Passar a noite no cólon ?

Eu já trouxe (aqui) a fama da Bélgica ser o país europeu das casas mais feias, ou no mínimo, de arquitetura estranha. Neste post trago mais um projeto polêmico de arquitetura, o hotel Casanus, que fica em Stekene (Bélgica), próximo da fronteira com a Holanda.

exterior do hotel, imagem retirada da Internet

Que tal dormir dentro de um ânus ? Isso mesmo! É essa a experiência  que o hotel Casanus promove pelo custo de 120€ por noite. O projeto do designer holandês Joep Van Lieshout é um modelo intestinal gigante que permite aos hóspedes passar uma noite aconchegante dentro de um enorme cólon.

Um dos quartos, imagem retirada da Internet

Seu interior é estreito com curvatura de ânus. Seu exterior é esculpido com veias salientes e um esfíncter enrugado gigante (não funcional) em uma extremidade, e pintado de vermelho visceral de órgãos expostos. Toda a estrutura está localizada próxima a um lago para combinar com a ideia.

Outra vista do hotel, imagem retirada da Internet
Vista do hotel e lago, imagem retirada da Internet

Até ao próximo post!

Gent à noite

Voltando a falar da Bélgica, já que O Miau do Leão é uma pequena voz na região flamenga deste país. Muitos já devem saber que o Outono não é fácil na Bélgica. Já são 3 semanas seguidas que chove ou está muito nublado. Por isso, quando a chuva faz uma trégua é preciso aproveitar. E assim foi uma noite agradável, que pedia para ser fotografada na cidade belga que considero a mais alegre, Gent.

uma das esculturas da cidade

Gent é uma cidade universitária. Por suas ruas passam muitos jovens estudantes que dão vida às ruas. O movimento de bicicletas e dos bondes completam o charme desta cidade medieval.

Korenmarkt

As fotos foram tiradas à volta do Korenmarkt (mercado do milho). O Korenmarkt atualmente é uma praça central em que nos séculos X e XI eram comercializados diversos grãos, em especial, o milho. A praça também teve o seu momento triste quando foi palco de execuções na fogueira. Hoje é a praça mais turística de Gent. Todo o seu contorno está repleto de cafés com esplanadas e restaurantes representantes de diversas culinárias. Próximo é possível sentar às margens do Rio Leie (Rio Lys).

Rio Leie

Até ao próximo post!

O país das casas feias

Gosto não se discute, mas a Bélgica leva uma fama do país europeu com as casas de arquitetura mais feia, ou se preferir, de gosto duvidoso. Essa fama é logo observada ao atravessar a fronteira quando se revela uma confusão de casas diferentes, portas e janelas diversas, revestimentos de duvidosa combinação, enfim um pouco de tudo.

fig 1 imagem Google: Ugly Belgian Houses

A situação gerou um livro sob o título “Ugly Belgian Houses”, que não foi bem recebido pelos arquitetos belgas. Alguns moradores ficaram irritados e contrataram advogados.  O seu criador já teve mesmo que suspender temporariamente a conta no Instagram.

fig 2 imagem Google: Ugly Belgian Houses

Hannes Coudenys, autor do projeto, livro e documentário, diz que costuma procurar pessoalmente de carro, mas também recebe dicas de pessoas. Quando as fotos que recebe são ruins, então ele vai até a casa para tirar uma foto melhor.

fig 3 imagem Google: Ugly Belgian Houses
fig 4 imagem Google: Ugly Belgian Houses
fig 5 imagem Google: Ugly Belgian Houses

Na rua que vivo há 4 candidatas ao livro, mas não vou correr o risco de publicá-las. 🙂 E vocês, o que acharam dessas casas ? Segue um vídeo que não é do autor do projeto com mais casas belgas.

Até ao próximo post!

Na trilha alegre, Bruxelas

Ainda no caminho da “Street Art”, e desta vez, na trilha do “vive e deixa viver”, é a vez das cores alegres nas proximidades da Rainbow House, na Rue du Marché au Charbon (Kolenmarkt) e Rue de la Chaufferette (Lollepotstraat), em Bruxelas.

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Esse mural causou muita polêmica devido aos esteriótipos

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Até ao próximo post!

Pela trilha da BD “Street Art”, Bruxelas

Seguir pelas ruas cômicas de Bruxelas é um bom tônico para suportar os frequentes dias cinzentos. O tempo resolveu fazer sua graça, e fez-se um lindo dia ensolarado. Na calçada encontro duas perguntas:

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Rue des Bogards

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Rue des Bogards

Na cidade onde há um museu da banda desenhada/história em quadrinhos (post 2015), no país onde as bibliotecas públicas possuem um espaço dedicado ao gênero, onde nasceu o mestre Hergé que criou o Tintim, onde Peyo (Culford) criou Os Smurfs/Os Estrumpfes, … tinha que trazer a magia dos quadrinhos para a rua.

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Itinerário: Rue de La Gouttière, Rue de La Chaufferette, Rue de Bon Secours, Rue de l’ Ecuyer. E há muito mais a ser descoberto!

E as lojas que cultuam esta arte…

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Boulevard Maurice Lemonnier

Ou ainda uma loja do Harry Potter…

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Até ao próximo post!

A menina Jeanneke Pis

Quem deseja um dia conhecer Bruxelas incluirá em seu plano uma visita ao Manneken Pis, não muito longe da Grand Place. 

A versão feminina da pequena estátua é menos conhecida e visitada, a Jeanneke Pis. Uma atração turística que não carrega uma lenda como o menino.

Só este ano surgiu a possibilidade de seguir pela rua sem saída, Beenhouwersstraat ou Rue des Bouchers, e encontrá-la encaixada numa parede, protegida por uma grade, e instalada numa altura aproximada de um metro. Fui com cautela, pois lembro que quando estive como turista na cidade, em 2010, fui com muita ansiedade para conhecer o Manneken Pis, e ao chegar próximo foi uma pequena decepção. Nunca imaginei que a estátua do garoto mais conhecido da Bélgica tivesse dimensões tão menores do que as fotos faziam imaginar.

E a foto que tirei transpassando a grade que a protegia, também dão a impressão errada de suas reais dimensões.

Está aqui a menina…

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Até ao próximo post!

Tyne Cot, para não esquecer

O cemitério Tyne Cot em Zonnebeke (Bélgica), próximo a Ieper (aqui), é o maior cemitério britânico e das ex-colônias inglesas no mundo, “Commonwealth War Graves Commission” (CWGC). Estão sepultados 12000 mil soldados da Primeira Guerra Mundial. Mais de 8300 soldados nunca foram identificados. Eles morreram em batalhas em torno da cidade de Ieper (Bélgica)  entre 1914 e 1918, mas a maioria deles perderam a vida na 3a. Batalha de Ieper ou Batalha de Passendale, em 1917. 

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No monumento que se encontra no cemitério Tyne Cot estão gravados os nomes de 35 mil soldados britânicos e neozelandêses que morreram, quase todos, entre agosto de 1917 e novembro de 1918, e que não se conhece onde ficaram sepultados no campo de batalha.

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Os túmulos pertences a soldados judeus possuem sobre a lápide algumas pedrinhas, uma tradição judaica.

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Dos 205 mil soldados do Reino Britânico na Primeira Guerra Mundial que foram recordados na Bélgica, aproximadamente metade não foi conhecido o local de sepultamento. Os corpos deles nunca foram achados ou identificados. Muitos deles têm escrito na campa “Known Unto God“.

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Em alguns túmlos estão sepultados mais de um corpo.

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6 corpos sepultados

Não podemos esquecê-los! Não podemos deixar que volte a acontecer!

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Papoilas (simbólicas) que surgiram sob o campo de batalha

Até ao próximo post!

A flamenga Veurne, na Bélgica

Após caminhar na promenade de Nieuwpoort, seguimos para Veurne que dista cerca de 7 km da costa belga.

Veurne é uma cidade com uma pequena praça central, mas uma das mais bonitas que já visitei na Bélgica. Nota-se fortemente os traços flamengos na arquitetura dos prédios que circundam a praça.

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Bem, a razão de seguir o passeio para Veurne foi que os meus filhos queriam patinar na pista de gelo, e esta era a cidade mais próxima com pista. Uma tradição que ocorre em muitas cidades da Bélgica durante as festas de fim de ano. Ainda não foi desta vez que tomei a coragem de enfrentar uma pista de gelo. :))

O que eu desconhecia sobre a cidade é que foi uma tropa do Canadá que libertou a cidade do domínio nazista em 8 de setembro de 1944. A cidade agradece esta decisiva ajuda com um monumento e a preservação de uma coroa a lembrar as papoilas no campo de batalha.

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Segue um curto filme com imagens da praça central de Veurne e áudio original.

Até ao próximo post! 😉

Na praia em Nieuwpoort

Pouco antes das festas de fim de ano fomos dar um passeio pela promenade de Nieuwpoort, cidade costeira da flandres ocidental, na Bélgica.

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Nieuwpoort está dividida em duas partes. Uma parte é a cidade antiga com sua marina e restaurantes, e a outra parte é a sua praia com seus prédios e passeio.

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Era dezembro, portanto frio e vento, que só permitiu uma curta caminhada e o desejo de retornar no verão. Mesmo assim, rendeu algumas fotos e o curtíssimo filme que fiz.

Vamos conhecer a orla de Nieuwpoort?

Até ao próximo post! 😉

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Momentos no campo de Alveringem, Bélgica

Estamos em 2020! 

A rotina não é algo desagradável para mim, mas fazer uma pausa é algo que o corpo e a mente pedem. A pausa foi em Alveringem, uma pequena aldeia no Oeste da Bélgica, próximo ao mar e não muito distante da fronteira com a França.

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Amanhecer em Alveringem

E esta pausa foi bem diferente da habitual, quase uma volta ao passado já muito distante, só possível de acreditar que vivi porque há registro em foto. Foi assim que relembrei o meu bezerro da infância, quando eu tinha apenas 3 anos de idade, em terras baianas. Voltei a ter algum contato com animais domésticos que fizeram parte da minha juventude, mas que devido a traumas mal resolvidos sofri décadas de total afastamento.

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Eu tive um bezerro aos 3 anos de idade

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Dois simpáticos vizinhos

O ambiente foi ideal para concluir a leitura de dois livros com muitas páginas, que foram a tempo para a minha lista de 2019. Em breve, falarei deles.

Num todo, as férias foram passadas na calma do campo com escapadelas para conhecer cidades belgas e francesas que estão próximas a Alveringem, e reverenciar jovens heróis da Primeira Guerra Mundial.

O primeiro dia de 2020 nasceu sob forte nevoeiro. Capaz de reproduzir belas imagens, mas de difícil relação pessoal.

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Alveringem às 8:30hs da manhã

É isso, o blog voltou! 🙂