Vida

“A natureza criou o esquecimento para que nos seja possível suportar o terrível tédio deste minúsculo aquário a que chamamos vida.”

(Um Estranho em Goa, José Eduardo Agualusa, pág. 69 versão epub)

Para refletir, trago esse emocionante encontro entre Marisa Monte e Julieta Venegas, Ilusion.

Até ao próximo post!

Identidade

Inicio um espaço novo no Blog, “citações“. Serão curtos e interessantes trechos que vou lendo, para refletir, discutir, um pouco de tudo. Sempre acompanhado de uma música. No menu “citações” recoloquei outros posts anteriores no mesmo sentido.

Quando conseguirem que Portugal se transforme sinceramente numa nação europeia o país deixará de existir. Repare: os portugueses construíram a sua identidade por oposição à Europa, ao Reino de Castela, e como estavam encurralados lançaram-se ao mar e vieram ter aqui, fundaram o Brasil, colonizaram África. Ou seja, escolheram não ser europeus.
(Personagem Plácido Domingo no livro Um Estranho em Goa, José Eduardo Agualusa)

Trago a música A velha Europa, do B. Fachada, que é o nome artístico de Bernardo Cruz Fachada. Deixo a letra da canção abaixo do vídeo. Uma doce música com um toque de pureza. E espero o seu comentário sobre a citação e/ou a música.

Quando chegares à velha europa, amor,
Tira umas fotos com um bom compositor
Se ele te piscar o olho, nem hesites em dizer “doutor,
O meu marido queria ser como o senhor”
Quando chegares à velha europa em flor
Quero que arranjes um amante sedutor
Se ele te pedir divórcio, nem hesites em dizer “amor,
O meu marido não tem culpa, não, senhor”
Quando chegares à velha europa atrás
De alguma coisa que afinal não satisfaz
Tenta lembrar-te dos carinhos que eu te dei se fores capaz
E não me troques por beijinhos de rapaz
Quando chegares da velha europa, amor,
Eu já terei pintado o quarto de outra cor
Para entreter durante a tua longa ausência o meu pavor
De me perder sem o teu fio condutor
Perguntei ao vento se trazia um cabelinho teu
E até ao momento o raio do vento não me respondeu

Até ao próximo post!