Clarice Lispector XXVII

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Saudade

Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida.”

 


Conversa telefônica

Uma amiga de Clarice transcreveu uma conversa telefônica que tiveram. A escritora leu a transcrição, achou-a estranha, mas se reconheceu.

 

Humildade e Técnica

Clarice não tinha problemas de expressão, mas de concepção.
Humildade é técnica que vem da plena consciência de ser realmente incapaz.
Orgulho não é pecado, é um erro grave, é coisa infantil como a gulodice. E todo erro grave atrasa a vida, faz perder tempo.

 

Se eu fosse eu

Clarice Lispector propõe a experiência: se você fosse você, como seria e o que faria ?
Ela achava que se fosse mesmo ela, nem os amigos a cumprimentariam na rua, porque até a fisionomia mudaria. Metade do que mudaria nem podia contar, poderia terminar presa. E daria tudo o que tinha, confiando o futuro ao futuro.

 

Até ao próximo post! 😉

 

Étienne Daho

etienne.jpegFaz tempo que não escrevo nesta caixa “artistas” do blog. Em princípio, a intenção era trazer artistas nascidos aqui na Bélgica, no entanto vou fugir a esta regra inicial e trazer uma música do francês, nascido na Argélia, Étienne Daho, cantada em francês, que é uma das línguas oficiais no país.

Fim de ano é um período que traz “saudade”. Daí, lembrei da música “Saudade” (1991) do Étienne Daho, que vem com uma interpretação musical a qual eu costumo dizer que é uma viagem de sensualidade.

Saudade, uma palavra linda em qualquer pronúncia. 

Bom fim de semana com SAUDADE e até ao próximo post! 😉

Arsenal em Bruxelas

Semana passada estive no show do Arsenal na casa de espetáculo Ancienne Belgique, no centro de Bruxelas. Uma noite de chuva fina, frio e com centenas de pessoas da Catalunã (Espanha) a protestar em Bruxelas, formaram uma combinação perfeita para quilómetros de congestionamento. Já estávamos quase a perder as esperanças, mas chegamos mesmo a tempo de beber uma Duvel e entrar para o espetáculo final de uma banda africana. Ufa!

Ainda tivemos sorte e ficamos bem a frente junto a uma caixa de som com quase 3m de altura. Quando a banda belga Arsenal entrou, com um atraso de cerca de 20 min, logo o ambiente tornou-se lotado e com muita vibração para ouvir o novo ‘single’ Amplify.

E, finalmente, conheci a banda que apresentei em um post do passado aqui no blog. Eram 10 pessoas no palco, que junto com a produção de imagens e luzes encheram pela positiva o palco.

Acho que ainda movida pela Duvel, julguei que uma das cantoras do Arsenal, a Leonie Gysel, fosse brasileira, então chamei-a fazendo sinal para vir para o lado do palco que eu estava, ela veio pouco tempo depois e gritei: Brasil! Brasil! Bem, gente, será que só brasileiro para fazer estas cenas ? (muitos risos) O que importa é que ela fez ar de surpreendida e acenou positivamente, e o povo ao meu redor também achou piada; e até uma pessoa veio falar comigo no fim do show e disse… Uau do Brasil! (em holandês). E, o Miau saiu de mansinho. Rsrsrsrsrs

Os produtores Hendrik Willemyns e John Roan do Arsenal lançam uma fórmula de electrónica e pop que produz uma lista de muitos sucessos, que não é possível apresenta-los todos numa noite de show, mas foi possível ouvir ‘Mr. Doorman ‘,’ Lotuk ‘,’ Estupendo ‘,’ Saudade Pt.2’ e outras músicas mais recentes como ‘Melvin ‘e’ Black Mountain (Beautiful Love) ‘.

Eles que já experimentaram com o som brasileiro, abriram o concerto com Amplify que inaugura o “Le nouveau Arsenal” que é fruto da viagem à Nigéria.

Vamos ver como foi esta noite do Arsenal em fotos e vídeos? Então, você vem comigo…

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Tot ziens! 🙂

Arsenal

A Bélgica e o Brasil estão atualmente nos noticiários por razões negativas que todos já devem ter conhecimento, então quero trazer, neste momento, uma razão positiva para se pensar na Bélgica e no Brasil, ambos a passarem por momentos delicados.

Apresento-vos ARSENAL!
imagesEssa dupla de produtores belgas, Hendrik Willemyns e John Roan trabalham com músicos de várias nacionalidades, e assim produzem um som com mistura de diferentes estilos musicais. Através da música compõem um autêntico retrato da realidade intercultural que vive a Bélgica, na atualidade.

Em 1999 produziram seu primeiro trabalho denominado “Oyebo Soul”, uma simbiose afro-brasileira com vibrações de hip-hop e rock.

Conheci este grupo a pouco tempo e gostei muito do resultado musical que apresentam. Uma música brasileira com sofisticadas batidas e cantada em português, soa sempre bem. Espero que gostem e que a divulguem.

Aqui estão 4 vídeos que mostram a alma deste grupo. E que são os meus preferidos também.

O primeiro vídeo é da música “Saudade”, um trabalho em conjunto com o cantor brasileiro Mario Vitalino dos Santos. Um vídeo autenticamente brasileiro. Tentem descobrir em que Estado brasileiro foi gravado.
O segundo vídeo “Mr. Doorman” foi um tiro ao alvo no sucesso, e logo no seu primeiro ano de formação.
O terceiro vídeo é “Longee”, cantado por Leonie Gysel, e apreciem a sua singela letra.
O quarto vídeo é “Submissão”, em que só poderá ouvir o som e a bela letra.

Vamos, então, a um Brasil e Bélgica com show de sonoridade!

Arsenal – “Saudade

Arsenal – “Mr. Doorman”


Arsenal – “Longee”


Arsenal – “Submissão”


Tot ziens! 😉