígidos, mas sim, confiar menos em si mesmo, pois o nosso coração e nossa mente falham, por isso precisamos questionar ainda mais nossas intenções e motivações.

Vivemos hoje um mundo de aparências e o sistema econômico promove essa farsa. Todo mundo precisa se importar com alguma coisa para valorizar alguma coisa. Nem sempre mais é melhor. Você já é bom o suficiente, por que o stress de buscar mais e mais? As experiências fazem parte da juventude, o descobrir. No entanto, a profundidade é o tesouro, e para trazê-lo para si é preciso compromisso. E isso vale muito para os relacionamentos.

O nosso projeto de imortalidade são os valores. O medo da morte vem do medo da vida. Quem a vive plenamente estará pronto para morrer. E para nos distrair desse momentos mais que certo, precisamos nos importar com alguma coisa.

E por aqui termino as minhas notas que poderiam ter sido muito mais. Tudo que tenho escrito foram apenas “notas”, com isso quero dizer que não concordo com todos os seus pensamentos no livro, mas identifiquei-me com alguns como com o que está escrito nos dois últimos parágrafos anteriores a este. 

Este livro conheci no blog da Irina, o Of Heart and Soul. Foi o post da querida Irina que me despertou para o livro. https://irinamarques.wordpress.com/2020/08/31/a-arte-subtil-de-saber-dizer-que-se-fda-de-mark-manson-irina-marques-arte-pensamento/
Terminei a sua leitura no ano passado quando sobrevoava Portugal.

Até ao próximo post!

Refúgio masculino na Bélgica

Homens que são vítimas de violência em seu relacionamento ou em sua família é uma realidade que pouco se fala, um tabu.

Quando o primeiro refúgio masculino  (Sam Huis) foi inaugurado em 2016, nos arredores de Mechelen (Bélgica), foi procurada por 24 homens que solicitaram ajuda. O endereço exato é secreto. E eu mesma só passei a saber após fazer um curso de integração, recentemente. E quando se falou no assunto, houve alguns risos.

Estima-se que 1 em cada 20 homens tenha de lidar com violência entre parceiros,  que pode ser física e/ou psicológica. Quando entram na casa não dizem imediatamente que são vítimas de violência. Geralmente, vão primeiro ao médico com queixas de que não se sentem bem, pois ainda há muita vergonha.

Os especialistas do abrigo tentam parar a violência dentro do relacionamento, tentam trabalhar junto com o parceiro. E eles esperam que o tabu desapareça cada vez mais, para que os homens ousem pedir ajuda com mais rapidez. No mesmo ano foi criada uma linha telefônica (Mannenklap) para os homens que têm que lidar com violência conjugal, como vítima, testemunha ou agressor.

Mais informações estão em: www.cawboommechelenlier.be

Até ao próximo post!

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Uma descoberta

Uma curta pedalada de 6 km (ida e volta) e sem motivo de lazer foi suficiente para uma descoberta, um relógio de Sol.

Cada viagem, mesmo que curta, é capaz de revelar algo que estava escondido ao nosso olhar cotidiano.

Momento de retornar, viro-me para pegar a bicicleta e avisto uma típica capela flamenga. Pequenas descobertas que salvam mais um dia de lockdown na Bélgica.

Até ao próximo post!