O escafandro e a borboleta, o filme

Primeiro fim de semana de Junho e o blog inaugura este mês com uma dica de filme. Espero que gostem. 😉

O enredo deste filme é desenvolvido através do livro homônimo de Jean Dominique Bamby.

Ele era o ainda jovem editor da revista Elle. Com uma vida invejável, de repente, sofre um acidente vascular cerebral. A sua vida de bon vivant transforma-se numa vida presa a uma cama ou cadeira de rodas. Descobre-se que foi vítima de uma doença rara, a síndrome de “locked in”.

Preso fisicamente, mas a sua mente continua em movimento, intelectualmente ativa, cria memórias, e não deixa de demonstrar um bom humor.

Através de um olho e da ajuda de uma assistente escreve o livro que deu origem a este filme. Fiz uma leitura rápida do livro, pois a versão que encontrei não tinha boa qualidade visual. O livro tem poucas páginas e com capítulos curtos.

A explicação sobre o título deixo para quando assistirem ao filme. Que faz-nos refletir sobre nossos limites, eutanásia, superações. Um filme que vale a pena conhecer.

O trailer:

Até ao próximo post! 😉

Tomboy, o filme

Estamos no fim de semana, então vai a dica de um filme europeu. 😉

Tomboy (2011), uma película francesa que aborda a questão da identidade de gênero ainda na infância. Laure com 10 anos assume perante novos amigos que é Michael. Ela observa o comportamento dos meninos vizinhos com a sua mesma idade e imita-os, tenta ser aceite no grupo. Um filme vencedor de vários prêmios.

O pai ocupado em se fixar numa cidade finge que nada se passa, a mãe grávida não aceita, a irmãzinha é uma grande companheira.

Tomboy significa maria-rapaz (port.-Pt), mas até que ponto a situação é um caso de identidade de gênero, em que a pessoa não se reconhece no corpo que nasceu, ou é uma situação ainda de construção de identidade?

Não sei responder, não fica muito claro  no filme, e acho que não é o objetivo da película. É suficiente ter conhecimento sobre. É suficiente saber que há pessoas que sofrem por não poderem revelar à sociedade a sua identidade de gênero.

Senti a dor de Laure ao ser humilhada, e quando a mãe disse-lhe que não havia outra alternativa. E tudo acontece sobre o ritmo de um filme europeu, como se estivesse a beber um bom vinho. Não há pressa, aprecia. 😉

Até ao próximo post! 😉