Selah Suh em Antuérpia

Sabe quando você está na expectativa de um acontecimento, e quando chega o dia, aquela expectativa vai abaixo, no entanto neste mesmo dia, e para este mesmo acontecimento, outras coisas positivas acontecem que você não estava à espera, … ? Foi o que aconteceu comigo ao ir a este show durante a semana passada.

Algum tempo eu queria muito ir ao show da Selah Sue, uma jovem cantora belga, com muita potência de voz e que já falei aqui no blog (Selah Sue). E eu também fiz uma apresentação nas aulas de holandês sobre um projeto nas escolas daqui, que esta cantora dá a sua imagem e a sua vivência quanto à depressão. E, finalmente, aconteceu! Já mais de um mês que os ingressos estavam comprados, porém eu vi alguns curtos vídeos deste show em países vizinhos, e fiquei com a sensação de que não ia gostar do formato do show. Ainda dei a sugestão de tentar vender os ingressos, mas eles vieram personalizados. Poderia resultar em alguma dificuldade. 😊 Tenho de rir!

Resolvemos enfrentar a ida até Antuérpia. Apesar de ficar a 20 min de casa, mas vale sair, pelo menos, 2 horas antes, se for de carro. Era um dia útil e o trânsito é sempre enorme, a procura por estacionamento é outra batalha. Fomos por um caminho alternativo, mais longo, mas só mesmo para entrar na cidade é que pegamos congestionamento para um túnel. Chegamos com 40 min de antecedência para abrir o portão do recinto e achamos vaga no estacionamento gratuito do parque. Sim, para a minha surpresa o show era num recinto fechado num parque que eu não conhecia (parte boa do show). Rsrsrs

Fomos andando pela alameda principal do parque que é enorme com uma grande quinta, com pistas para as crianças aprenderem os sinais de trânsito, campos de futebol, etc. Não deu para conhecer todo o parque. Pegamos um atalho para chegar até à concha acústica. O que valeu a noite! 😊 O parque chama-se Provinciaal Domein Rivierenhof.

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Um atalho dentro do parque até chegar na concha acústica

Chegando ao recinto, tudo muito organizado, um público que para minha surpresa abrangia várias idades. Ao entrar, uma oferta de comida diferenciada em relação a outros shows, com almondegas de lentilhas, nachos com guacamole, batata doce fritas, e até peixe. Abriram os portões para a área de show, e entregaram umas almofadinhas para sentar nos bancos da concha acústica. Sentamos na 2ª fila, pois nunca imaginávamos que ficaria superlotado com pessoas em pé junto ao palco. ☹ Como eles são altos! Rsrsrs

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Esinam

A abertura foi com uma artista belga com origem no Gana, Esinam. Só deu para uma foto de qualidade do show de abertura. Pontualmente às 21:30hs, entra a Selah Sue, e no palco já estavam dois músicos. E aconteceu o que eu temia. O show não estava no meu agrado. Rsrsrs Minha família foi paciente comigo, pois sabiam do meu desejo em ir ao show, mas só não levantei por educação. Ok, o show estava impecavelmente correto, tecnicamente falando, mas estava um tédio. Eu bocejei! Rsrsrs. Quando terminou o show, e naquele momento que o artista sempre retorna, melhorou. Selah Sue voltou ao palco sozinha com um violão, e cantou 3 músicas a pedidos da plateia.

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Selah Sue

Durante o show passei a fazer leituras das pessoas, e li pessoas satisfeitas e outras que pareciam estar como eu. Havia um jovem casal apaixonado que saiu antes do término do show. Diverti-me com o humor característico do meu filho mais velho em que detalhes da cena são ditas com muita seriedade com um fundo de graça. Adorei o ambiente até o recinto do show, apesar de alguns poucos mosquitos. Gostei da diversidade da plateia, e de que muitos foram de bicicleta.  Achei a oferta de culinária deliciosa e original. No entanto, eu não gostei do show, e não houve vontade para muitas fotos e filmes. Eu poderia mudar o título do post para “crônica de um show T”, T de tédio. Acontece. Fica um pedacinho do finalzinho do show em vídeo, a seguir.

Até ao próximo post! 😉

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Geike Arnaert

Faz tempo que não escrevo para esta categoria do Blog, Artistas. Por ser uma das minhas categorias preferidas, só escrevo quando tenho inspiração para falar de algo interessante.

É assim foi o que aconteceu. Faz tempo que eu queria saber sobre Geike Arnaert. Quem é Geike Arnaert ? É uma cantora nascida na região flamenga da Bélgica (38 anos), mas que a conheço como a melhor vocalista que a banda Hooverphonic já teve.

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Ela iniciou no Hooverphonic quando ainda tinha 17 anos, assim como a atual vocalista do grupo. Geike ficou na banda pouco mais de 10 anos. As músicas que mais gosto desta banda são todas cantada por ela. Ela deixou a banda para seguir carreira solo. A jovem começou a ter opiniões musicais diferentes dos outros 2 integrantes do grupo, mas também dizem que aqueles que ela considerava como irmãos passaram a vê-la como mais do que uma irmã, e o convívio entre as viagens começou a ficar delicado.

Dois anos após deixar a banda, ela trabalhou na trilha sonora de um filme, Breath. Em 2011 lançou seu álbum solo “For The Beauty Of Confusion”. Depois deste álbum, Geike é vista cantando algumas músicas com outros artistas.

Tudo isso para dizer que, finalmente, tive notícias da Geike Arnaert. Ela canta uma música com um grupo holandês chamado BlØf, e é um grande sucesso aqui na Bélgica. É sempre interessante deixar a rivalidade, que há entre flamengos da Bélgica e holandeses para apreciar bons momentos de ambos.

A música chama-se Zoutelande.  É o nome de uma aldeia na costa holandesa, não muito longe da praia do meu último post, Groende Strand. A música é cantada em holandês, mas observem a diferença da pronúncia holandesa que puxa na letra R e a pronúncia da cantora belga. Eles cantam sobre recordações de férias na praia em Zoutelande. O refrão da música foi repetido várias vezes pela seleção belga quando foi recepcionada pelo povo na praça central de Bruxelas (Grote Markt) pelo seu 3º lugar no Mundial. E diz: “Ik ben blij dat je hier bent”Eu estou contente que você está aqui. Tão simples e tão bonito, tão bom de ouvir. Não é? 😉

Segue o vídeo da música Zoutelande que está no top parade, e o vídeo de 2 músicas que mais gosto do Hooverphonic ainda com a Geike, que para mim foi a melhor vocalista até hoje da banda. Se você gostou das músicas, deixa um comentário. Obrigada! 🙂

Até um próximo post! 😉

Cigarettes After Sex

 

Voltamos de Hong Kong, em abril, com um compromisso na agenda para o mês de maio: ir ao show do Cigarettes After Sex.

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Essa banda do Texas formada em 2008 é uma das que selecionei para seguir no aplicativo Songkick. Ele avisa quando alguém selecionado fará show na Bélgica ou nos países que fazem limite com este país. O show em Bruxelas ficou para uma data não compatível. Sabe como é fã, não é? Fomos até ao Luxemburgo para o show, e aproveitamos um fim de semana com feriado na segunda-feira para também ficar passeando neste país.

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O show foi tranquilo e arrepiante. Havia, em nossa frente, uma jovem fã francesa (cerca de 16 anos) que veio de Lille (França) com seus pais para ver este show. Ufa! Não somos só nós os malucos. 😊 No fim do show, o vocalista entregou a esta jovem, um papel que estava no chão com a lista das músicas em sequência para memória do vocalista. Vocês não imaginam a alegria dela e a satisfação de seus pais também. Ah, e eu fui chamada a atenção porque usava um self stick. :))) Eu tinha que aparecer de alguma forma, não é? :)))))

A seguir imagens e alguns filmes que estão no canal do Youtube O Miau do Leão. Alguns filmes ficaram curtos, pois foram transmissões ao vivo que fiz na rede social, uma experiência que ainda estou a me adaptar.

Quem conhece e gosta dos Cigarettes After Sex deixa um comentário, por favor. 😉

😉 Gostaram?

Sin Fang, Sóley & Örvar Smárason em Antuérpia

Essa história vai ser contada do fim para o início…

Vamos às apresentações: esse grupo é da Islândia. Já tem pelo menos uns 7 anos juntos. Não há um nome específico para a banda. Esses 3 nomes são os nomes das 3 pessoas que compõem o vocal. Há um quarto elemento que toca bateria. Eles reúnem-se uma vez por ano como um grupo, em digressão. Estiveram em 2010 na Bélgica, e retornaram este ano.

Sin Fang é o nome do vocalista e pianista, mas também toca guitarra elétrica. Sóley é o nome da vocalista que também toca piano e órgão elétrico; e por fim o Örvar Smárason que é também vocalista, faz percussão elétrica e toca uma viola elétrica. Espero não ter cometido engano com os nomes dos instrumentos. 😊

O som deles é uma viagem psicodélica entre os instrumentos que falei e o vocal de cada membro. As individualidades encontram-se para um conjunto irrepreensível. Parece-me que na Islândia brotam muitos projetos colaborativos como este.

Antes da apresentação em conjunto, eles fazem uma apresentação solo cada um com o seu instrumento e voz. O show começou em ordem com o Örvar Smárason, seguido do Sin Fang e da que penso ser a mais conhecida individualmente que é a Sóley. O show é bem intimista, e eles chegam a conversar um pouco com a plateia e contam algo engraçado que ocorreu, e mesmo sobre a origem da música composta. Enfim, há alguma interação.

Fomos em família até ao local de eventos Trix, em Antuérpia. Era uma noite chuvosa, com aquela chuva “engana tolos”, e para completar não muito fácil de conseguir estacionamento. Estávamos, mesmo assim, alegres e ansiosos, pois era o primeiro show dos nossos dois filhos, de 11 e 15 anos. Era também a nossa primeira vez no Trix, chegamos em cima da hora da abertura das portas, e queríamos ficar bem colocados para o palco. Então, eu vi uma porta e seguranças, fui na frente já preparando para mostrar os ingressos eletrónicos, e avistei um senhor a fazer com o dedo o sinal de negativo. Não dei muita importância e dei mais uns passos até chegar à pessoa responsável. Muitos olhares para nós! E, a segurança perguntou qual era o nosso show e respondemos quase em coro, o nome da Sóley, então a segurança disse que a sala para o nosso show era no andar de cima. Foi que percebi o porque do senhor fazendo “não” com o dedo, aquela porta era para um show de heavy metal. Lollllll Foi que olhamos para os lados e estavam alguns metaleiros com os seus trajes reconhecíveis. Fomos à procura das escadas e rindo bastante pelo mico. Só nós mesmos! Lolll

Agora seguem as fotos e 2 vídeos. Um vídeo é uma versão muito bela que encontrei no YouTuBe, daquela que talvez seja a música mais conhecida do mais recente trabalho. O outro vídeo foi o que fiz e coloquei no canal O Miau do Leão.

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Sóley
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Örvar Smárason
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Sin Fang

Espero que tenham gostado de conhecê-los.

Tot ziens! 😉

 

 

Bélgica no Eurovision 2018

Sim, a Bélgica já conhece a sua representante para o Eurovision 2018, que será em Lisboa, no mês de Maio. Será em Lisboa, pois Portugal foi o último vencedor.

O concurso tem suas críticas, mas a verdade é que mexe com toda Europa, e não só. Faz sucesso na Austrália, por exemplo. E, já desperta curiosidade no Brasil.

Laura Groeseneken, mais conhecida como Sennek, é quem representará a Bélgica com a canção “A matter of time”.

A cantora também compõe músicas, e tem trabalhos em conjunto com Alex Callier (Hooverphonic). Além disso, trabalha no setor de marketing do IKEA.

A música tem um toque de Hooverphonic, um toque de canção a la James Bond. Vamos ver como será recebida pelo público e jurados. Pelo menos tem uma bonita letra, bom ritmo e boa aparência da interprete, que também conta.

Apesar de algumas injustiças no concurso, gosto muito de vê-lo. Uma disputa pacífica! Acho que a Bélgica está investindo forte no marketing da música, e é possível chegar entre as 10 primeiras colocadas. A Bélgica que em 2016 (com Laura Tesoro) e em 2017 (com Blanche) conseguiu estar entre as 10 finalistas. E, tem visto o seu vizinho rival Holanda ficar sempre para trás. Eu já ouvi a música da Holanda, e mais uma vez, a Bélgica deverá ficar à frente do vizinho.

Vamos conhecer a música? Digam nos comentários o que acharam da canção.

Tot ziens ! 😉

Audrey Hepburn, 25 anos

No passado dia 20 de janeiro cumpriu-se 25 anos da morte de Audrey Hepburn, atriz que também foi um mito na moda e defendia causas humanitárias.
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Audrey nasceu em Bruxelas, a 4 de maio de 1929. Filha de uma baronesa holandesa e de um banqueiro irlandês. Em 1939, com o divórcio dos pais, mudou-se para a Holanda com sua mãe e irmãos, na intenção de fugir às tropas nazis. Porém, a Holanda, que era neutra, foi ocupada em maio de 1940, e sua família veio a sofrer dificuldades.

Em 1948 com a desocupação da Holanda, Audrey visitou uma escola de ballet em Londres com intenção de ser aceita para uma vaga.

Em 1952 protagonizou o musical Gigi, que foi  um êxito na Broadway, em Nova  Iorque.

Em 1953 estreou seu primeiro filme em Hollywwod, A Princesa e o Plebeu, e recebeu seu único Oscar por interpretação.  Passando a ser uma grande estrela de Hollywood, confirmada ao estrelar ‘Bonequinha de Luxo‘ em 1961.

Os últimos anos de vida de Audrey Hepburn foram dedicados aos mais pobres, tendo sido nomeada embaixadora permanente da UNICEF em 1987.

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Audrey era fluente em inglês, holandês, francês, italiano e espanhol.

Audrey Hepburn faleceu em 20 de janeiro de 1993, vítima de cancro.

Tot ziens!

Arsenal em Bruxelas

Semana passada estive no show do Arsenal na casa de espetáculo Ancienne Belgique, no centro de Bruxelas. Uma noite de chuva fina, frio e com centenas de pessoas da Catalunã (Espanha) a protestar em Bruxelas, formaram uma combinação perfeita para quilómetros de congestionamento. Já estávamos quase a perder as esperanças, mas chegamos mesmo a tempo de beber uma Duvel e entrar para o espetáculo final de uma banda africana. Ufa!

Ainda tivemos sorte e ficamos bem a frente junto a uma caixa de som com quase 3m de altura. Quando a banda belga Arsenal entrou, com um atraso de cerca de 20 min, logo o ambiente tornou-se lotado e com muita vibração para ouvir o novo ‘single’ Amplify.

E, finalmente, conheci a banda que apresentei em um post do passado aqui no blog. Eram 10 pessoas no palco, que junto com a produção de imagens e luzes encheram pela positiva o palco.

Acho que ainda movida pela Duvel, julguei que uma das cantoras do Arsenal, a Leonie Gysel, fosse brasileira, então chamei-a fazendo sinal para vir para o lado do palco que eu estava, ela veio pouco tempo depois e gritei: Brasil! Brasil! Bem, gente, será que só brasileiro para fazer estas cenas ? (muitos risos) O que importa é que ela fez ar de surpreendida e acenou positivamente, e o povo ao meu redor também achou piada; e até uma pessoa veio falar comigo no fim do show e disse… Uau do Brasil! (em holandês). E, o Miau saiu de mansinho. Rsrsrsrsrs

Os produtores Hendrik Willemyns e John Roan do Arsenal lançam uma fórmula de electrónica e pop que produz uma lista de muitos sucessos, que não é possível apresenta-los todos numa noite de show, mas foi possível ouvir ‘Mr. Doorman ‘,’ Lotuk ‘,’ Estupendo ‘,’ Saudade Pt.2’ e outras músicas mais recentes como ‘Melvin ‘e’ Black Mountain (Beautiful Love) ‘.

Eles que já experimentaram com o som brasileiro, abriram o concerto com Amplify que inaugura o “Le nouveau Arsenal” que é fruto da viagem à Nigéria.

Vamos ver como foi esta noite do Arsenal em fotos e vídeos? Então, você vem comigo…

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Tot ziens! 🙂