A última pílula

Continuando a escrever as minhas notas quando da leitura do livro A Sutil Arte de Ligar o F*da-se, de Mark Manson sob forma de “pílulas”, e está é a última pílula.

A vida é feita de escolhas, e quem de forma consistente faz as melhores escolhas acaba por vencer no pôquer, e na vida. Alguns têm a obsessão de estarem certos a respeito da vida, que acaba por não vivê-la.

Durante essa caminhada, a mente humana é rápida para acreditar em irrealidades, porque o nosso cérebro é uma máquina de gerar “significado”.

A incerteza  (e anteriormente, citou o sofrimento na mesma linha) é a raiz de todo crescimento e resistência. Para o autor, os clichés como “confiar em si mesmo” e “seguir seu coração”  não devem ser assim tão rígidos, mas sim, confiar menos em si mesmo, pois o nosso coração e nossa mente falham, por isso precisamos questionar ainda mais nossas intenções e motivações.

Vivemos hoje um mundo de aparências e o sistema econômico promove essa farsa. Todo mundo precisa se importar com alguma coisa para valorizar alguma coisa. Nem sempre mais é melhor. Você já é bom o suficiente, por que o stress de buscar mais e mais? As experiências fazem parte da juventude, o descobrir. No entanto, a profundidade é o tesouro, e para trazê-lo para si é preciso compromisso. E isso vale muito para os relacionamentos.

O nosso projeto de imortalidade são os valores. O medo da morte vem do medo da vida. Quem a vive plenamente estará pronto para morrer. E para nos distrair desse momentos mais que certo, precisamos nos importar com alguma coisa.

E por aqui termino as minhas notas que poderiam ter sido muito mais. Tudo que tenho escrito foram apenas “notas”, com isso quero dizer que não concordo com todos os seus pensamentos no livro, mas identifiquei-me com alguns como com o que está escrito nos dois últimos parágrafos anteriores a este. 

Este livro conheci no blog da Irina, o Of Heart and Soul. Foi o post da querida Irina que me despertou para o livro. https://irinamarques.wordpress.com/2020/08/31/a-arte-subtil-de-saber-dizer-que-se-fda-de-mark-manson-irina-marques-arte-pensamento/
Terminei a sua leitura no ano passado quando sobrevoava Portugal.

Até ao próximo post!

14 comentários sobre “A última pílula

  1. Gostei muito deste livro. Traz boas reflexões. Provocantes. Concordo com muitas coisas 😉
    Nossas escolhas mudam com o tempo. Conforme o tempo a situação. Sempre tentamos acertar… e ser feliz. Caminhamos um dia de cada vez 🙏🏻👀. Abraços

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    • Verdade, Bia. Não concordo com tudo, mas talvez um dia de acordo com a situação acabe por concordar. Somos seres mutantes.
      Identifiquei-me muito com o compromisso. Nessa parte, ele fala no livro sobre ter muitos relacionamentos amorosos.
      Um dia de cada vez, é o que tenho mais ouvido. Traz tranquilidade nesses dias difíceis.
      Abraços, Bia.

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  2. Eu li ele um tempo atrás mas não dei muita importância, tanto que quase não lembro do conteúdo (exceto pelas lembraças impostas pelos teus textos). Mas entrei numa onda de releituras ultimamente, acho que ele vai entrar na fila!

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    • Eu fiquei surpresa também. Tenho ouvido tanto isso de seguir o coração. Estavam errados os que disseram isso ? rsrsrs Bem, eu entendi que não é descartar esse dito, mas também não segui-lo a 100%. É importante estar ciente que o coração e a mente falham, e assim evitar futuras frustrações com as escolhas tomadas.
      Obrigada por seu comentário, Nicole!

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  3. No que você levanta sobre o medo da morte como medo da vida é muito importante! Precisamos ter isso em mente e, como você bem pontuou, se importar com alguma coisa para chegar a este fim certo em paz.

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  4. Sempre teremos motivos para “lavarmos a alma”, e tentarmos escapar desta velha, mas, tão jovem senhora. Você e Cris, me fizeram usar as mesmas metáforas nos seus posts (uai)… Quando crianças acreditamos que precisamos viver para cuidar de nossos pais… quando adultos pensamos o mesmo para cuidar de nossos filhos… Nossos filhos devem pensar de nós o que pensamos de nossos pais… É o que espero (amos)…

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  5. Eu já tive esse livro em mãos, mas confesso que não me despertou o meu interesse. Uma amiga disse que mudou sua vida e eu arregalei os meus olhos. Achava interessante que ela tinha tantas marcações coloridas como os meus livros de poesias… a quem recorro quando algo falha. Álvaro de Campos é o primeiro da fila e com quem aprendi que coração falha e para milhares de vezes em vida e a gente nem se dá conta disso. Depois tenho o Mr Eliot que me ensinou que a única certeza da vida é a morte e ambas cantam e dançam uma brincadeira de roda, passamos sempre pelo mesmo ponto antes do fim… e Wislawa, a última a chegar e que foi embora pouco depois. Ainda acho estranho tê-la descoberto no ano de sua morte.
    A poesia me salva desses projetos humanos de certo e errado, direita e esquerda, formas e fôrmas… que resulta em valores que só servem para nos afastar de nós mesmos.

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  6. Penso que cada livro toca-nos de forma diferente. Aliás, nós sentimos de forma diferente cada sentimento.
    O livro não mudou a minha vida, mas acredito que possa ter ajudado a mudar a vida de alguém.
    Imagino que as pessoas possam ter diferentes instrumentos para recorrer, para mesmo salvá-las: a poesia, a música, a pintura, o desenho, a culinária, etc.
    Diante disso tudo só uma certeza, a morte. E mesmo essa certeza é sentida de maneiras diferentes.
    Obriga por seu comentário, Lunna.

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