Angel-A, o filme

Angel-A é um filme do francês Luc Besson. Acho que só ao dizer isso gera a expectativa de ser um bom filme. Todo o filme é em preto e branco, tendo Paris como cenário, e autoestima como tema principal.
Não vou falar do filme, mas trago uma cena em especial em que os atores Jamel Debbouze e Rie Rasmussen a interpretam de uma forma que é impossível não ser tocado pela sensibilidade do momento. Não entendo sobre a parte técnica de um filme, mas há nesta cena todo um estudo de ângulo, posicionamento, fotografia, que soma à mensagem que o diálogo quer passar.
Você pode dar 5 min e 19 segundos de atenção para esta cena? Depois, eu espero por você nos comentários.

Agradeço à leitura e até ao próximo post!

His house, o filme

Um filme de terror psicológico que vai muito além dessa classificação. A história começa com um drama cada vez mais presente nas notícias, um casal que foge da guerra no Sudão do Sul, e arrisca-se numa travessia no mar. 

É este momento da travessia, que mudará a vida de um casal de refugiados. No entanto, o filme revela outras discussões como a discriminação entre iguais. 

His House (O Que Ficou Para Trás, em português) também nos faz refletir sobre a sensação de que quando nos sentimos deslocados de uma realidade, os fantasmas do passado aparecem, e a tendência é querer retornar de onde se saiu mesmo sabendo que a vida anterior não era segura nem de qualidade. Isso é algo que muitos imigrantes acabam por passar.

Uma dica para este fim de semana. Segue o trailer com áudio em inglês e legendas em português.

Até ao próximo post!

À Procura da Felicidade (2007), o filme e o livro.

The Pursuit of Happyness (bra: À Procura da Felicidade; prt: Em Busca da Felicidade).
Esse filme emocionante foi visto por mim mais de uma vez. Daí, resolvi ler o livro cujo filme foi baseado. Afinal, há sempre uma boa probabilidade do livro ser ainda melhor que o filme. Desta vez, não senti essa regra. O filme é melhor do que o livro. No filme, o personagem principal e real, Chris Gardner, é interpretado por Will Smith, que faz você torcer muito pelo sucesso do personagem. Aliás, Gardner, durante as filmagens, encantou-se com a dignidade, humildade e talento do ator.

O filme é a história real de um jovem pai, sem emprego, com problemas financeiros, que chegou a viver em abrigos, estações de trem, aeroporto, etc., e com a responsabilidade de cuidar de um filho de tenra idade enquanto buscava uma melhor oportunidade de emprego na tentativa de um estágio numa corretora de valores.

“Compreendendo as frustrações que ela teve antes e depois de mim, pude ver que, embora muitos de seus sonhos tivessem sido destruídos, ao me desafiar a sonhar, ela estava se dando uma nova chance.” (Pág 25, versão epub, Chris Gardner refletia sobre a vida de sofrimento da mãe)

O livro tem 3 partes principais e retrata a vida problemática de Chris desde a infância sem pai. O filme retrata a vida já a partir da fase adulta, ou seja, a parte 3 do livro. Há algumas diferenças entre o livro e o filme. A principal delas é que no livro, o filho Christopher que foi deixado pela mãe aos cuidados do pai tem apenas dezenove meses, e muitas vezes leva-o consigo ao trabalho, chegando ambos a dormirem por baixo da mesa de trabalho. No filme, o pequeno Chris tem mais idade, e é representado pelo filho do ator Will Smith. 

No livro sobre a sua vida de luta, Chris Gardner deixa claro no início que algumas circunstâncias e conversas retratadas não são uma representação precisa do que viveu. Muitas vezes no livro, ele aborda a discriminação que sofreu,nos Estados Unidos dos anos 80, por ter a sua cor de pele escura como identidade. No filme, a discriminação não é abordada de forma tão direta nos diálogos, mas as cenas mostram como o sistema americano pode ser discriminatório.

Segue um trailer do filme …


Até ao próximo post!

O Silêncio do Mar, o filme

O Silêncio do Mar (Le silence de la mer, 2004) é uma co-produção franco-belga baseada no livro editado em 1940 com o mesmo título. Disponível no YouTuBe com legenda.

A história de uma paixão/ódio entre um militar alemão e uma jovem francesa, que dá aulas de piano dentro de um cenário de ocupação alemã na França durante a Segunda Guerra Mundial.

Não achei um filme excepcional, mas foi interessante observar a tentativa de diálogo do jovem militar com a jovem francesa e o seu avô, bem como relembrar esse momento da guerra quando um presidente francês era simpatizante da causa nazista.

Marcou-me a frase dita pelo jovem militar alemão apaixonado pela cultura francesa e pela música clássica: “O amor é silencioso, mas temos que saber escutar.”

Até ao próximo post!

Cruze Esta Linha, o livro

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Cruze Esta Linha, de Salman Rushdie, é um livro que agrega ensaios e artigos do escritor indiano, que vão do período de 1992 à 2002, e caminha entre assuntos como cinematografia, música, escritora Angela Carter, o romance Beirute Blues, dramaturgo Arthur Miller, Índia, Paquistão, Islão, aborto, etc. O autor que viveu um longo período de fugas e esconderijos devido a uma “fatwa” (decreto religioso) decretada pelo Aiatolá Khomeini, após a publicação de “Os Versos Satânicos”, vive hoje em Nova Iorque e continuando a ser sátiro e irreverente. Ainda bem!

O primeiro conto da vida do escritor foi “Over The Rainbow” (Além do Arco-íris), inspirado em sua primeira influência literária, o filme O Mágico de Oz. E é sobre esta influência literária que Rushdie abre o livro, analisando todo o filme em câmera lenta.

O Mágico de Oz é um filme cuja força motriz é a inadequação dos adultos, mesmo dos adultos bons“, Salman Rushdie.

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Segundo Rushdie, O Mágico de Oz era uma esquisitice no Ocidente, concebido como uma tentativa de fazer uma versão ao vivo de um desenho de Disney. O filme não fez fortuna até ser exibido em televisão, anos depois do seu lançamento, que ocorreu num momento de pouca ajuda para tal, ou seja, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial.

O filme é um exemplo de secularismo. Não existe nenhum traço de religião no Mágico de Oz. Há bruxas más que são temidas, há bruxas boas que são prezadas, mas nenhuma é santificada, escreve Salman Rushdie. E ele ainda diz que apesar de o Mágico de Oz ser algo próximo de um ser todo poderoso, ele não é venerado. É onde está o sucesso do filme, em criar um mundo no qual nada é “mais importante que os amores, os cuidados e as necessidades dos seres humanos”.

imagesRushdie escreve que o nome “Oz” passou para a lenda, quando o seu criador L. Frank Baum, fez surgir esse nome a partir das letras O-Z da gaveta de baixo de seu arquivo. E ainda diz que o filme é uma raridade cinematográfica, que acontece quando o filme melhora o já bom livro.

O autor analisa todo o cenário do livro, o  Estado do Kansas, nos Estados Unidos. E não concorda quando Dorothy diz que “There’s no place like home”, quando o Kansas não é o ideal para um lar, mas reconhece ser o assunto de alguma controvérsia. “O Kansas do filme é um pouco menos radicalmente inóspito que o do livro” (Rushdie).

Foi o filme O Mágico de Oz que tornou Salman Rushdie em escritor, e “Over The Rainbow”, o hino de todos os migrantes do mundo, aqueles que vão buscar que os seus sonhos se cumpram.

Até ao próximo post! 😉

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O menino que descobriu o vento, o filme

Faz tempo que não vejo um filme como este, em que eu chorei, emocionei-me, torci pelo jovem, sorri,… Um filme adorável! Uma lição de vida para tantos jovens que não sabem dar o valor daquilo que possuem.

Eu assisti ao filme em inglês devido a minha Netflix com o tiítulo original The Boy Who Harnessed the Wind . Também há TED com o jovem William Kamkwamba. Vamos ver o trailler? 🙂

Até ao próximo post! 😉