Descobrindo a culinária maltesa

Malta tem anos de história e pré-história. Património Mundial da Humanidade. Este país oferece uma combinação perfeita entre férias ensolaradas, cultura, lugares para visitar e uma culinária própria.

Neste último post sobre Malta trago a culinária deste país. Eu tive alguma dificuldade de adaptação aos pratos, mas para minha família não foi problema. São grandes porções de uma culinária robusta. Com exceção do conhecido e turístico Caffe Cordina em Valeta, com pratos de belo empratamento, mas com atendimento lento.

IMG_20180822_133556338.jpg
Hobz Malti Mixwi (bruschetta)
IMG_20180822_133600234.jpg
Local Soft Goat Cheese Salad (queijo de cabra)
IMG_20180822_133604646.jpg
Ftira Maltija (tradicional pão maltês)
IMG_20180822_133612839.jpg
cerveja e refrigerante maltês

IMG_20180822_143749768.jpg

 

IMG_20180822_143753847.jpg
Especialidade maltesa (sobremesa)

IMG_20180822_143758064.jpg

IMG_20180822_143924863.jpg

A minha sofredora experiência foi no restaurante Takris, em Sliema. Ambiente maltesamente decorado, a comida saborosa, mas era uma porção para valentes com os talheres. Eu só sou valente quando o adversário são massas italianas e sobremesas. 🙂

No restaurante da praia passei vergonha pedindo um sanduíche, enquanto todos comiam pratos malteses. Acovardei-me. E a partir daí só experiências com culinária Tex-Mex, húngara e cubana.

IMG_20180824_205724086.jpg

Os pratos principais da cozinha maltesa são o coelho (fenek), carne de cavalo ( laham), salsicha maltesa (zalzett). Também compõem a culinária maltesa, os caracóis (bebbux), a codorna (summien), a sopa maltesa (feita com cabeça e carcaça do peixe com os olhos do peixe nadando no prato), sopa minestrone (haxix), purê de feijão (bigilla), o queijo maltês (gbejna) e que em Gozo se encontra na forma picante. Há uma espécie de pastel com recheio chamado Pastizzi que é um bom lanche. Eu apreciei o de recheio de ervilhas.

IMG_20180822_121208809.jpg
Pastizzi e outros sabores

Eu que ando numa fase vegetariana, imaginem a minha dificuldade. No Takris, seguramente, transpirei mais do que comi e sempre a pensar nesses animais todos.

Na última noite em Malta escolhemos jantar num restaurante cubana com esplanada que fica na avenida principal de Sliema, e de esquina. E, fomos agraciados com um desfile de Mustang’s (ver vídeo) para felicidade dos filhos.

Até ao próximo destino! 😉

Anúncios

Uma praia maltesa

Após banhos de história e paisagem, chegou a vez do banho em uma linda praia maltesa. Partimos de Sliema em bus público que contornou toda a costa Nordeste da ilha.

IMG_20180825_091721129

A praia chama-se Għajn Tuffieħa. De difícil pronúncia e com uma letra que é uma mistura de h com t. Do alto da colina avista-se uma encantadora baía, descemos cerca de 200 degraus até chegar à praia. No início da descida estão expostos quadros informativos sobre a vegetação do local, aves e jellyfish. Do outro lado avista-se uma conservada torre de defesa.

IMG_20180825_091622217.jpg

IMG_20180825_123958933.jpg

Na praia há um bom restaurante com pratos malteses em seu menu, e onde se pode também alugar cadeiras espreguiçadeiras e guarda-sol. A água apresentava sargaço e ondas. Sua tonalidade era em verde e azul com temperatura agradável. A areia escura. Numa faixa de mar havia uma escola de surf. A praia é muito bem vigiada por guarda vidas que estavam atentos a avisar sobre os perigos através de trocas de bandeiras sinalizadoras e um sonoro apito.

IMG_20180825_092537998.jpg

IMG_20180825_122656119.jpg

IMG_20180825_124013567.jpg

IMG_20180825_124006169-EFFECTS.jpg

E agora o filme que fiz. 😉

Até ao próximo post! 😉

De Malta à Gozo pelo Mar

Malta é composta por 7 ilhas, mas apenas 3 são habitadas (Malta, Gozo e Comino), e desde 5200 a.C. O seu nome vem de Malat que significa “Porto Seguro”.

Então, foi a vez de conhecer Gozo e Comino. Quando não se faz um plano de viagem, a improvisação pode ser um sucesso ou não. É um risco. Fomos cativados para ir até Gozo de barco, através da empresa “Captain Morgan Cruises”, e chegando à Gozo somos transportados por um bus com guia que nos mostrará o melhor de Gozo e na volta para o barco seríamos levados à Comino para nos divertir na famosa “The Blue Lagoon”. E, ainda bebida e comida incluída.

IMG_20180824_101019640.jpg

Hora de partir, mas o tempo não estava muito a colaborar, nos avisaram que Malta era assim mesmo e logo estaria a melhorar. Isso aconteceu!

Já navegando no Mediterrâneo fomos avisados de uma parada para pegar mais passageiros. E isto não nos foi explicado quando compramos os bilhetes. Todos à bordo, avistamos a Ilha de São Paulo que não é habitada, e tem esse nome porque foi nela que o discípulo Paulo teve um naufrágio e ao caminhar na ilha foi picado por uma cobra. E dizia o povo daquela época que isso significaria que ele era uma má pessoa.

IMG_20180824_113837251.jpg

Atracamos em Gozo, pegamos o bus de turismo com um guia que conduzia e dava as explicações. A primeira sensação foi de que Gozo tem uma atmosfera diferente de Malta. Gozo pareceu-me mais rural, com um dia a dia mais sossegado do que Malta.

IMG_20180824_122524805.jpg

A primeira parada foi para comprarmos souvenirs e produtos locais, mas a maioria das pessoas aproveitaram para ir ao WC. Depois fomos conhecer a igreja Ta’ Pinu que é monumental, ainda mais naquela paisagem de descampado. Em seguida fomos deixados por 1 hora no centro de Victoria. Ali resolvemos fazer um lanche e algumas compras.

IMG_20180824_130838861.jpg

IMG_20180824_131116542_BURST000_COVER_TOP.jpg

IMG_20180824_140355252.jpg
Em Malta, grande parte das casas não tem número, mas sim o nome do seu proprietário como esta em Gozo

Retornamos ao bus que nos levou ao barco. E até agora nada de comida incluída. Eu consegui beber um copo de vinho muito fraco. ☺ Fomos seguindo por outras paisagens cinematográficas até a cereja do bolo de Malta que é a “The Blue Lagoon”.

IMG_20180824_143719833_HDR.jpg

Quando avistamos a lagoa, ficamos encantados com a a beleza da cor da água, mas quando olhamos ao redor ficamos decepcionados. Era muita gente por todos os lados! Nada a ver com as fotos que circulam sobre esta famosa lagoa. Além também de muito comércio.

received_268847663735895.jpeg

Enfim, foi todo um passeio decepcionante. O melhor é ir até Gozo de bus e ferry, e lá comprar bilhete para “hop-on hop-off”. E, sempre ter um plano!

IMG_20180824_174604431_HDR

E aqui o vídeo que fiz. 😉

Até ao próximo post! 😉

Marsaxlokk, uma singela aldeia

Acordamos cedo para ir conhecer essa aldeia maltesa com um nome de certo ar futurístico. Pegamos o bus em Sliema, e depois mudamos de linha no City Gate, em Valeta, para chegar até esta aldeia de pescadores. Para essa aventura usamos a tecnologia do GPS que indica todas as informações necessárias.

Acho que cometemos um erro de paragem, ou pegamos uma linha que chegaria mais cedo, mas passaria apenas próximo da aldeia. Tivemos que caminhar no calor, mas valeu a pena. Um sacrifício que se transformou em diversão e mais proximidade com a cultura local.

Avistamos um porto, caminhando mais vimos muitos figos da Índia, um castelo, enfim vivencíamos situações que se tivéssemos ido direto à aldeia não teríamos conhecido. São essas surpresas durante uma viagem que nos marca para sempre.

IMG_20180823_113456676_HDR.jpg

IMG_20180823_113415411-EFFECTS.jpg

IMG_20180823_120237615.jpg

img_20180823_115803914_hdr

Assim, descobrimos que os malteses produzem deliciosas iguarias com o figo da Índia, principalmente o licor Bajtra, que uma simpática senhora maltesa nos fez provar, e assim convenceu-nos a trazer o licor e doces.

IMG_20180823_135752033_HDR.jpg

Caminhamos pela feirinha popular e almoçamos pescado num dos vários restaurante que existe na orla. Não fizemos uma boa escolha de restaurante. Esquecemos de consultar o TripAdvisor, consumidos que estávamos pelo calor e fome. O que valeu foi ficarmos bem próximos aos seus barcos tradicionais “Luzzu” decorados com um olho de proteção, o Olho de Osiris. Esses barcos são herança da colonização fenícia.

IMG_20180823_122018858.jpg

IMG_20180823_134724513_HDR.jpg

IMG_20180823_140532786.jpg

IMG_20180823_140736687.jpg

Vale lembrar que se pode também chegar à aldeia utilizando o bus “hop-on hop-off”. Uma prática que nunca utilizamos, pois somos dados à aventuras de se perder. 😉 A partir desta aldeia também é possível fazer passeios de barcos até grutas.

Vamos ver o filme caseiro. 😉

Até ao próximo post! 😉

Catedral dos Cavaleiros de Malta

IMG_20180822_102111488-EFFECTS.jpg

Sua aparência exterior é simples, mas o seu interior é um show de dourado. A riqueza desta capela está espalhada por todos os lados e em suas diversas capelas.

IMG_20180822_102231738_HDR.jpg

Compramos os bilhetes e a seguir escolhemos um áudio-guia disponível em maltês, inglês, francês, italiano, alemão e espanhol. Antes de entrar na Catedral, propriamente dita, somos observados para ver se estamos vestidos de forma apropriada. A quem não está é entregue lenços na cor cinza para cobrirem as partes descobertas. Bem, havia gente que teve que praticamente de fazer um vestido com esses lenços. 😉 Não foi preciso para nós.

IMG_20180822_151225653.jpg

IMG_20180822_150533168.jpg

Esta Catedral foi construída pelos Cavaleiros da Ordem de St. John entre 1573 e 1578, os conhecidos Cavaleiros de Malta. Foi construída com 8 capelas, cada uma para uma língua ou região correspondente dos cavaleiros. A que mais se destaca é a capela de Portugal, Castela e Leão. A Catedral foi saqueada por Napoleão, mas conseguiram disfarçar uma das mais importantes obras (ver no vídeo e foto) e está preservada até hoje. Não nos é permitida a aproximação da capela em que está essa obra que foi salva. No entanto, podemos visitar a capela em que estão algumas pinturas de Caravaggio.

Vamos ver as fotos e vídeo. 😉

IMG_20180822_150536987.jpg
O teto da Catedral
IMG_20180822_150620655_BURST000_COVER_TOP.jpg
Um balcão próximo à entrada

IMG_20180822_151442548_LL.jpg

IMG_20180822_151531454.jpg

IMG_20180822_152330622_BURST000_COVER_TOP.jpg

img_20180822_152903515_ll

IMG_20180822_153303144.jpg

IMG_20180822_154008331_LL.jpg
A obra disfarçada com tinta escura para que não fosse saqueada pelos franceses

img_20180822_154339396

IMG_20180822_155129327_LL.jpg

IMG_20180822_155812154_LL.jpg
Caravaggio
IMG_20180822_155907259_LL.jpg
Caravaggio

 

Até o próximo post! 😉

The Saluting Battery, Malta

Outra atração de Valeta é o espetáculo The Saluting Battery. É uma atração gratuita que ocorre às 12 horas todos os dias, e é bastante divulgado nas ruas centrais da cidade, e acontece próximo ao Upper Barrakka Gardens, no Grand Harbour. E consiste numa bateria de saudação ao início da tarde, num monumento construído no século XVI pela Ordem de São João onde ocorreu uma tentativa de invasão de Malta pelos Otomanos.

IMG_20180822_104724181_HDR.jpg

Assim, fizemos todo o passeio com vistas a não perder este evento. Chegamos bem antes do previsto, e assim foi possível ficarmos bem posicionados. A pessoa também pode comprar ingresso para acompanhar o espetáculo mais de perto, ao mesmo nível. Sinceramente, não vale a pena.

IMG_20180822_114850732.jpg

Eu parecia uma criança impaciente pelo acontecimento. Minha família chamava-me para ir até ao café que há no jardim próximo e esperarmos lá sentados e a comer algo saboroso. Eu respondia: daqui não saio, daqui ninguém me tira. 🙂

IMG_20180822_111706330.jpg

A vista era fantástica ! Eu apreciava os barquinhos a darem a volta no porto, e que é outra atração turistica que não vale a pena. Eu via os soldados explicarem a algumas pessoas o evento. Até que, finalmente, anunciaram o evento. Que decepção! Tantos canhões e só apenas 2 são utilizados, e pior um deles falhou!

Vamos ver o filme?

Até ao próximo post! 😉

Os balcões e escadarias de Valeta

Valeta, capital de Malta, foi mesmo uma cidade que nos impressionou pela positiva. Como eu disse no post anterior, já impressionou dentro do aeroporto quando está tudo muito organizado e definido quanto ao custo do táxi. Ao contrário de outras cidades da Europa em que se deve ter cuidado com os taxistas, lá tudo era muito transparente quanto a este assunto. O bus também funciona bem e ao comprar o bilhete para uma viagem, este vale por 2 horas (se não estou em erro), então para chegar a alguns lugares, é necessário tomar 2 linhas diferentes, mas não é preciso pagar outra vez, se estiver dentro do limite de tempo. O bilhete valerá para as duas linhas.

Caminhando sem pressa pelas ruas de Valeta começamos a observar uma característica muito própria de Malta, e sobretudo em Valeta, que são os seus balcões. Vocês devem ter notado no filme do post anterior. Há balcões (assim os chamei) de todos as dimensões e cores. Fiquei fascinada.

img_20180822_093330704

img_20180822_094110663_hdr

IMG_20180822_100119534.jpg

IMG_20180822_102837625_HDR.jpg

IMG_20180822_121301756_HDR.jpg

Outra característica própria de Malta, que nunca vi em outras cidades da Europa, é a altura dos degraus pelos passeios (calçadas) das ruas. E, pelo que descobri, os degraus foram feitos com pouca altura para facilitar o movimento dos cavaleiros com suas armaduras. Bem, para nós, turistas, também ajuda muito no subir e descer as ladeiras de Valeta.

IMG_20180822_171345220_HDR.jpg

Mais uma vez coloco aqui o filme para quem não viu no post anterior.

Até mais sobre Malta! 😉