Clarice Lispector XVII

passeata-clarice.jpg
Clarice Lispector numa passeata contra a ditadura, com o pintor Carlos Scliar e o arquiteto Oscar Niemeyer, 1968 (foto Google)

O grupo

Clarice Lispector teve um reencontro melancólico e alegre com duas ex-colegas da Faculdade Nacional de Direito.

Nenhuma das três tornara-se advogada. Daí, a melancolia por ter perdido tantos anos de estudo que não se concretizou.

O gosto pelo Direito foi decorrente da leitura de um livro sobre penitenciárias. Tinha o sonho de reformá-las.

O jornalista San Tiago Dantas disse que Clarice se interessou pela parte literária do Direito, pois um jurista gosta de Direito Civil.

Clarice dizia que se cortarmos os pedaços mortos da vida, ela ficaria curtíssima. E esses pedaços da vida são como um táxi que serve para transportar de um ponto útil a outro.

Até ao próximo post! 😉

P.S.: O Miau do Leão também está no Facebook, Instagram e Twitter.

Clarice Lispector XVI

foto-carlos-perto-do-coracao-selvagem-1965-glauce-rocha-clarice-lispector-dirce-migliaccio.jpg

Análise mediúnica

Clarice Lispector tinha uma amiga médium chamada Maria Augusta, mas que era conhecida como Eva.

Essa amiga dizia que Clarice era “indisciplinada como um cavalo branco”. E que Clarice para ter paz devia aceitar as suas próprias imperfeições, e tocar para frente a vida. Também dizia que Clarice era impulsiva e, algumas vezes, impaciente.

Clarice Lispector era muito fácil de ser entendida, e isto parece que a Eva não sabia.

Até ao próximo post!;)

P.S.: Lembrando que o blog também está no Facebook, YouTuBe, Instagram e Twitter. 🙂

Clarice Lispector XV

images

Os segredos

Clarice Lispector respeitava sua ignorância imposta, mas quando esta tornava-se palpável, ofendia-lhe.

Sentia que os cientistas mantinham em segredos sobre novas revelações. Assim, era como se ela vivesse na Idade Média. Ou que era tratada como criança que não se deve saber de certas coisas antes do tempo.

Até ao próximo post! 😉

Clarice Lispector XIV

3 crônicas escritas por Clarice Lispector sobre ela mesma:
Antes era perfeito
É preciso parar
Mais do que jogo de palavras

86098.jpgAntes era perfeito
Clarice Lispector disse apenas: “Ter nascido me estragou a saúde.”

É preciso parar
Houve um momento da vida que Clarice Lispector estava ocupadíssima. Tinha saudades dela mesma e tinha medo dela mesma.

Mais do que jogo de palavras
Clarice Lispector gostava de brincar com as palavras de forma que eram mais do que um jogo, era uma maneira de agir como se entendesse a si própria.

Até ao próximo post! 😉

Clarice Lispector XIII

Sem título

images.jpegClarice Lispector vivia fora das luzes do palco. Por isso, disseram-lhe que ela não vivia, vegetava.  Ela tentava viver várias vidas e incluía a vida dos mortos, para quem dedicava meditação.

Clarice sentia-se, por vezes, como um cálculo renal. E explicava isso como sendo uma pedra que passa, sofre com dor, e depois que passa, ficava pura.

Sentia-se viver o mistério: “A eternidade antes de mim e depois de mim.” E gostava de ensinar um modo hindu de se ter paz através de um processo de mentalização a partir de um buquê de rosas brancas. Clarice desejava conhecer a Índia.

Uma vez, ela recebeu um desenho mais fiel que uma fotografia de um admirador, que só se identificou como Gilberto, e mais nada. Ele descrevia-lhe ao lado do desenho como: “linda, fascinante e fatal”. Clarice corrigiu-o dizendo: “não existe gente fatal, só no cinema mudo“.

Clarice agradeceu ao fã desconhecido arrumando-se toda e perfumando-se como se fosse encontrá-lo, mas como não tinha mais informações sobre o fã, foi assim que fez esse encontro escrevendo essa crônica no jornal (Sem Título).

Ah, como ela gostava de perfumes! Mais ela já era naturalmente perfumada, e esse dom transferiu aos filhos. Clarice Lispector foi mãe de dois rapazes: Pedro e Paulo Gurgel Valente.

Até ao próximo post!

 

P.S.: Como Clarice Lispector também sou mãe de dois rapazes. E é maravilhoso! E eu sei o que é AMAR.

Clarice Lispector XII

O impulso

downloadClarice Lispector era impulsiva. O resultado desse comportamento foi meio a meio, entre erros e acertos.

Por vezes, encontrava-se num impasse, e se refletisse demais deixava de agir, anulava-se. Seus impulsos derivaram de uma cólera sagrada. E pensava que sua bondade era fraqueza.

Clarice receava perder o prazer do “jogo infantil”, porque era alegria pura.

Até ao próximo post! 😉

P.S.: Lembrando que estou apresentando a escritora Clarice Lispector a partir das leituras das Crônicas do Jornal do Brasil, e escritas pela própria escritora.

Clarice Lispector XI

downloadEu tomo conta do mundo 

Clarice era uma jovem observadora de tudo, por isso dizia que tomava conta do mundo. E mudava conforme as mudanças de estação.

Gostava de observar, principalmente, o comportamento das formigas e das abelhas, com muita paciência. Só não sabia a quem prestar conta dessas observações.

Até ao próximo post! 😉