Clarice Lispector XXXIV

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Resumos de três crônicas escritas por Clarice Lispector para o Jornal do Brasil.  As crônicas compõem o livro “Aprendendo a Viver”, de Clarice Lispector.

 


Horas para gastar

Clarice Lispector surpreendia-se com o número de horas que se tem para gastar.  “A vida é mais longa do que a fazemos. Cada instante conta.” Já descontadas as horas de sono, de fins de semana,  férias,  feriados, tempo gasto em condução para o trabalho, ela chegou ao número de mil novecentos e trintas horas por ano.

Prazer no trabalho 

“Não gosto das pessoas que se gabam de trabalhar penosamente. Se o seu trabalho fosse assim tão penoso mais valia que fizessem outra coisa. A satisfação que o nosso trabalho nos proporciona é sinal de que soubemos escolhê-lo.”

Um instante fugaz 

Esse instante na vida da escritora foi um encontro sem palavras, apenas um sorriso entre ela e um hippie. Enquanto  ela caminhava por uma rua movimentada, em direção oposta a sua, percebeu um olhar, não pararam. Um encontro muito profundo, como disse. Riram da tolice do mundo. A escritora  nunca mais esqueceu-o, e passou a imaginá-lo com o nome John, um irmão, que tinha a capacidade de êxtase como ela. Deixou-a plena e útil.

Até ao próximo post!