O Santo e a Porca, o livro

Se você deseja uma leitura leve, rápida e com o complemento de boas gargalhadas, então indico esta peça do brasileiríssimo Ariano Suassuna, O Santo e a Porca (1957).

Algumas páginas iniciais do livro são tomadas pela história de vida do escritor nascido na Paraíba. Só então começa a peça de três atos que foi montada em 1958, no Rio de Janeiro, e contava com nomes que na minha infância eram verdadeiros “monstros” da cultura brasileira: Ziembinski, Cacilda Becker, Cleide Yaconis, entre outros. Eles vestiram a “pele” dos personagens Euricão, Eudoro, Caroba, Pinhão, Dodó, Margarida e Benona, e cujo tema central da peça é a avareza.

“Ai a crise, ai a carestia! Santo Antônio, Santo Antônio!”

Ariano Suassuna deixava claro que O Santo e a Porca é uma imitação nordestina da peça Aulularia (Comédia de Panela) do dramaturgo romano Tito Plauto, que por sua vez inspirou Shakespeare e Molière.

Diante de um ano que foi tão difícil para a humanidade, a leitura do humor regionalista de Suassuna é um doce, que no final mostra-nos uma lição de vida para encarar uma realidade consumista que nos cega para os verdadeiros tesouros da vida.

Até ao próximo post!

Baú Aberto 8

Sabor de Nordeste…

Se há algo que não pode faltar na vida alimentar de um nordestino é o queijo coalho.
Em Portugal não era difícil encontrá-lo, mas aqui na Bélgica flamenga, a tarefa não é fácil. Só encontrei num mercado luso brasileiro, em Bruxelas, que vende o queijo coalho em pequenas quantidades.

Então, como diz o provérbio popular “quem não tem cão, caça com gato”. Assim, na falta do autêntico queijo coalho do Nordeste do Brasil, vamos com o queijo Halloumi que é produzido no Chipre, e está sempre na prateleira do supermercado que frequento, bem pertinho de casa. Idêntico sabor, textura, apropriado para grelhar e ainda há a versão com ervas ou sem ervas.

Já não preciso mais cantar como o nordestino Fagner …”Quando penso em você / Fecho os olhos de saudade..

Vamos conhecê-lo?

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Tot ziens! 😉