Um Simples Passeio – Schelde

Tenho pensado sobre o significado de “viajar” desde que comecei a ler o livro A Arte de Viajar, de Alain de Botton. A partir de então, cheguei à conclusão que “viajar” pode ter a sua definição que encontramos em qualquer dicionário, mas o seu significado pode ir muito mais além.

Podemos viajar não só entre países, ou entre cidades de um mesmo país, mas até mesmo dentro da sua cidade, ou ainda num curto passeio. Porque “viajar” passa por adquirir experiências, por vivenciar algo novo, por se encantar com a natureza à nossa volta e mesmo com as pessoas. Um simples passeio pode nos trazer “uma coleção de pensamentos pequenos, despretensiosos, mas enriquecedores da vida“, como li no livro.

E, assim foi, seguimos para um passeio a 40min de casa, mas em outro país, no entanto continuamos a percorrer uma distância flamenga. Chegamos à vizinha Holanda.

A cidade escolhida foi Terneuzen, na província holandesa de Zeeland, mais precisamente na foz do importante rio Schelde. Ele que nasce em terras francesas (Norte), entra pela Bélgica adentro, e quando está próximo da Antuérpia vai em direção à Holanda, desaguando no Mar do Norte.

Naquele fim de rota do Schelde há um longo e aprazível passeio apreciado por todos que desejam passar um bom momento perto do mar com a companhia de patos, corvos e outras aves; e observar a movimentação dos navios comerciais, e alguns poucos corajosos barquinhos a deslizarem; ou ainda estar numa esplanada de restaurante a levar com a suave brisa marítima.

Apresento-vos a Foz do Schelde!

Tot ziens! 🙂