Monsaraz, uma bela vila portuguesa

Monsaraz, uma das mais belas vilas de Portugal, aliás até o seu nome é de uma bela sonoridade, “Monsaraz”.

De lá é possível avistar terras espanholas e uma parte da paisagem do Alentejo. Uma região de vinho e azeite de qualidade. Uma vila que é um museu a céu aberto. Suas casas caiadas em branco é outro charme, suas ruas e vielas são de pura paixão. Estrategicamente situada foi palco de batalhas entre o primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques contra espanhóis e mouros. Hoje suas ruas abrigam a calmaria interrompida apenas pelos passos dos turistas. Linda, Monsaraz!

Antes de chegar lá, foi momento de conhecer o Cromeleque do Xerez. São menires dispostos em círculo com cerca de 5000 anos antes da nova era, estando associados ao culto dos astros e da natureza, sendo considerado um local de rituais religiosos e de encontro tribal.

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cromeleque do xerez
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ao fundo o convento da orada
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talvez um menir de sacrificio
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uma das entradas para a vila de Monsaraz
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já dentro das muralhas que cerca a vila
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pelourinho
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uma rua central
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rua em Monsaraz
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à direita prédio da Universidade de Évora
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comércio de artesanato local
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rua de Monsaraz
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Monsaraz é inspiração
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museu judaico
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vista da paisagem do Alentejo
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ruínas do castelo transformada em praça de touros
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vista de Monsaraz
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ao fundo, terras espanholas
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ruína do antigo castelo

E agora, o vídeo que fiz…

Até ao próximo post! 😉

Évora, ama-se ou odeia-se

Corre pelas ruas da literatura que Vergílio Ferreira foi quem melhor compreendeu e escreveu sobre o modo de ser e estar eborense.

Vivi 12 anos em Évora, e não compreendi. Uma das primeiras frases que ouvi sobre a cidade foi: Évora, ama-se ou odeia-se. Depois do susto de ouvi-la. Exercitei o amar e o odiar. Não consegui nem uma coisa nem outra. Retorno, após 5 anos, a este cantinho do Alentejo, de Portugal. Lá lembrei de Florbela Espanca, poetisa alentejana, que viveu pouco tempo, mas intensamente. Arrepiei-me… Évora!

Évora! Ruas ermas sob os céus
Cor de violetas roxas… Ruas frades
Pedindo em triste penitência a Deus
Que nos perdoe as míseras vaidades!

Tenho corrido em vão tantas cidades!
E só aqui recordo os beijos teus,
E só aqui eu sinto que são meus
Os sonhos que sonhei noutras idades!

Évora!… O teu olhar… o teu perfil…
Tua boca sinuosa, um mês de Abril
Que o coração no peito me alvoroça!

…Em cada viela o vulto dum fantasma…
E a minha alma soturna escuta e pasma…
E sente-se passar menina e moça…

Florbela Espanca

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Um dos prédios da Universidade de Évora
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Amanhecer em Évora
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Igreja de São João Evangelista também conhecida como Igreja dos Lóios
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Museu de Évora
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Templo Romano de Évora
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Biblioteca Pública de Évora
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Pousada dos Lóios
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Vista da cidade sob um dos parques da cidade
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Pátio interior da Pousada dos Lóios
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Corredor da Pousada dos Lóios
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Antiga cela do Convento dos Lóios, hoje quarto de  hóspedes. Todo recuperado após o terremoto de 1755.

Évora é uma cidade com muitas atrações históricas e culturais. Estas imagens foi uma pequena pincelada diante da pintura que é a cidade.

Até ao próximo post! 😉

Cemitério militar português, para não esquecer

O cemitério militar português da Primeira Guerra Mundial “é um lugar único em França.” Situado em Neuve-Chapelle, próximo ao cemitério indiano que está sob os cuidados da Commonwealth War Graves Commission (CWGC).

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“O terreno foi adquirido em Agosto de 1924. De 1924 a 1938, a comissão das sepulturas de guerra reúne 1831 corpos provenientes de França, Bélgica e Alemanha.”

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“Em 1935, o muro, a porta monumental e os túmulos são construídos com materiais importados de Portugal.”

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“O cemitério é protegido como Monumento Histórico desde 2017.”

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“A capela de Nossa Senhora de Fátima foi construída em 1976, em frente ao cemitério, em homenagem aos soldados que sofreram com a ofensiva alemã de Abril de 1918.”

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Estava muito vento, mas foi possível fazer um curto filme.

 

Até ao próximo post!

P.S.: Em aspas são transcrições de partes de vários textos que se encontram ao longo do muro do cemitério.

 

Eurovisão 2019

Debaixo de muita polêmica e possibilidade de boicote por alguns países participantes acontecerá o Festival Eurovisão da Canção de 2019 e que será a 64.ª edição anual do evento. O Festival será realizado de 14 a 18 de maio e pela terceira vez em Israel depois de Netta Barzilai ter ganho a edição anterior em Lisboa com a canção Toy. A cidade de Tel Aviv será a sede do evento pela primeira vez.

Eliot Vassamillet será o representante belga com a música Wake Up. A música ainda não caiu no gosto do público belga. Sinceramente, acho que a Bélgica não terá bom desempenho este ano, aliás foi o que aconteceu no ano passado.

Quem deve surpreender com sua música e apresentação é o representante de Portugal, Conan Osíris, com o tema Telemóveis.

Vamos vê-los a seguir e dê a sua opinião nos comentários.

Até ao próximo post ! 😉

Um dia em Lisboa

Poucos dias depois da viagem à Londres, em janeiro, precisamos fazer uma viagem “bate ponto” de um dia à Lisboa, e ficamos com toda a tarde livre. Estava um lindo dia e Lisboa continua linda.

Encontramos uma Lisboa tranquila, limpa e com mais cores. Sua arquitetura que nos é familiar, suas ruas e rotundas de história. Encontrei uma novidade para mim: o centro turístico está invadido de tuk tuk. 😊

Foi uma viagem que me fez alguma confusão, e eu contei aqui no Baú Aberto 4. Ouvir uma língua tão facilmente entrar pelos ouvidos em todo o lado, a todo momento, foi uma sensação estranha.

Pouco tempo, mas o suficiente para matar saudade de um dos meus pratos preferidos: Alheira à Mirandela. Para ver e saborear a riqueza da pastelaria tradicional portuguesa, um orgulho de seu povo. Deu tempo até de ter uma conversinha com o Fernando Pessoa em frente ao Café A Brasileira e de piscar para a Ginjinha. Ainda aqueci o estômago, o coração e as mãos com as castanhas portuguesas e comprei um novo chapéu de cozinha bordado com o meu nome.

Lisboa é isso: um toque familiar.

Vem comigo vê-la em imagens…

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Avenida da Liberdade
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Rotunda Marquês de Pombal, cenário de comemorações

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Fernando Pessoa

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Castelo de São Jorge no alto

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Ainda haviam castanhas portuguesas quentinhas, obaaaaa!
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Elevador de Santa Justa
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Meu chapéu bordado

Tot ziens! 😉

Comer em Londres – Parte V

No dia 31 de dezembro fomos ao London Eye, e já contei como foi aqui no blog.  E, logo mais à noite tivemos que voltar para ver o London Eye, desta vez do outro lado da margem do Tamisa, em grande festa da virada de ano.

Então, pensamos em voltar para onde ficamos hospedados e jantar num restaurante brasileiro próximo, mas depois lembramos que era dia 31 e podia não estar aberto para o jantar. Eis que surgiu a culinária portuguesa à nossa frente, através do Nando’s Restaurant.  Foi assim que decidimos entrar sob o encanto no galo de Barcelos à entrada do restaurante. Pelo cardápio afixado na parte exterior notava-se que não íamos encontrar a culinária tradicional portuguesa, mas sim algo que lembraria, enfim um restaurante de influência portuguesa.

O Nando’s surgiu na África do Sul, e foi isso que sentimos no interior do restaurante com uma decoração luso-africana, e a música ambiente também variava pelo mundo lusófono. Enfim, de alguma forma nos sentimos em casa. E, isso era o mais importante. Enquanto escolhíamos os pratos, começou a cair uma forte chuva. Foi só neste momento que vimos chuva em Londres e no dia da nossa partida. Tivemos muita sorte! 😊

O funcionário vem nos explicar como funcionam os pedidos. Primeiro, temos que decidir quanto ao molho, o peri-ometer, são 5 tipos que vão do suave ao extra picante. Fazemos a escolha do prato e podemos escolher 2 acompanhamentos. Quanto às bebidas optamos pela escolha livre da quantidade de refrigerantes. Todos nós estávamos com muita saudade do tempero português para o frango, e estava mesmo com sabor de Portugal.

Recentemente, li uma notícia negativa sobre o Nando’s, que dizia que usavam batata frita congelada. Um dos meus filhos escolheu como acompanhamento batata frita, mas não se queixou 🙂 , e como hoje em dia estamos cercados de fake news… O Nando’s é hoje uma cadeia que está presente em vários países. O site do restaurante é bastante alegre com muitas fotos com cores de África e também vídeos ( https://www.nandos.com/ ). Enfim, não é o que se pode dizer de um restaurante tradicional português, mas estava tudo saboroso. Aliás, não temos do que nos queixar dos sabores que encontramos em Londres.

Vamos ver as fotos? Vem comigo…

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Tot ziens! 😉

Baú Aberto 4

Ontem, fui por um dia à Lisboa.

Lisboa é uma cidade que penso que todo brasileiro, se for possível, deve ir conhecer Eu conheci-a há 19 anos atrás. Foi um momento de muita reflexão, mas é sempre assim quando lá vou. Há muito de nosso passado para compreender o presente. Afinal, o Brasil é “Portugal às soltas”. Mais essa conversa deixarei para um post que farei sobre Lisboa.

O que venho colocar no Baú hoje é sobre uma sensação que vivi assim que entrei no avião com destino à Lisboa, e foi crescendo durante todo o dia. Eu quis fugir! Rsrsrs Esse pânico ou fobia deve ter um nome, desconheço. Sei que minha alma gémea que estava comigo nessa viagem, também sentiu o mesmo.

Já são 3 anos e 5 meses que o meu cérebro se esforça por aprender o holandês. O holandês não é uma língua fácil, e ainda mais é um pouco feia de se ouvir. Quando entrei no avião estranhei me cumprimentarem em português. Eu respondia atabalhoada. Depois foram todas as instruções de avião, que entravam nos meus ouvidos como o ar pelo nariz. Caminhando para pegar o metro no aeroporto de Lisboa era estranho ver todas as indicações em português. O cérebro começa a ficar preguiçoso. Alguém toca-me sem querer e diz: Desculpe-me! Eu, automaticamente, ao mesmo tempo, digo: Sorry!

Acorda, Silvana! (diz o meu cérebro) E, rindo ainda diz: Ben je aan het slapen?  (Tu ainda estás dormindo?). Aquele incómodo foi crescendo ao longo do dia. Todos os sons entravam no meu ouvido, o que eu queria, e pior, o que eu não queria ouvir. Português em vários sotaques. Afinal, o império português foi grandioso. Quando eu ia pagar algo que comprei e consumi, outro choque! Nunca foi tão fácil saber quanto pagar, e ao mesmo tempo estranho. É que no holandês os números são falados primeiro a unidade e depois a dezena. Exemplo, 25€, em holandês diz-se: cinco e vinte euros. Complicado, não é? Rsrs Está sentindo a facilidade em eu ouvir um estranho dizer: Senhora, são vinte e cinco euros. O cérebro vai ficando preguiçoso, e eu quero ir para casa. Já dentro do avião ouço a primeira palavra em holandês. Alstublieft! Ufa, o cérebro começa a trabalhar, que alívio.

Deixo-vos com a combinação linda e suave do português de Portugal com o português do Brasil.

 

Tot ziens! 🙂