Vredefeest 2018

Chegou o primeiro fim de semana de Setembro, e como todos os anos Sint-Niklaas (Bélgica) comemora o fim da ocupação alemã durante a 2ª Guerra Mundial. É a Vredefeest! A festa da paz!

A praça central (Grote Markt) enche-se de balões de vários países, inclusive um do Brasil (o papagaio pirata), que segundo o narrador, era o mais bonito da festa deste ano. A festa também ocorre nas ruas vizinhas ao Grote Markt com shows, praça de alimentação com participação de vários países, e várias entidades da cidade mostrando seu trabalho comunitário.

Eu falei sobre esta festa em 2014 ( Um céu de balões), em 2015 e 2016, as condições climáticas não ajudaram, mas voltei a falar em 2017 (Vredefeesten 2017 – Sint-Niklaas). Este ano trago imagens, um filme que fiz com alguns momentos da festa dos balões e a queima de fogos de artificio que se realiza na noite do Sábado.

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Balão brasileiro,  o papagaio pirata
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bonecos gigantes
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Tenda do Brasil na praça de alimentação

Neste vídeo poderá ver melhor o balão brasileiro e a bandeira do Brasil no prédio da prefeitura. 😉

 

Até ao próximo post ! 😉

A culpa nunca é da vítima!

No Centre Communautaire Maritime (CCM), em Molenbeek (Bruxelas), esteve em exposição até sábado passado, roupas que foram usadas por mulheres quando foram vítimas de estupro.

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Exposição em Bruxelas

O nome da exposição em português é: “O que você estava usando?” E tem como objetivo provar que esta pergunta não faz sentido, as vítimas não são culpadas. Sugerir que a roupa que alguém estava usando foi a causadora do estupro é de uma total insensibilidade e desrespeito pela vítima.

Os números oficiais de estupro na Bélgica são referentes a 2013, uma média de 8 reclamações foram enviadas por dia.

Também na Índia, em Bangalore, a ativista Jasmeen Patheja, coleciona roupas dadas por vítimas. Uma pequena sala em sua casa foi convertida em um museu. São dezenas de roupas, cada uma com a sua história.

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Jasmeen Patheja

No Brasil, a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada.

Diga: A culpa nunca é da vítima!

Tot ziens!

Rumo às Alagoas

Alagoas é o Estado a seguir a Pernambuco em direção ao Sul. Tão perto e ainda não conhecia. Conhecia a Bahia, mas Alagoas sempre foi passagem.

O passeio foi realizado conforme minha família desejava, ou seja, com agência de viagem, que se encontram em toda a orla da praia de Pajuçara, em Maceió. A mim coube ver a hospedagem e a utilização do Airbnb que parece algo novo por lá, pelo menos para minha família. Acertei um apartamento confortável à beira mar, e não tenho nenhum ponto negativo a relatar com a experiência, tudo foi encontrado e acertado dentro da experiência que temos na Europa. E até 2 livros em holandês encontramos no apartamento. Rsrs

 

Como já disse, não estou acostumada a fazer turismo desta forma. Eu não vi nada que impedisse um turismo com carro alugado, chegar numa praia e se não gostar partir para outra descoberta, mas acatei a decisão antes de ouvir ….pensas que aqui é a Europa?

Ficamos em Pajuçara (ou Pajussara), mas nos aconselharam a não tomar banho nesta praia devido a poluição. Vocês vão ver as fotos a seguir. Triste! Infelizmente, é a velha história de que esgotamento sanitário não dá voto. Fizemos algumas refeições em Pajuçara, e encontrei muitas ofertas de restaurantes com self service, algo que não é comum na Europa. E é algo que também não estou acostumada. Isso não quer dizer que eu ache self service mal. Os que acompanham o blog já devem ter percebido que gosto de tirar fotos dos pratos da culinária local, e nesta viagem, não consegui seguir o padrão de outras viagens.

 

O primeiro passeio foi para a Praia do Francês. O ônibus da agência pegou-nos na orla e seguimos a apanhar outros turistas em seus hotéis. Quando começa o passeio, o guia começa a fazer as brincadeira de praxe: Bom dia, pessoal ! Ah, gostei não, vamos lá de novo. Bom dia pessoal! E, a seguir vai falando um pouco de história do Estado. Um berço da literatura e política do Brasil.  Chegamos à Praia do Francês. Descer do ônibus e tirar foto para depois comprar ou não. Chegando à praia ficamos no restaurante designado pela agência. Bem, para quem está acostumada a pesquisar TripAdvisor sobre restaurantes e caminhar para lá e para cá lendo o menu, imagina a minha situação de cordeirinho. Rsrs Depois hora para almoçar, hora para sair, hora para passeio no catamarã,… A praia é belíssima mesmo para um mês de chuvas. Lá chegou a hora do passeio de catamarã, o que para as crianças sempre é uma festa. No barco só estavam brasileiros do Centro e Sul do país. Na praia ao Sol eram vendidas as delícias nordestinas de sempre, mas havia um certo território demarcado, e pairava no ar uma suspeita do tipo: vai consumir ou não vai? Eu sentindo o stress do senhor: Olhe, senhora, é para comprar aqui comigo, tá vendo Zé do Cocktail (já não lembro bem o nome). Daqui a pouco, vem o senhor: Olhe senhora, o Dida já provou aqui o meu cocktail. Lá fui eu buscar o Dida no meu arquivo. Hum… o Dida da seleção? Sim, senhora, e a atriz tal. Essa o meu arquivo de dados falhou, devia ser alguém da nova geração. Até para me livrar daquele stress, pedi logo os coquetéis e paguei. Lolllll Não há problema, eu gosto de exercitar a paciência. Hora de voltar para o ônibus. Alguém se desvinculou do rebanho e nada de aparecer. Quem estava dentro do ônibus dava mil e uma solução. Após quase uma hora de espera, encontrados os cordeiros perdidos, nenhuma desculpa por parte deles, para nós que esperávamos dentro do ônibus. A agência fez o pedido de desculpas protocolar.

Chegando a Pajuçara, fomos planejando o passeio para o dia seguinte. Outra praia escolhida e com outra agência. Decidimos por Praia do Gunga. Vale lembrar que essas agências não fazem todos os dias todas as praias em disposição. No dia seguinte, o mesmo processo da outra agência. Não havia aula de história, apenas algumas informações. Há um miradouro para a praia e ver aquele “mar” de coqueiros foi emocionante. Meus filhos, que são portugueses, simplesmente adoraram a vista. Chegando à praia, confesso que a beleza desapareceu um pouco. De perto não era tão bonita. Rsrsrs  É que a praia do Gunga é uma mistura de mar e lagoa, no que resulta uma tonalidade que dá impressão de mar poluído. Era tempo de chuvas e a temperatura da água também não estava agradável. Se estivéssemos com um carro alugado poderíamos ter ido para outra praia. Há alguns restaurantes, porém menos no que na praia do Francês, e mais uma vez tivemos que ficar no restaurante determinado pela agência.

Eu achei a orla de Maceió mais segura que a de Boa Viagem, no Recife. No entanto, passei uma situação desagradável na orla de Pajaçura. Eu estava à procura de um restaurante típico, que eu sabia mais ou menos onde ficava. Prefiro tentar me orientar no espaço do que perguntar, mas nem todos são assim, e fiz a vontade dos outros e parei para perguntar a 2 taxistas que estavam sentados numa esquina. Eu sentia que estávamos bem perto do restaurante. Um dos taxistas fez questão de nos levar de táxi, sem cobrar, dizia ele. Como sempre recebi alertas para ter cuidado, não aceitei. Eu disse ao senhor que queria saber só a direção, pois eu sabia que estávamos próximos. O senhor taxista não gostou da minha negação ao “seu favor”, e ficou bravejando ao ponto de me chamar de má educada. Eu que fui má educada, gente? Vocês não vão nem acreditar! A tal esquina que eles estavam era a rua do restaurante. O outro taxista sinalizou a rua para mim sem falar, teve esta bondade. Chegamos ao restaurante e contei o que se passou à funcionária que estava à frente como angariadora. Ela perguntou-me quem foi o taxista. Eu não sabia. Apontei para a esquina e fiz uma rápida descrição física. A funcionária disse: deixe comigo, ele não vai receber a refeição quando alcançar os dez turistas angariados. Fiquei pasma! Ora, se o senhor tivesse sido sincero comigo, por exemplo…olhe, senhora, eu levo a senhora de táxi sem cobrar, porque quando faço isso ganho pontos e posso receber um prato de almoço. Eu teria entendido, mas a forma como agiu, sinto muito, não vejo como correta.

Vamos ver as fotos e vídeo? Vem comigo.

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Praia de Pajuçara
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Praia de Pajuçara

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Praia Pajuçara

 

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Prédio histórico de Maceió
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Mural em Maceió

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Praia do Francês
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Praia do Francês
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Arrecifes na Praia do Francês
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Piscinas naturais
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Vista em Maceió
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Miradouro sob a Barra de São Miguel e Praia do Guga
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Praia doo Guga

 

Tot ziens! 🙂

 

 

 

Baú Aberto 5

 

O Baú Aberto 5 é para refletir, entender…

Há muita polêmica nas redes sociais com o artista Pablo Vittar, que fiquei curiosa e fui ver quem era, fui ver alguns vídeos, para entender o por quê de tanto ruído. Descobri que é um jovem que se veste de roupas femininas, que não é o meu estilo musical, que não é uma perfeição de voz, mas que também não classifico a voz no lote das piores vozes. Já ouvi coisas piores como o português Zé Cabra ou o brasileiro Falcão . Retornei para ver os comentários nos posts relacionados ao artista em questão. Os ataques vão além da qualidade ou não de sua voz, e entra para magoar, machucar, enfim passou a ser o Judas brasileiro, quando no cenário há tantos outros justificados Judas. Comecei a pensar no ser humano dentro do artista, e fui em busca de outros vídeos sobre ele. Descobri que apesar de tudo, ele é alegre, origem humilde, um sonhador que conta com o apoio de sua mãe, e que começou a despertar para a música quando ia com 5 anos à igreja com sua mãe.

Os meios de comunicação gostam desta polêmica toda. Afinal, desviar a atenção para os atuais problemas brasileiros e as reformas em vigor favorecem os seus interesses maquiados. E, o povo, cego, vai como um rebanho. E, por que são os homens nos fóruns, os mais incomodados?

E, como a história é cíclica e ainda mais no Brasil… Lembrei de minha infância em Recife. Eu era pequenina, não lia jornais, não havia internet … Tempos da Tv Tupi! E, apareceu num programa da tv, que não me lembro mais o nome, um grupo com 3 integrantes. Eu, na minha inocência, não entendia muito bem, achava-os do outro mundo. O vocalista era uma figura muito estranha, cabeluda, magra, rebolava como uma serpente ou sei lá o que, não se via bem o rosto super maquiado, seu corpo brilhava como um céu estrelado, tinhas umas penas na cabeça, era homem? era mulher? E a voz? A voz era “fina”, mas não era bem de mulher, pensava eu.  Já sabem de quem falo ? Isso mesmo, Secos e Molhados! Com Ney Matogrosso, Gerson Conrad e o português João Ricardo.

Pergunto: O que mudou numa sociedade de 70, ainda regime militar, para a nossa atual sociedade democrática puritana brasileira? Eu queria entender, porque o meu lema é: vive e deixa viver. Não gosta, muda de canal ou estação.

Vamos recordar ou conhecer os Secos e Molhados em 2 vídeos? Vem comigo!

 

 

Tot ziens! 😉

Carneiros à vista

Praia dos Carneiros é o novo point de Pernambuco.

Minha família organizou o passeio com uma agência de viagem. Eu não estou acostumada a fazer turismo desta forma, mas disseram que era uma forma segura de turismo no Brasil. Acatei.

Assim sendo, pegamos um ônibus da agência em Porto de Galinhas. Chegando à praia de Carneiros, uma surpresa. Havia um certo aspeto de praia privada, e depois confirmada. Eu não sabia desta informação.

Eu já conhecia algumas privadas no Caribe, em Curaçao. E, não sou contra a existência deste modelo de praia, desde que preservem as praias públicas limpas, com estacionamento público e com venda de alimentação organizada em estabelecimentos que sigam as condições higiénicas e preços democráticos, bem como acesso a instalações para sua higiene corporal.

Descendo do ônibus, fomos levados para tirar fotos, e depois compramos ou não a recordação. Não me recordo muito bem, mas acho que a foto custou 20 reais com um chaveiro também com a foto.  Vi uma placa indicando o preço do estacionamento para carros, 30 Reais. Achei caro !!! Pagamos na Sardenha (Itália) 5€, ou seja, aproximadamente metade.

O estabelecimento chama-se Bora Bora. Toda a decoração estava muito bem adequada, e feita para agradar turistas, especialmente de fora. Quando li o menu do estabelecimento, os pratos oferecidos estavam de acordo com o paladar de um turista do exterior, do que ele espera comer no Brasil, muito peixe, algum frango, e apenas um prato de carne (filé mignon). Quanto aos preços era, sem dúvida, para turista de fora do Brasil. Só vivendo de Euro, Dólar americano e Libra para aqueles preços. E, isso não é justo para com os brasileiros! O atendimento deixa um pouco a desejar, pois é demorado, sem falar que notei não terem cuidado em repetir o pedido para que não haja confusões depois. Poucas instalações sanitárias para a quantidade de frequentadores. Na hora de pagar, até que foi engraçado…. O funcionário do caixa digitou o valor da minha conta e disse um sonoro e divertido: Oxente!! Eu engato e entro na brincadeira: Oxente não, menino! Tu digitaste um valor alto e a tua máquininha devolve o número pequeno, né?! E ele com a mão na cabeça diz: É. Eu: é nada não, menino…olha para o meu cartão, ele é internacional. Tu tens que alterar a tua máquininha, aí deve ter um botão para Real. E ele: É mesmo, todo contente com a magia.

Havia um passeio de catamarã no pacote da agência de turismo, mas neste dia, um grupo organizado fez um protesto contra os catamarãs do estabelecimento e das agências, pois o grupo estava sem condições de sobreviver, visto que os turistas não os contratavam. Bem Brasil! E eu não estava a gostar nada da demora e fui até à beira da praia. Encontrei um Brasil bem diferente do Brasil dentro do estabelecimento. Vários comerciantes que tentavam ganhar o seu pão e o protesto. Pode parecer esnobe, mas a verdade é que não estou mais acostumada a essa realidade, porque simplesmente não é justo para uma sociedade digna. Eu vejo falhas na estrutura comercial em lidar com a situação, vejo falhas no grupo de protesto, e quem vem de outro Estado ou país é que paga pela situação.

Após horas, fomos fazer o passeio. O passeio teve que ser encurtado no tempo previsto, pegamos chuva e poucos minutos para desfrutar do famoso banho de lama. Os vendedores de sabonetes e cremes da lama também deviam estar apreensivos com a não chegada dos turistas.

Então, vamos ver um pouco do cenário da praia dos Carneiros em fotos.

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Tot ziens! 🙂

 

 

Baú Aberto 4

Ontem, fui por um dia à Lisboa.

Lisboa é uma cidade que penso que todo brasileiro, se for possível, deve ir conhecer Eu conheci-a há 19 anos atrás. Foi um momento de muita reflexão, mas é sempre assim quando lá vou. Há muito de nosso passado para compreender o presente. Afinal, o Brasil é “Portugal às soltas”. Mais essa conversa deixarei para um post que farei sobre Lisboa.

O que venho colocar no Baú hoje é sobre uma sensação que vivi assim que entrei no avião com destino à Lisboa, e foi crescendo durante todo o dia. Eu quis fugir! Rsrsrs Esse pânico ou fobia deve ter um nome, desconheço. Sei que minha alma gémea que estava comigo nessa viagem, também sentiu o mesmo.

Já são 3 anos e 5 meses que o meu cérebro se esforça por aprender o holandês. O holandês não é uma língua fácil, e ainda mais é um pouco feia de se ouvir. Quando entrei no avião estranhei me cumprimentarem em português. Eu respondia atabalhoada. Depois foram todas as instruções de avião, que entravam nos meus ouvidos como o ar pelo nariz. Caminhando para pegar o metro no aeroporto de Lisboa era estranho ver todas as indicações em português. O cérebro começa a ficar preguiçoso. Alguém toca-me sem querer e diz: Desculpe-me! Eu, automaticamente, ao mesmo tempo, digo: Sorry!

Acorda, Silvana! (diz o meu cérebro) E, rindo ainda diz: Ben je aan het slapen?  (Tu ainda estás dormindo?). Aquele incómodo foi crescendo ao longo do dia. Todos os sons entravam no meu ouvido, o que eu queria, e pior, o que eu não queria ouvir. Português em vários sotaques. Afinal, o império português foi grandioso. Quando eu ia pagar algo que comprei e consumi, outro choque! Nunca foi tão fácil saber quanto pagar, e ao mesmo tempo estranho. É que no holandês os números são falados primeiro a unidade e depois a dezena. Exemplo, 25€, em holandês diz-se: cinco e vinte euros. Complicado, não é? Rsrs Está sentindo a facilidade em eu ouvir um estranho dizer: Senhora, são vinte e cinco euros. O cérebro vai ficando preguiçoso, e eu quero ir para casa. Já dentro do avião ouço a primeira palavra em holandês. Alstublieft! Ufa, o cérebro começa a trabalhar, que alívio.

Deixo-vos com a combinação linda e suave do português de Portugal com o português do Brasil.

 

Tot ziens! 🙂

 

Princesa de Pernambuco

Porto de Galinhas é como uma princesa, cujo castelo sofre desgaste da natureza, e do seu povo, mas ela está lá, corajosa, linda e amável.
Meus filhos, adolescentes, portugueses, que já conheceram tantas praias deste mundo, têm no coração e na mente, um cantinho especial para Porto, como é carinhosamente chamada. Mamã, quando voltamos aqui ?

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Porto de Galinhas, Julho 2017

Tot ziens!

Baú aberto

Resolvi abrir mais uma categoria no blog. Eu que sou minimalista em algumas coisas,  não me contive em abrir mais uma categoria. E, assim, vão crescendo os ‘ministérios’. Rsrs O Baú Aberto vai ser um canto para eu despejar assuntos que surgem no momento, pequenas memórias do dia a dia… desabafo mesmo.

Hoje acordei perplexa com todas as notícias que chegam do Brasil. Estar longe faz sofrer ainda mais, uma impotência. 17 anos e meio fora do Brasil e deixei de ir votar. Falta de vontade mesmo, revolta por ser obrigatório, nem sei dizer. Eu que posso votar em Portugal e lá o voto não é obrigatório. Mesmo assim, eu ia manifestar a minha vontade através do voto (em papel). Quando não é obrigatório é mais verdadeiro (minha cabeça).
Até que alguém do consulado em Bruxelas, quando fui renovar passaporte para ir ao Brasil, disse que eu tinha que primeiro tratar da situação do meu título eleitoral. Não me faz sentido, mas algo que aprendi nestes anos fora, é seguir as leis, goste-as ou não. Não há ‘jeitinho’.
Não me cobraram multa, e nem quis saber o motivo desta bondade. Só me disseram para não repetir a situação.
Enfim, vou voltar a votar depois de 17 anos e meio !!!!!! Uma vida!

Depois de tanta perplexidade com as notícias, resolvi desanuviar com as minhas músicas na biblioteca do YouTuBe. Uma música chamou-me atenção! Fui dar uma pesquisada, e o espanto surgiu! ‘Perfeição’ (a música) já tem quase 25 anos! ‘Que país é este? Já quase 31 anos! E continuam tão atuais as suas letras! Como é possível, gente ?

Procuro separar a pessoa de sua obra. Eu penso, que posso até não gostar da pessoa, mas não posso desprezar o valor de sua obra, de sua genialidade.
E, eu li um comentário de um apoiante de um determinado candidato, chamar o Legião Urbana, de LegiãoChatos.  Eu chamo LEGIÃO GENIAL!

De longe vejo o circo e digo: Vamos celebrar nossa DESUNIÃO! Sim, celebrar todos os PRECONCEITOS 

Por favor, escute PERFEIÇÃO.

 

Tot ziens!

Algumas virtudes do Nordeste do Brasil

E chegou a vez de falar sobre a viagem ao Nordeste do Brasil, a terra onde nasci e vivi muitos anos. É difícil ver os defeitos e falar das virtudes. Estive 7 anos atrás, e parece que nada mudou. Não há preocupação pelo bem comum, nada de efetivo se fez pelo bem comum ao longo destes anos. Por favor, não tenho candidato à presidência, muito menos partido político. Vou logo avisando. Fiquei pasma a encontrar um país dividido em dois grupos, os coxinhas e os mortadelas. Dá até vontade de rir, mas é triste. Ora eu abria a boca e levava o carimbo de coxinha; ora eu abria a boca e levava o carimbo de mortadela. A verdade é que não reconheci o meu país. Não quero reconhecer como meu país, um país que agride mulheres dentro de um ônibus no centro de uma grande cidade. Não quero reconhecer como meu país, um país que levanta bandeiras de intolerância e racismo. O Brasil, quem diria, tornou-se assumidamente, racista. Quem no Brasil pode dizer que é totalmente branco ? Politicamente, as mesmas figuras de sempre na hierarquia política, e o povo parece que vai voltar a dar crédito aos mesmos de sempre, que nada fizeram pelo bem comum do povo brasileiro. Sem falar que vivendo tantos anos no estrangeiro sou obrigada a ir votar!
Bem, mas escolhi falar neste primeiro post do Brasil sobre algumas virtudes da natureza que ainda encontrei. De todas elas, a que mais gostei foi de rever um “soldadinho” dos tempos de infância que eu ia pegar no “pé de carambola”. Eu também revi a carambola que estava ácida que nem sei o que, mas continua linda como uma estrela. Os sabores do Brasil que ainda não encontrei na Bélgica: a tapioca de todo jeito, a pamonha tradicional na palha, as frutas tropicais; queijo coalho e o milho vendidos na praia sem fiscalização, os coquéteis no abacaxi com alcool ou sem alcool na praia, não esquecer da raspadinha na praia, e dos animais à solta na praia. E a dona maria farinha também deu seu o ar da graça. Este sim, é o Brasil que reconheço.

Aguardem os posts sobre as praias.

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soldadinho
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carambola
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tapioca e guaraná
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pamonha
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cajú
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pinha
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queijo coalho
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milho
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raspadinha
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cães na praia
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maria farinha

Tot ziens! 😉

Música Brasileira na Bélgica

Ainda quando vivia no Brasil, gostava muito de ouvir o Jorge Ben Jor cantar Ive Brussel, que fala sobre uma fã belga por quem ele apaixonou-se.
Aqui no blog, já falei sobre o grupo Arsenal (aqui) que tem música cantada por alguns artistas brasileiros.
O dj belga Netsky fez muito sucesso cantando Rio e também mostrei (aqui) no blog.
E, com certeza, deve ter outros exemplos desta parceria Bélgica e Brasil na música
Mais hoje, venho trazer uma divertida publicidade que tem passado nas televisões da Bélgica. Reparem na música e imagens, e vocês verão nesta publicidade de carro, uma perfeita parceria entre alegria da música brasileira e as imagens divertidas com que alguns de nós já devemos ter passado na vida. 🙂
Vem comigo curtir a publicidade!