Novo slogan político

“Alguém escreveu num muro branco da Universidade do Porto, em Portugal, a sua exigência política: “Queremos mentiras novas!”. … Mentiras velhas são um desrespeito à inteligência daqueles a quem são dirigidas. Que mintam, mas que respeitem a minha inteligência! Mintam usando a imaginação! Por isso escrevia, em nome da inteligência, do possível e do humor: “Queremos mentiras novas!””.
(Ostra feliz não faz pérola, Rubem Alves, pág.16, versão Epub)

Para acompanhar este trecho do livro citado acima trago Linger do grupo irlandês The Cranberries. Sua vocalista, Dolores O’Riordan, partiu desta vida no início de um mês de Janeiro.

Agradeço a sua leitura e até ao próximo post!

Angel-A, o filme

Angel-A é um filme do francês Luc Besson. Acho que só ao dizer isso gera a expectativa de ser um bom filme. Todo o filme é em preto e branco, tendo Paris como cenário, e autoestima como tema principal.
Não vou falar do filme, mas trago uma cena em especial em que os atores Jamel Debbouze e Rie Rasmussen a interpretam de uma forma que é impossível não ser tocado pela sensibilidade do momento. Não entendo sobre a parte técnica de um filme, mas há nesta cena todo um estudo de ângulo, posicionamento, fotografia, que soma à mensagem que o diálogo quer passar.
Você pode dar 5 min e 19 segundos de atenção para esta cena? Depois, eu espero por você nos comentários.

Agradeço à leitura e até ao próximo post!

O rosto

Este trecho extraí da leitura recente do livro O Olhar da Mente, do neurologista Oliver Sacks. A intenção é trocarmos impressões, concordar ou discordar, ou até mesmo acrescentar.
Eu vejo todos os dias muitos rostos, entre 80 a 160 rostos, uma contagem por alto. Muitas vezes pego-me a tentar decifrar as suas emoções. Um passatempo parecido como estar na fila de um supermercado que não tem self-caixa e, discretamente, tentar perceber os hábitos alimentares das pessoas, quem sabe até a sua religião ou origem.

É com o rosto que defrontamos o mundo, do instante do nascimento até o da morte. Nele estão impressos nossa idade e sexo. Nossas emoções, as indisfarçadas e instintivas, sobre as quais Darwin escreveu, assim como as reprimidas, que foram descritas por Freud, revelam-se no rosto juntamente com pensamentos e intenções. (…) E é fundamentalmente pelo rosto que podemos ser reconhecidos como indivíduos.
(O olhar da mente, Oliver Sacks, pág. 89, versão Epub)

Há muitos vídeos com rostos. Eu escolhi este vídeo por gostar das músicas do português David Fonseca, em Só Depois, Amanhã há muitos rostos. Uma homenagem às filarmónicas portuguesas, no caso a de Marrazes, em Leiria (Portugal). Terra do cantor, e também onde nasceu o meu primeiro filho.

Até ao próximo post!

Glória, a série

Estava curiosa em assistir a primeira série portuguesa para a  Netflix, e o resultado foi positivo.

Uma série de espionagem que acontece em Glória, na região do Ribatejo, e passa-se no período do Estado Novo de Salazar. A trama envolve PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), KGB,, CIA, Guerra Colonial, e claro, alguns romances.

O personagem principal é João Vidal, de origem abastada, o engenheiro após lutar na Guerra Colonial torna-se um agente da KGB, uma espécie de James Bond português, mas “comunista”. O fim da série é surpreendente. 

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Até ao próximo post!