Decisões

Abril chegou com muito frio e neve na Bélgica. Aliás, Abril é conhecido, por estas bandas, por trazer em um mesmo dia um pouco de tudo que um clima reserva. Também em Abril, estou lendo um livro maravilhoso, e espero, em breve, escrever sobre essa leitura. Para já trago a fala de um dos personagens, e em seguida o vídeo da música Everything da cantora canadense Alanis Mororissette.

Cada vida contém muitos milhões de decisões. Algumas grandes, algumas pequenas. Mas cada vez que uma decisão é tomada em detrimento de outra, os resultados são diferentes. Ocorre uma variação irreversível, o que, por sua vez, leva a outras variações…

(A biblioteca da meia-noite, Matt Haig, pág. 270, versão epub) 

Agradeço a leitura e até ao próximo post.

Novo slogan político

“Alguém escreveu num muro branco da Universidade do Porto, em Portugal, a sua exigência política: “Queremos mentiras novas!”. … Mentiras velhas são um desrespeito à inteligência daqueles a quem são dirigidas. Que mintam, mas que respeitem a minha inteligência! Mintam usando a imaginação! Por isso escrevia, em nome da inteligência, do possível e do humor: “Queremos mentiras novas!””.
(Ostra feliz não faz pérola, Rubem Alves, pág.16, versão Epub)

Para acompanhar este trecho do livro citado acima trago Linger do grupo irlandês The Cranberries. Sua vocalista, Dolores O’Riordan, partiu desta vida no início de um mês de Janeiro.

Agradeço a sua leitura e até ao próximo post!

O rosto

Este trecho extraí da leitura recente do livro O Olhar da Mente, do neurologista Oliver Sacks. A intenção é trocarmos impressões, concordar ou discordar, ou até mesmo acrescentar.
Eu vejo todos os dias muitos rostos, entre 80 a 160 rostos, uma contagem por alto. Muitas vezes pego-me a tentar decifrar as suas emoções. Um passatempo parecido como estar na fila de um supermercado que não tem self-caixa e, discretamente, tentar perceber os hábitos alimentares das pessoas, quem sabe até a sua religião ou origem.

É com o rosto que defrontamos o mundo, do instante do nascimento até o da morte. Nele estão impressos nossa idade e sexo. Nossas emoções, as indisfarçadas e instintivas, sobre as quais Darwin escreveu, assim como as reprimidas, que foram descritas por Freud, revelam-se no rosto juntamente com pensamentos e intenções. (…) E é fundamentalmente pelo rosto que podemos ser reconhecidos como indivíduos.
(O olhar da mente, Oliver Sacks, pág. 89, versão Epub)

Há muitos vídeos com rostos. Eu escolhi este vídeo por gostar das músicas do português David Fonseca, em Só Depois, Amanhã há muitos rostos. Uma homenagem às filarmónicas portuguesas, no caso a de Marrazes, em Leiria (Portugal). Terra do cantor, e também onde nasceu o meu primeiro filho.

Até ao próximo post!

Vida

“A natureza criou o esquecimento para que nos seja possível suportar o terrível tédio deste minúsculo aquário a que chamamos vida.”

(Um Estranho em Goa, José Eduardo Agualusa, pág. 69 versão epub)

Para refletir, trago esse emocionante encontro entre Marisa Monte e Julieta Venegas, Ilusion.

Até ao próximo post!

Identidade

Inicio um espaço novo no Blog, “citações“. Serão curtos e interessantes trechos que vou lendo, para refletir, discutir, um pouco de tudo. Sempre acompanhado de uma música. No menu “citações” recoloquei outros posts anteriores no mesmo sentido.

Quando conseguirem que Portugal se transforme sinceramente numa nação europeia o país deixará de existir. Repare: os portugueses construíram a sua identidade por oposição à Europa, ao Reino de Castela, e como estavam encurralados lançaram-se ao mar e vieram ter aqui, fundaram o Brasil, colonizaram África. Ou seja, escolheram não ser europeus.
(Personagem Plácido Domingo no livro Um Estranho em Goa, José Eduardo Agualusa)

Trago a música A velha Europa, do B. Fachada, que é o nome artístico de Bernardo Cruz Fachada. Deixo a letra da canção abaixo do vídeo. Uma doce música com um toque de pureza. E espero o seu comentário sobre a citação e/ou a música.

Quando chegares à velha europa, amor,
Tira umas fotos com um bom compositor
Se ele te piscar o olho, nem hesites em dizer “doutor,
O meu marido queria ser como o senhor”
Quando chegares à velha europa em flor
Quero que arranjes um amante sedutor
Se ele te pedir divórcio, nem hesites em dizer “amor,
O meu marido não tem culpa, não, senhor”
Quando chegares à velha europa atrás
De alguma coisa que afinal não satisfaz
Tenta lembrar-te dos carinhos que eu te dei se fores capaz
E não me troques por beijinhos de rapaz
Quando chegares da velha europa, amor,
Eu já terei pintado o quarto de outra cor
Para entreter durante a tua longa ausência o meu pavor
De me perder sem o teu fio condutor
Perguntei ao vento se trazia um cabelinho teu
E até ao momento o raio do vento não me respondeu

Até ao próximo post!