Flanders Fields Museum em Ieper

O nosso filho mais novo, Miguel, já tinha estado neste museu com a escola. Ele é um grande conhecedor da história da Primeira Guerra Mundial, ainda mais com a idade que tem, 11 anos. Ele foi o nosso guia. Indicou-nos a bilheteira e como utilizar uma pulseira que recebemos para dar acesso às salas de exposição e para ter acesso a dispositivos interativos que há ao longo de todo o museu. Você tem a opção de comprar com ou sem a subida à torre. Optamos pelo bilhete família com a subida da torre. Foi de lá que tirei algumas belas fotos mostradas no post anterior e o filme que fiz. Não me relaciono bem com as alturas, mas valeu a pena o esforço de chegar ao top com o coração quase a sair pela boca. Pelo caminho da subida e descida, tivemos sorte de ver um belo espetáculo de sinos.

O museu é muito moderno e interativo. E mostra muito do que foi um dos conflitos mais devastadores da história. As últimas testemunhas do conflito já faleceram. A exposição confronta o visitante com as consequências de uma Grande Guerra. Enquanto estive lá dentro pensei muito no esforço e na pressão que devemos fazer sobre os líderes para que este evento não volte a ocorrer. Parece que não aprendemos com a historia que se repete. Olhava para aqueles rostos, muito deles tão jovens, seus objetos pessoais, recordações da juventude, e não parava de me perguntar: Para que? Por que não foi evitada?

A exposição tem projeção de vídeos, clipes de som e aplicativos multimédia. A pulseira que recebemos na entrada tem uma papoula. A papoula está na exposição e em outros cantos da cidade, simboliza os seus heróis mortos, isto porque depois do fim dos combates surgiram muitas papoulas na planície. Ao longo da exposição há alguns lugares para se sentar, assim você pode não só descansar, como pesquisar e refletir sobre tudo que se passou.

Particularmente, chamou-me atenção todo o pesado vestuário de inverno, os objetos pessoais e as fotos das várias cirurgias faciais, que estavam no teto, num canto escuro.

Para você que chega agora ao blogIeper é conhecida por ter sido lá que os alemães utilizaram, pela primeira vez, um gás vesicante que causa lesões na pele, que recebeu um nome em alusão a esta cidade. O gás iperita, mais conhecido como gás mostarda.

No fim da exposição há um café com uma área bastante longa onde você pode desfrutar de alguma apresentação musical. Logo a seguir, encontra-se uma loja para compra de vários artigos relacionados com a Primeira Guerra Mundial e com a cidade de Ieper.
Ao redor da cidade há vários cemitérios de guerra e trincheiras. Neste passeio não fomos conhecê-los, mas o Miguel foi, e você pode ver (aqui) as imagens e vídeos, ou no canal do YouTuBe O Miau do Leão.

Vem conhecer mais do museu, em fotos e vídeo!

Site do Museu: http://www.inflandersfields.be/

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Cartazes durante a Guerra em várias línguas
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Filmes curtos sobre a Guerra em várias cidades belgas
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Vestuário de várias nações na Guerra, incluindo o Império Otamano

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Cenas em combate com equipamentos utilizados
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Animais foram utilizados em combate

 

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Equipamento médico
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Mais equipamento médico. A aspirina era um dos medicamentos.
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Vídeo e exposição de máscaras devido o gás mostarda
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Vários vídeos sobre a geografia da Guerra
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Pausa na exposição para subir a torre
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Na descida da torre, um show. Ver vídeo abaixo.
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Cenas da Guerra
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O cão também esteve em batalha
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Maquetes. Havia vida subterrânea, mas era difícil por estar quase sempre alagado
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Armas e utensílios encontrados
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Instrumentos musicais da época
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Maquete mostrando o campo de batalha
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Objetos dos Otomanos
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Primeiras cirurgias faciais devido a Guerra
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Objetos pessoais de um combatente
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Equipamento dos americanos
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Para as diversas religiões dos combatentes
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Esqueleto de animais em combate
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Imagem de parte de um agrupamento
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Exposição de vários chapéus
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Loja no final da exposição para compra de livros e recordações

 

Até o próximo post sobre o passeio até a cidade de Ieper.

Tot ziens! 😉

 

 

 

 

 

 

Passeio até Ieper, Bélgica

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Sábado passado foi o primeiro lindo dia de primavera na Bélgica. Não se pode esperar por amanhã, há que aproveitar. É essa mentalidade que muitos seguem, num país cujo clima é frequentemente de céu cinzento ou chuva. E, foi o que fizemos, aproveitar o dia, a vida! Decidimos rapidamente entre 2 sugestões de passeio. E, seguimos até Ieper, na região flamenga.

O meu filho mais novo já escreveu um post (aqui) como convidado. Ele foi o nosso guia neste passeio, e estava muito orgulhoso disso. Eu fui levando o carro, e fiquei logo impressionada com a beleza desta pequena cidade carregada de glórias e tristezas, e sobretudo valentia. À entrada há um belo pórtico erguido em homenagem aos heróis da Primeira Guerra Mundial. Há muitas outras homenagens na cidade.

Miguel contou isso no guest post, mas vale relembrar que foi nesta cidade que os alemães lançaram pela primeira vez em guerra um gás que recebeu o nome em alusão a esta cidade, o gás iperita, também conhecido como gás mostarda.

A cidade tem a sua arquitetura marcadamente flamenga. Logo no Grote Markt, a praça principal, está um imponente prédio que abriga o Flanders Fields Museum. Que foi um dos objetivos de nosso passeio. Sempre é tempo para cultura e história! Chegamos à cidade às horas de almoçar, e foi esse o nosso primeiro alvo. Quando decidimos ainda em casa o destino, fizemos logo a escolha de onde íamos almoçar. Falarei sobre isto em outro post, bem como sobre o museu.

Como é época de Páscoa, aproveitei para tirar 2 fotos de vitrinas (montras) de lojas com o tema chocolate, que é um produto top na Bélgica. Eu sou uma apaixonada por aves e apesar de não encontrá-las neste passeio, não me esqueci delas. Deste passeio só não deu para eu tirar foto dos vários balões no céu  que vi quando voltamos pela estrada. Estava mesmo um belo dia de primavera com os seus 11º C e céu quase limpo.

Vamos ver um pouco da cidade em fotos e um filme. Vem comigo!

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Flanders Fields Museum

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Tot ziens! 😉