Comer em Lisboa

Numa viagem de “bate ponto” em que o objetivo não era o turismo até que vimos bastante de Lisboa. Não sendo uma viagem de turismo não estivemos com muitas exigências para comer. Mesmo assim deu para matar saudades de um dos meus pratos preferidos da culinária portuguesa a “Alheira à Mirandela“. Optamos por almoçar no prático e rápido, no shopping do Chiado. E, decidimos por uma casa de refeições que é uma rede que está em várias cidades do país, o Pateo.

A minha alheira estava muito tímida e ficou meio que escondida pelo ovo. 🙂 Já o lombo de bacalhau à lagareiro não tinha vergonha nenhuma. 🙂

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Alheira à Mirandela
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Lombo de bacalhau à lagareiro

Tot ziens! 😉

 

Um dia em Lisboa

Poucos dias depois da viagem à Londres, em janeiro, precisamos fazer uma viagem “bate ponto” de um dia à Lisboa, e ficamos com toda a tarde livre. Estava um lindo dia e Lisboa continua linda.

Encontramos uma Lisboa tranquila, limpa e com mais cores. Sua arquitetura que nos é familiar, suas ruas e rotundas de história. Encontrei uma novidade para mim: o centro turístico está invadido de tuk tuk. 😊

Foi uma viagem que me fez alguma confusão, e eu contei aqui no Baú Aberto 4. Ouvir uma língua tão facilmente entrar pelos ouvidos em todo o lado, a todo momento, foi uma sensação estranha.

Pouco tempo, mas o suficiente para matar saudade de um dos meus pratos preferidos: Alheira à Mirandela. Para ver e saborear a riqueza da pastelaria tradicional portuguesa, um orgulho de seu povo. Deu tempo até de ter uma conversinha com o Fernando Pessoa em frente ao Café A Brasileira e de piscar para a Ginjinha. Ainda aqueci o estômago, o coração e as mãos com as castanhas portuguesas e comprei um novo chapéu de cozinha bordado com o meu nome.

Lisboa é isso: um toque familiar.

Vem comigo vê-la em imagens…

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Avenida da Liberdade
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Rotunda Marquês de Pombal, cenário de comemorações

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Fernando Pessoa

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Castelo de São Jorge no alto

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Ainda haviam castanhas portuguesas quentinhas, obaaaaa!
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Elevador de Santa Justa
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Meu chapéu bordado

Tot ziens! 😉

Baú Aberto 4

Ontem, fui por um dia à Lisboa.

Lisboa é uma cidade que penso que todo brasileiro, se for possível, deve ir conhecer Eu conheci-a há 19 anos atrás. Foi um momento de muita reflexão, mas é sempre assim quando lá vou. Há muito de nosso passado para compreender o presente. Afinal, o Brasil é “Portugal às soltas”. Mais essa conversa deixarei para um post que farei sobre Lisboa.

O que venho colocar no Baú hoje é sobre uma sensação que vivi assim que entrei no avião com destino à Lisboa, e foi crescendo durante todo o dia. Eu quis fugir! Rsrsrs Esse pânico ou fobia deve ter um nome, desconheço. Sei que minha alma gémea que estava comigo nessa viagem, também sentiu o mesmo.

Já são 3 anos e 5 meses que o meu cérebro se esforça por aprender o holandês. O holandês não é uma língua fácil, e ainda mais é um pouco feia de se ouvir. Quando entrei no avião estranhei me cumprimentarem em português. Eu respondia atabalhoada. Depois foram todas as instruções de avião, que entravam nos meus ouvidos como o ar pelo nariz. Caminhando para pegar o metro no aeroporto de Lisboa era estranho ver todas as indicações em português. O cérebro começa a ficar preguiçoso. Alguém toca-me sem querer e diz: Desculpe-me! Eu, automaticamente, ao mesmo tempo, digo: Sorry!

Acorda, Silvana! (diz o meu cérebro) E, rindo ainda diz: Ben je aan het slapen?  (Tu ainda estás dormindo?). Aquele incómodo foi crescendo ao longo do dia. Todos os sons entravam no meu ouvido, o que eu queria, e pior, o que eu não queria ouvir. Português em vários sotaques. Afinal, o império português foi grandioso. Quando eu ia pagar algo que comprei e consumi, outro choque! Nunca foi tão fácil saber quanto pagar, e ao mesmo tempo estranho. É que no holandês os números são falados primeiro a unidade e depois a dezena. Exemplo, 25€, em holandês diz-se: cinco e vinte euros. Complicado, não é? Rsrs Está sentindo a facilidade em eu ouvir um estranho dizer: Senhora, são vinte e cinco euros. O cérebro vai ficando preguiçoso, e eu quero ir para casa. Já dentro do avião ouço a primeira palavra em holandês. Alstublieft! Ufa, o cérebro começa a trabalhar, que alívio.

Deixo-vos com a combinação linda e suave do português de Portugal com o português do Brasil.

 

Tot ziens! 🙂