108 contos e parábolas orientais, o livro

downloadÀs vezes, tenho momentos “zen”. No último dia de 2019 terminei de ler esse livro (108 contos e parábolas orientais, Monja Coen), que conta histórias verdadeiras vivenciadas por praticantes e monásticos na Índia, China e Japão, começa por dizer a sua introdução. Algumas são chamadas de “koan”, que significa proclamação pública.

Aprendi com o livro que os koans tem o objetivo de “libertar o ser das suas próprias amarras, ou seja, o rompimento entre as ideias da realidade e a própria realidade”.

O primeiro que li foi o “MU“. É considerado o primeiro koan, também conhecido como primeira barreira. Seu objetivo é ir além do pensar, tornar-se verdadeiro, indo além de si mesmo. Mostra o questionamento de um jovem monge sobre a natureza divina. O “MU” significa “não”, mas muito maior que uma negação. O oposto é “YU“. E vai muito mais além do significado da palavra, porque a mente humana é limitada para compreender o ilimitado. Aprecie a sua vida! Pois o “grande caminho” está manifesto nas atividades simples da vida diária. Esteja presente e atento às atividades do momento. Reconheça as suas necessidades verdadeiras. E compreender a não permanência, vivendo dignamente, e no momento da morte não haverá medos nem arrependimentos.

Há alguns anos atrás, refleti, olhei à volta, descobri, aceitei o simples e suficiente para viver: Procure seguir as três regras de ouro…

Nunca fazer o mal.
Sempre fazer o bem.
Sempre fazer o bem a todos os seres.

Até ao próximo post! 😉

O presente, o curta metragem

The present foi elaborado a partir da história em quadrinhos do brasileiro Fábio Coala, e recebeu vários prêmios.

No início, só é possível perceber um jovem que passa muito tempo a jogar, ao ponto de mal desviar o olhar quando se fala com ele. Sua mãe dá-lhe uma caixa que é um presente. Quando o filho abre-a, então é que o curta se revela. 

Uma história sobre empatia e superação salta aos olhos. 

Descubra-a comigo…

Até ao próximo post! 😉

A flamenga Veurne, na Bélgica

Após caminhar na promenade de Nieuwpoort, seguimos para Veurne que dista cerca de 7 km da costa belga.

Veurne é uma cidade com uma pequena praça central, mas uma das mais bonitas que já visitei na Bélgica. Nota-se fortemente os traços flamengos na arquitetura dos prédios que circundam a praça.

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Bem, a razão de seguir o passeio para Veurne foi que os meus filhos queriam patinar na pista de gelo, e esta era a cidade mais próxima com pista. Uma tradição que ocorre em muitas cidades da Bélgica durante as festas de fim de ano. Ainda não foi desta vez que tomei a coragem de enfrentar uma pista de gelo. :))

O que eu desconhecia sobre a cidade é que foi uma tropa do Canadá que libertou a cidade do domínio nazista em 8 de setembro de 1944. A cidade agradece esta decisiva ajuda com um monumento e a preservação de uma coroa a lembrar as papoilas no campo de batalha.

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Segue um curto filme com imagens da praça central de Veurne e áudio original.

Até ao próximo post! 😉

Parasita, o filme

Parasita (Parasite) foi outro filme que vi durante as férias de fim de ano: FANTÁSTICO!

Eu tenho visto alguns trechos de filmes da Coreia do Sul, e o cinema deles é surpreendente. Há muito cuidado com a fotografia, com a trilha sonora e com um enredo bem elaborado. Então, a expectativa era grande para este filme, e foi confirmada pela positiva.

Parasita mostra o diferente mundo entre duas famílias de quatro pessoas, que acabam por se relacionarem. Uma tremenda desigualdade social entre elas, que revela a verdade sobre a sociedade coreana e, evidentemente, existe igual situação em outros países. Eu não vou revelar nada mais sobre o enredo do filme. Se o desenvolvimento dele surpreende, então não imagina o seu final. Nem tudo que parece é. Esteja sempre atento!

A principal cpnclusão que tirei é que o capitalismo falhou. Com isso, por favor, não quero defender outras formas de regime conhecida, mas apenas a constatar a verdade sobre este regime. Uma verdade que é como um parasita difícil de exterminar em nossa existência, e que, simplesmente, nos acostumamos em carregá-lo. É preciso RESPEITO pela vida do outro. Você entenderá, caso assista ao filme.

Vamos ver o trailer do primeiro filme da Coreia do Sul que venceu a Palma de Ouro em Cannes e que está indicado ao Oscar 2020. Todos os louvores ao Bong Joon Ho, que merece o prêmio de melhor diretor do Oscar 2020. O filme concorre ainda em mais três categorias.

Até ao próximos post! 😉

Arroz chinês

Faz algum tempo que não escrevo neste espaço de receitas. Lembrei desta receita que faz imenso sucesso aqui em casa. Não tem uma aparência encantadora, mas garanto que é rica em sabor. E é assim que a chamamos em nossa casa: arroz chinês.

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Ingredientes:
500g de camarões limpos
1 chávena de arroz agulha
150g de bacon em cubos
100g de ervilha
2 ovos mexidos
1 cebola cortada em rodelas
Molho de soja, pimenta preta e sal a gosto

Após descongelar os camarões deve-se cozinhá-los em água com pimenta. Neste momento, eu prefiro usar pimenta em grãos.

Cozinhar o arroz normalmente com a ervilha, à parte.

Alourar a cebola no wok, e depois colocar o bacon para fritar junto com a cebola.

Adicionar os camarões e os ovos mexidos.

Misturar bem para receber o arroz. Vem o arroz, e agora é o momento de envolver bem todos os ingredientes com molho de soja a gosto.

Bom apetite e até ao próximo post! 😉

 

Clarice Lispector XXII

A essência de quatro crônicas escritas por Clarice Lispector sobre ela mesma.

images (1)– A experiência maior
– O uso do intelecto
– Refúgio
– O sonho

 

A experiência maior

Clarice Lispector: “Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil. Minha experiência maior seria ser o âmago dos outros: e o âmago dos outros era eu.”


O uso do intelecto

Super atual: O maior esforço de Clarice Lispector foi ser obrigada a ser inteligente. Usar a inteligência para entender a não inteligência. 


Refúgio

Clarice cultivava em si uma imagem: a visão de uma floresta. Uma clareira verde, árvores, borboletas, um leão sentado, e ela também sentada no chão bordando.

A sua visão precisa via os anos passarem, as asas enfeitadas das borboletas e o leão com manchas, e por essas via-se como o animal seria sem as suas manchas. A sua clareira verde tem minérios que são as cores. E a própria Clarice tem manchas azuis e verdes para mostrarem que ela não é azul nem verde. Fora dessa cena ela está perdida.


O sonho

Uma vez Clarice anotou um sonho que teve, mesmo sem entender de sonhos, pois este parecia querer dizer algo. Na verdade foi um pesadelo com uma porta que não sabia o que simbolizava, mas sabia que a “primeira porta de alguém” é algo aterrorizante.
Até ao próximo post! 😉

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Na praia em Nieuwpoort

Pouco antes das festas de fim de ano fomos dar um passeio pela promenade de Nieuwpoort, cidade costeira da flandres ocidental, na Bélgica.

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Nieuwpoort está dividida em duas partes. Uma parte é a cidade antiga com sua marina e restaurantes, e a outra parte é a sua praia com seus prédios e passeio.

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Era dezembro, portanto frio e vento, que só permitiu uma curta caminhada e o desejo de retornar no verão. Mesmo assim, rendeu algumas fotos e o curtíssimo filme que fiz.

Vamos conhecer a orla de Nieuwpoort?

Até ao próximo post! 😉

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