Caminhos do pão e da fé, em Soajo (Portugal)

Mais um hiking em terras portuguesas. Desta vez, a vila de Soajo (Nov/2020) foi escolhida para seguir o percurso longo do conhecido caminhos do pão e da fé (Wikiloc). Há um caminho curto e outro longo. A caminhada  não foi difícil, seguindo calçadas razoavelmente conservadas, caminhos em terra e um curto trecho em estrada estreita.

brandas pastorícias

A natureza à volta convidava a seguir cada vez mais, tendo a companhia das vacas cachenas e ovelhas a pastarem.

Um percurso com séculos de história, passagem de vidas peregrinas movidas pela fé, sinais do cultivo do milho, da moagem do grão para o fabrico do pão, que foi um elemento de sobrevivência de gerações naquelas terras ao redor, a criação do gado com as brandas pastorícias.

antigo moinho

As levadas (canais de irrigação) estão sempre presentes nos percursos curto e longo dos caminhos do pão e da fé. Eram usadas para o regadio dos campos de cultivo, e para movimento dos moinhos que transformavam o grão na farinha.

levada (canal de irrigação)

Um percurso agradável de ser feito e que me fez relembrar uma das minhas primeiras memórias vividas em Portugal, conhecer e plantar um diospireiro (caqui). Também foi inesquecível o meu encontro frente a frente com uma vaca cachena, espécie típica de Portugal e Galiza (Espanha).

Um pouco desses momentos estão no vídeo (56 seg) que fiz. Vem comigo!

Até ao próximo post!
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Subir a Serra Amarela em Gêres (Portugal)

Parecia que o hiking seria fácil, apenas 10,9 km e o máximo de 946 m de elevação.  O dia estava lindo. O percurso foi escolhido utilizando a app Wikiloc: Serra Amarela – Ermida + Bilhares + Martinguine + Viduak.

A cada curva a natureza revelava todo o seu encanto, e a trilha sonora era o som de pequenas cachoeiras.

Até que se chegou à Branda de Bilhares. O que parecia ter sido uma pequena aldeia que vivia do pastoreio e cultivo, sobretudo no Verão.

Pelo caminho ainda avistamos várias cachoeiras. A água era bastante fresca. E a subida seguiu em bom ritmo.

Até que alcançamos o topo da trilha escolhida. Por algum tempo exploramos os pequenos detalhes da natureza. Não podíamos passar muito tempo. O pôr do Sol era por trás de uma colina e começava a arrefecer. Tínhamos que ser rápidos. 

Em princípio uma descida era para ser fácil, mas na prática não foi isso que aconteceu. O caminho revelou uma vegetação não indicada no aplicativo. Muitos degraus em pedra que à medida que se aproximava do riacho tornavam-se escorregadios. Erramos o caminho, sofremos com a vegetação cerrada do caminho errado. Já pensávamos em passar a noite por ali, molhados até ao joelho devido a travessia do riacho que não era necessária. Não seria prudente. Seguimos. Logo veio a noite, os celulares se aproximavam do fim da bateria.

O meu silêncio na volta foi notado pelo meu filho mais velho que passou a caminhar colado a mim. A sua sensibilidade tinha razão. Era um mal sinal que eu emitia sobre o meu limite mental. A condição física estava boa, mas a mental sofria. 

antes da descer a Serra Amarela

Reencontrar Bilhares foi um alívio.  Faltava “pouco”. O céu à noite era lindo. Na Bélgica não vejo a beleza de tantas estrelas e constelações.

Cada momento era precioso, e assim, na descida não houve fotos. Apenas um vídeo caseiro às escuras. Já no caminho correto e sem obstáculos, essa foto foi o único registro. Uma respeitosa salamandra que atravessava o caminho.

E o vídeo que fiz da subida…

Até ao próximo post!

Um dia especial: Langarica Canyon

Observamos que chegava o momento de definir o dia do planejado “hiking” próximo a Gjirokaster. Definido o dia, então nada de esforço físico no dia anterior, organizar o equipamento, comprar água e, sobretudo, acordar cedo.

Acordamos cedo e seguimos a mesma rota para Gjirokastër, desviando para ir de encontro ao Langarica Canyon, no Fir of Hotova National Park, em Përmet.

Deixamos o carro no amplo estacionamento. Começamos a decidir quem seria o primeiro a levar a mochila com os mantimentos: garrafas de água, barras proteicas, caixa de primeiros socorros, protetores solar, repelente,… Fiquem a saber: eu não consegui cumprir o meu tempo de carregar a mochila, e acabei por beber um pouco da água de todos. :))

Antes de iniciar o “hiking” foi possível dar uma vista de olhos rápidos em toda a beleza à volta. Não podíamos perder tempo. Era preciso iniciar a caminhada. Utilizamos o aplicativo que já falei aqui no blog, Wikiloc.

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Começando a trilha

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ponte Otomana

Para mim, foi super cansativo, mas rendeu lindas fotos e experiências. Eu não consigo, em palavras, descrever o quanto foi desafiador para mim. Foi, sem dúvida, uma grande luta física e mental. Mais uma superação na vida. Sim, eu consegui! É verdade que não completamos todo o percurso, não por desistência, mas a trilha não estava atualizada, e entre a data de publicação do percurso e agosto de 2019 houve sem dúvida um desastre natural que fez deslizar um enorme trecho, sendo no presente só possível de enfrentar com equipamento e técnica de alpinismo. Resolvemos retornar pelo mesmo caminho, e cumprir o restante através de outra trilha, seguindo o rio, em outro momento que a vida permitir. Ficamos satisfeitos por chegar ao ponto mais alto e admirar o Langarica Canyon por cima.

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Parte da trilha para ver o Langarica Canyon

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Subindo cada vez mais, a vista do parque nacional

Quando retornei ao ponto onde toda essa história começou, eu perdi um pouco a noção que estava acompanhada, ou que haviam outras pessoas estranhas por perto, tamanho era o desespero por baixar a temperatura do corpo. Tirei toda a roupa da caminhada. Não fiquei nua! :)) E, simplesmente, deitei-me na pouca água existente no rio naquela época do ano. O rio cheirava imenso a enxofre e fósforo. Não fazia mal nenhum. Peixinhos beliscavam os meus pés. Não fazia mal também!

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Ura I Kadiut

Fiquei sozinha ali, enquanto minha família foi levar o material até ao carro e trazer mais água para beber. Depois de um pouco recuperada foi a vez de desfrutar da beleza do rio, de se banhar na fonte termal que estava bem frequentada. Eu estava mesmo a precisar de ser absorvida pela fonte.

O corpo descansava na fonte e os olhos admiravam a beleza da ponte Otomana (Ura I Kadiut).

Venham comigo ver o vídeo que o cansaço permitiu produzir. Foi um dia inesquecível!

Até ao próximo post! 😉

Caminhar no bosque

Fizemos o nosso segundo percurso usando o aplicativo Wikiloc. Optamos, mais uma vez, por uma terrinha próxima da cidade que vivemos. O primeiro percurso foi em Waasmunster. Este segundo foi em Stekene.

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Stropersbos

O percurso foi de 10 km. Começamos às 11:40hs e terminamos às 15hs. Paramos várias vezes para descansar, tirar fotos e filmar. O aplicativo desconta esses momentos que paramos, e dá-nos o tempo real de caminhada.

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Escolhemos uma grande área verde chamada Stropersbos, em Stekene. Um percurso com muita sombra para um dia que chegou aos 29°C. Passamos por pequenas pontes, vimos um veado jovem, passamos por um milharal e por uma simpática capela chamada Trompkapel.

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Vamos ver algumas cenas em vídeo…

 

Até ao próximo post! 😉

1ª Preparação para o Grande Desafio

Estamos nos preparando para o grande desafio a pé Kungsleden, a trilha do rei na Suécia. Com cerca de 440 km, entre Abisko (Norte da Suécia) e Hemavan, na maior reserva protegida da Europa. Calma! Não vamos fazê-la toda. :))

Panoramic_view_from_the_Sälka_hut_on_the_Kungsleden_trail
Desafio Kungsleden, Suécia

Para isso, pretendemos fazer uma série de treinamentos e optámos por utilizar a app Wikiloc, que é especial para descobrir e partilhar as melhores trilhas ao ar livre a pé, de bicicleta e muitas outras atividades. Há trilhas em todo o mundo!
Daí, escolhemos a primeira trilha que fizemos: Waasmunster-Sombeke. Esta trilha fica a cerca de 15 min de carro de Sint-Niklaas, onde moramos. Foram 13,58 Km, que iniciámos por volta das 10hs da manhã e terminámos em torno das 16hs. A trilha tem 30 m de ganho de elevação com nível de dificuldade fácil.
Foi um dia super agradável, num dia de bom tempo e algo que adoro fazer que é caminhar pela natureza. Podemos observar pequenos detalhes da natureza que nos escapa durante o dia a dia e conversar bastante. Apreciamos lindas borboletas, o canto de aves, flores, animais, frutos silvestres, diversos tipos de plantio e a calma de um riacho.
Passamos pelo castelo Blauwendael com seu jardim de entrada livre. Seguimos pela igreja de Waasmunster e abadia de Roosenberglaan, entrando na trilha através de bosques e riachos até a estrada nacional E17. Atravessamos a aldeia passando por uma capela particular e por algumas tavernas locais onde servem as melhores cervejas da Bélgica. Passamos por um extenso milharal com um milho doce para minha surpresa.
app Wikiloc foi extremamente útil, pois permitia sabermos a nossa real localização, o nosso nível de velocidade, a distância restante, calorias perdidas, e principalmente dava um aviso sonoro se estivéssemos a seguir a rota errada.
O 1º desafio para realizarmos o grande desafio foi concluído com sucesso.
Vem comigo ver como foi este dia! 🙂

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Tot ziens! 😉