Aprender um idioma II

Após uma semana em férias nas lindas praias de Curaçao, e que falarei sobre este assunto em futuros posts; venho trazer uma ferramenta que utilizo com frequência para o estudo do neerlandês.

Para vários idiomas:

VERBIX é um site de simples navegação, essencialmente para se saber a conjugação de um verbo em seus diversos tempos verbais.

Pode ser utilizado para vários idiomas, para isso basta digitar um verbo em qualquer tempo de conjugação, então o site sugere algumas possibilidades de verbos, por exemplo quando um verbo é escrito da mesma forma em português e espanhol, então você deverá escolher o que procura saber. Você escolhe e ele dá-te o verbo em todos os modos verbais, bem como apresentará uma lista de verbos conjugados da mesma forma.

Você também pode traduzir um verbo e procurar um verbo. Ainda há um link com jogos do tipo caça-palavras, mas apenas para alguns idiomas.

Para quem é curioso sobre idiomas pode expandir seu conhecimento acerca do assunto no link “language maps”. Lá, você descobrirá uma enorme quantidade de idiomas que ao clicar em um deles levará à informações sobre onde se fala o idioma no mundo, através de um mapa, e a quantidade de falantes.

É possível instalá-lo no Windows, mas eu nunca tentei fazê-lo, porque uso-o apenas para consulta rápida.

Espero que venha ser útil para vocês. Conhece outra ferramenta semelhante ?  Diz-me nos comentários. Obrigada.

Tot ziens! 🙂

Aprender um idioma

Normalmente, quando escrevo tento evitar rever o texto muitas vezes, porque corro a eventualidade de entrar num loop de correções e mudanças de ideia que me deixarão com a sensação constante de inconclusivo. No entanto, com este post isso terá mesmo que acontecer, porque muito do que escreverei será um reflexo das minhas observações diárias, enfim da minha experiência e maturidade.
O tema deste post é aprender uma língua, que no caso é o neerlandês, mas que poderá ser útil para o aprendizado de qualquer idioma.
Ao dizer que aprender uma língua é difícil, já se torna um cliché. Passei a me perguntar como falar sobre este assunto e trazer alguma contribuição, saltando o cliché. Pensei…

Ser perseverante ! Atitude correta. Não dominamos, e por vezes, não compreendemos a nossa própria língua materna. Não sabemos o significado de muitas palavras que estão em nosso dicionário e nem a usamos. Imagina uma nova língua!

Um pouco todos os dias! Estar a viver no país da língua que se estuda é o ideal. Se essa possibilidade não for possível, então procurar ter algum contato diário com a língua é essencial. Assim, um filme, ouvir música, ler uma revista, um pequeno livro ou mesmo um livro infantil.

Usar a internet! Hoje são tantos os recursos disponíveis, mas é preciso ter alguma sensibilidade, para se escolher o que realmente interessa, e que tenha qualidade, que siga um método.

O tempo! Observo as pessoas a fazerem comparações sobre o seu nível de conhecimento. Compreendo que é uma atitude normal que temos, mas não se deve esquecer que cada pessoa tem o seu “time”, e que é decorrente do produto de sua experiência, realidade, disponibilidade, convivência e possibilidade. Não se vitimar, mas aceitar essa condição, e seguir.

Por tudo isso, pretendo trazer algumas soluções que possam ser convenientes para o seu aprendizado do neerlandês, mas que poderão também ser de utilidade para outras línguas. Poderemos trocar ideias e avaliá-las. Cada post deste tópico “neerlandês”, uma ferramenta. Um passo!

Tot ziens! 😉

Um Brasileiro na Alemanha, o livro

livroUma brasileira na Bélgica leu “Um Brasileiro em Berlim”, de João Ubaldo Ribeiro. Com essas últimas palavras já dá para perceber o que nos trará o livro.
A experiência vivida pelo, ao mesmo tempo, autor/personagem confunde-se com a experiência vivida por nós, os emigrantes, independente da nacionalidade.
Toda aventura de Um Brasileiro na Alemanha começa já no avião, em seguida um aeroporto que já parece do tamanho do Brasil. Já a caminhar pelas ruas de Berlim saca, trêmulo, o amigo de todos nós, o dicionário de bolso !

Identifiquei-me logo com o livro não apenas por ser emigrante, mas também devido a alguma semelhança que há entre o idioma alemão e o neerlandês. Nos dois idiomas, além de sons parecidos há também muitas junções de palavras o que deixa frustrado o nosso amigo dicionário de bolso que não consegue nos ajudar. Há existência de aglomerados de palavras que formam uma nova e comprida palavra. E, ainda, saber quando o verbo vem no início da frase e, às vezes, vai lá para o fim de uma enorme frase. Circunstâncias que o autor revela sempre com muito humor que só cabe em nosso imortal João Ubaldo Ribeiro.

As semelhanças entre o idioma alemão e o neerlandês não param por aí. Dei uma gargalhada quando ele descreve sobre as inúmeras preposições. Essas criaturas existem em grande quantidade, e ainda formam os verbos separáveis! Amai! (expressão típica daqui) Daí, numa frase dependendo do tempo verbal vão parar lá para o fim da frase. E, no mesmo contexto, o João Ubaldo fala escreve sobre a dificuldade em se traduzir certas palavras, porque na língua portuguesa, e para isso dá o exemplo da palavra “amanhã”, pode ter vários significados.

Mais os pontos em comum da realidade alemã e flamenga seguem-se com a semelhança climática, quando com muito bom humor, o escritor relata a um amigo que vive no Brasil que 9hs é que começa a surgir alguma presença do amigo Sol, e que logo se vai às 16hs. Realmente, está é a realidade mais difícil de ultrapassar, as horas de escuridão durante o inverno. No verão descontamos, é verdade.

Ele não esquece de contar a experiência com os dialetos. Já não é suficiente ser uma língua difícil de aprender e temos que sofrer com a existência de dialetos e expressões entre regiões, e até mesmo entre cidades de uma mesma região. É verdade, que mesmo no Brasil, ou até mesmo em Portugal, há diferenças de pronúncia, de palavras diferentes para o mesmo objeto, mas nada se compara com o que acontece na região flamenga da Bélgica, e muito também acontece na Alemanha, segundo o escritor. Porque temos um idioma que é a língua de imprensa, e de quem se dirige ao público e na rua há outro idioma. Oh não!!!

Depois ele cita que não entende como o alemão consegue ser tão organizado. Mais gargalhadas dei. Uma vez vi uma reportagem, nos anos 80, com um amigo alemão de Nelson Piquet, ex-piloto de F1, e esse tal amigo dizia que entre outras coisas o que mais gostava no Brasil era poder sentir por alguns momentos a desorganização. O que só comprova as observações do João Ubaldo.

Quatro pequenos choques deste brasileiro na Alemanha: alemães nus, a bandeijinha, tráfego e olhar. Até agora só passei por dois destes choques, mas não chega a ser exatamente um “choque”, diria que foi mais uma observação. No choque “tráfego”, a situação que ele descreve, passada na Alemanha, aqui na região flamenga é idêntica quanto à pista de bicicletas. E o choque “olhar” também, as pessoas respeitam mais a privacidade e as escolhas dos outros.

No livro, o escritor também fala um pouco de sua infância no Nordeste do Brasil. Quase uma história que revela como tornou-se um escritor. No fim do livro apresenta um apêndice de palavras que podem ser úteis na Alemanha ao se visitar ou viver.

Ele, como eu, e penso que todo emigrante passa a ter uma nova visão e compreensão do país que se escolheu para viver, independente dos motivos que o levaram, e que só é possível com a vivência, com as experiências positivas e menos positivas.

Tot ziens !;)

 

Praticar o holandês (Parte II) -Babbelonië

Desejo continuar  a vos trazer algumas iniciativas existente dentro da sociedade flamenga, no caso particular, na “Oost-Vlaanderen” (Flandres Oriental), que busca integrar o estrangeiro que para a Flandres vem viver, ajudando-o a praticar o idioma.

No post anterior vimos uma iniciativa existente na cidade de Sint-Niklaas, também localizada na Oost-Vlaanderen.

Hoje, vos trago um site que descobri: www.nederlandsoefenen.be/oost-vlaanderen

Neste site é possível conhecer o projeto BABBELONIË.

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Visite-o sem pensar duas vezes, pois com certeza descobrirá onde treinar o holandês em um grupo de conversação, em um grupo sobre temas específicos e outras sugestões. A participação é gratuita, e muito agradável.

O projeto atua em várias cidades da região, mas informações mais atuais e detalhadas encontram-se no site: www.babbelonie.be

Tenho participado no grupo Babbelonië, em Temse. São poucas horas por semana, mas que ajudam a praticar e melhor entender o idioma e os seus dialetos. Em nosso grupo temos imigrantes de vários continentes, várias histórias de vida, sempre apoiados por simpáticos cidadãos belgas que disponibilizam algumas horas de suas vidas para nos ajudar, guiados pela competente sra. Dianne Nuyts.

E, assim juntos, falamos o holandês da Flandres.

Pratica aqui o holandês

Aprender a língua nativa quando se emigra é um dos obstáculos a se vencer para bem viver.

Claro, que é possível sobreviver com o conhecimento em inglês, e um pouco em francês, na Flandres. No entanto, aprender o idioma nativo exige prática, e é decisivo para comunicação entre pessoas, em suas diversas formas.

Sendo assim, na cidade flamenga de Sint-Niklaas há um projecto promovido pelo conselho desta cidade, que se chama “Oefen hier je Nederlands” ( Pratica aqui o Holandês).

Este é um projecto de língua cujo objetivo é incentivar os cidadãos estrangeiros a conversarem com os nativos em holandês, e não mudarem rapidamente para outro idioma. Uma aprendizagem ao ar livre dentro de um contexto quotidiano. Não tenha vergonha de cometer erros, tente falar!

A ideia traduz-se em um logotipo que pode ser encontrado nos balcões de algumas lojas comerciais, na câmara da cidade, biblioteca, médicos, escolas, farmacêuticos.

Os comerciantes locais são incentivados a participarem através de inscrição por e-mail ou telefone. Em seguida, os participantes recebem 10 dicas para se  comunicarem mais facilmente com os clientes ou pacientes estrangeiros e, se desejar, ainda obter apoio logístico mais específico.

Logotipo
Logotipo

Particularmente, acho a ideia fantástica pela sua originalidade, simpatia e simplicidade, pois busca promover a integração de pessoas estrangeiras, afinal segundo as últimas informações estatísticas apontam para que 20% da população da cidade e 43% das crianças (0-5 anos) é de origem estrangeira. Sem falar que dá uma imagem positiva à cidade.