Tintim de um milhão de euros!

No dia 9 de Junho li esta notícia da Sic Notícias (Portugal): Um desenho do Tintim vendido por um milhão de euros.

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Fonte: Diário de Notícias

Ilustração original é a capa do primeiro livro de aventuras da personagem criada pelo belga Hergé. Publicado em 13 de  fevereiro de 1930, o desenho mostra o repórter Tintim a percorrer o país dos sovietes, sentado no tronco de uma árvore.

A ilustração, a lápis e a guache, é das poucas capas nas mãos de um privado.

A identidade do vendedor e do comprador não foram reveladas. Foi vendido através de leilão em Dallas, EUA.

Curiosidade: Tintim é conhecido comoKuifje  na região flamenga da Bélgica.

Até ao próximo post!  😉

Viajando no Mundo da História em Quadrinhos

Um espaço belga que cativa a todos que nele entra é, com certeza, o Museu da História em Quadrinhos (ou da Banda Desenhada – universo lusófono). Um pouco da alma de um povo está ali representada através da criatividade que atravessa os tempos com seus personagens, criadores e as mais diversas técnicas desenvolvidas ao longo da história da arte dos quadrinhos.

Desde 1989, neste palco situado no coração de Bruxelas, pessoas de todo o mundo aprendem e deslumbram-se com uma arte que nasceu nos tempos primitivos com a necessidade de comunicação do ser humano e a vontade de expressar o seu tempo. Nele, os visitantes estrangeiros podem percorrer o recinto acompanhados de um guia que pode ser obtido na receção do museu ou também através do seu site em vários idiomas disponíveis. http://www.comicscenter.net/en/home)

Logo à entrada da exposição somos levados ao encontro de primitivos registos dos quadrinhos (banda desenhada), e daí a surpresa de encontrar citações até mesmo no Brasil (Piauí e São Paulo), passando por registos na Idade Média com os monges copistas, a revolução que foi a imprensa e até aos tempos atuais com a história em quadrinhos como um mercado económico destacável.

Piauí
Piauí
São Paulo
São Paulo

Composto de exposições permanentes e temporárias num ambiente projetado pelo arquiteto belga Victor Horta, em que outrora existiu um comércio de tecidos e estofos até 1970, é, sem dúvida, um magnífico exemplar da Art Nouveau – madeira, metal e vitral encaixam-se em bela harmonia.

A história em quadrinhos (banda desenhada) cresce sob o lápis e a tinta nos seus primeiros passos a preto e branco, em seguida aplica-se a cor, a arte digital, a arte da capa e a arte da edição.

Percorrendo o museu aprendemos sob os diversos géneros existentes, daí temos contacto com o humorístico, o realista, o expressionista, o romance gráfico, para as crianças, para os adolescentes, familiar, histórica, heroico-fantasia, ficção científica, didática, fábulas de animais … E nunca vislumbrei tanta imensidão de estilos!

E, claro, que por toda a visita vamos sendo conduzidos por alguns personagens que fizeram parte de um pouco das nossas vidas. Assim, logo à entrada, Tintim e sua turma nos espera. Fiquem a saber que na Bélgica flamenga, ele é o Kuifje !

No primeiro piso do museu ainda encontrará uma loja para compra de souvenirs e história em quadrinhos (banda desenhada) em vários idiomas. E, ainda, ao lado do museu poderá desfrutar da Brasserie Horta. Ao sair do museu, talvez venha a sentir que a exposição continua pelas ruas de Bruxelas, mas sobre tal sensação contarei em próxima oportunidade.

Tot ziens! 🙂

Museu da Banda Desenhada
Centre Belge de La Bande Dessinée
Belgisch Stripcentrum
Rue des Sables 20, 1000 Bruxelle