O rosto

Este trecho extraí da leitura recente do livro O Olhar da Mente, do neurologista Oliver Sacks. A intenção é trocarmos impressões, concordar ou discordar, ou até mesmo acrescentar.
Eu vejo todos os dias muitos rostos, entre 80 a 160 rostos, uma contagem por alto. Muitas vezes pego-me a tentar decifrar as suas emoções. Um passatempo parecido como estar na fila de um supermercado que não tem self-caixa e, discretamente, tentar perceber os hábitos alimentares das pessoas, quem sabe até a sua religião ou origem.

É com o rosto que defrontamos o mundo, do instante do nascimento até o da morte. Nele estão impressos nossa idade e sexo. Nossas emoções, as indisfarçadas e instintivas, sobre as quais Darwin escreveu, assim como as reprimidas, que foram descritas por Freud, revelam-se no rosto juntamente com pensamentos e intenções. (…) E é fundamentalmente pelo rosto que podemos ser reconhecidos como indivíduos.
(O olhar da mente, Oliver Sacks, pág. 89, versão Epub)

Há muitos vídeos com rostos. Eu escolhi este vídeo por gostar das músicas do português David Fonseca, em Só Depois, Amanhã há muitos rostos. Uma homenagem às filarmónicas portuguesas, no caso a de Marrazes, em Leiria (Portugal). Terra do cantor, e também onde nasceu o meu primeiro filho.

Até ao próximo post!

3 comentários sobre “O rosto

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