Clarice Lispector XXII

A essência de quatro crônicas escritas por Clarice Lispector sobre ela mesma.

images (1)– A experiência maior
– O uso do intelecto
– Refúgio
– O sonho

 

A experiência maior

Clarice Lispector: “Eu antes tinha querido ser os outros para conhecer o que não era eu. Entendi então que eu já tinha sido os outros e isso era fácil. Minha experiência maior seria ser o âmago dos outros: e o âmago dos outros era eu.”


O uso do intelecto

Super atual: O maior esforço de Clarice Lispector foi ser obrigada a ser inteligente. Usar a inteligência para entender a não inteligência. 


Refúgio

Clarice cultivava em si uma imagem: a visão de uma floresta. Uma clareira verde, árvores, borboletas, um leão sentado, e ela também sentada no chão bordando.

A sua visão precisa via os anos passarem, as asas enfeitadas das borboletas e o leão com manchas, e por essas via-se como o animal seria sem as suas manchas. A sua clareira verde tem minérios que são as cores. E a própria Clarice tem manchas azuis e verdes para mostrarem que ela não é azul nem verde. Fora dessa cena ela está perdida.


O sonho

Uma vez Clarice anotou um sonho que teve, mesmo sem entender de sonhos, pois este parecia querer dizer algo. Na verdade foi um pesadelo com uma porta que não sabia o que simbolizava, mas sabia que a “primeira porta de alguém” é algo aterrorizante.
Até ao próximo post! 😉

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