O presente, o curta metragem

The present foi elaborado a partir da história em quadrinhos do brasileiro Fábio Coala, e recebeu vários prêmios.

No início, só é possível perceber um jovem que passa muito tempo a jogar, ao ponto de mal desviar o olhar quando se fala com ele. Sua mãe dá-lhe uma caixa que é um presente. Quando o filho abre-a, então é que o curta se revela. 

Uma história sobre empatia e superação salta aos olhos. 

Descubra-a comigo…

Até ao próximo post! 😉

Parasita, o filme

Parasita (Parasite) foi outro filme que vi durante as férias de fim de ano: FANTÁSTICO!

Eu tenho visto alguns trechos de filmes da Coreia do Sul, e o cinema deles é surpreendente. Há muito cuidado com a fotografia, com a trilha sonora e com um enredo bem elaborado. Então, a expectativa era grande para este filme, e foi confirmada pela positiva.

Parasita mostra o diferente mundo entre duas famílias de quatro pessoas, que acabam por se relacionarem. Uma tremenda desigualdade social entre elas, que revela a verdade sobre a sociedade coreana e, evidentemente, existe igual situação em outros países. Eu não vou revelar nada mais sobre o enredo do filme. Se o desenvolvimento dele surpreende, então não imagina o seu final. Nem tudo que parece é. Esteja sempre atento!

A principal cpnclusão que tirei é que o capitalismo falhou. Com isso, por favor, não quero defender outras formas de regime conhecida, mas apenas a constatar a verdade sobre este regime. Uma verdade que é como um parasita difícil de exterminar em nossa existência, e que, simplesmente, nos acostumamos em carregá-lo. É preciso RESPEITO pela vida do outro. Você entenderá, caso assista ao filme.

Vamos ver o trailer do primeiro filme da Coreia do Sul que venceu a Palma de Ouro em Cannes e que está indicado ao Oscar 2020. Todos os louvores ao Bong Joon Ho, que merece o prêmio de melhor diretor do Oscar 2020. O filme concorre ainda em mais três categorias.

Até ao próximos post! 😉

Capitão Fantástico, o filme

Vi esse filme durante as férias de final de ano, e em família. Ficamos todos emocionados e fascinados.

O título do filme lembrou-me algum herói em quadrinhos, e essa magia dos super heróis nunca foi muito forte em mim. O meu filho mais velho assistiu na escola, e assegurou-me que não era nada de super herói, apesar do nome. E que eu ia gostar imenso. Sim, gostei imensooooooo!

Os pais de seis crianças decidem criá-las fora do mundo comum. Todas elas foram educadas na floresta. Eram crianças cheias de sabedoria, e diariamente seguiam um treinamento estabelecido pelo pai. A mãe sofria de distúrbio bipolar. Bem, não vou contar tudo. 

Se você é pai ou mãe precisa assistir esse filme. Talvez, ele mude a sua forma de ser pai ou mãe. Ou quem sabe a sua forma de educar e ver o mundo. Um raro filme americano de qualidade, e relativamente recente  (2016), dirigido por Matt Ross.

Antes do trailer, listo abaixo os livros citados no filme:

Os irmãos Karamázov, Fiodor Dostoievski
Lolita, Vladimir Nabokov
Maus, Art Spiegelman
Quem governa o mundo ? Noam Chomsky
Middlemarch, George Eliot
Armas, Germes e Aço, Jared Diamond

 

Até ao próximo post! 😉

O último tricô, o curta metragem

O curta metragem finlandês “The Last Knit” ( O Último Tricô, 2005) traz uma senhora que não consegue perceber o limite em parar de tricotar, mesmo que esteja na iminência de perder a vida.

O desenho transmitiu-me a lição de que devemos estar atentos aos limites, e algumas vezes, reconhecer que devemos desistir de um objetivo, não correr o risco de que a compulsão nos domine a vida. O “parar” não deve ser frequentemente interpretado como derrota.

Considero o curta metragem um momento especial para assistir e debater com crianças e jovens sobre a mensagem que ele quer passar. Espero que gostem da dica. 😉

Até ao próximo post! 😉

A vida fácil, o curta metragem

The Easy Life é um curta de apenas 2min:22s. Uma boneca e uma menina faz-nos refletir sobre responsabilidade e busca do conhecimento. A menina encarrega suas tarefas escolares para sua boneca de mesa, cada vez mais. Até que um dia ocorre algo surpreendente.

Talvez, seja o final do curta metragem algo assustador para uma criancinha assistir. O que vocês acham? Vamos vê-lo?

Até ao próximo post! 😉

 

 

 

Vida Maria, o curta-metragem

Vida Maria (2006), é um curta-metragem brasileiro em 3D realizado pelo Governo do Estado do Ceará.

A vida de Maria José, uma menina de 5 anos, cujo seu “divertimento” é aprender a desenhar o nome, mas a sua mãe convence-a de que isso é perder tempo, algo sem importância, diante de tantas tarefas físicas a cumprir: cuidar da casa, trabalhar na roça, buscar água no poço, etc.

O mesmo aconteceu com gerações ascendentes de Marias. E a Maria José cresce, casa e tem filhos, envelhece e o ciclo continuará.

Apenas uma animação cinematográfica? Não. Essa é ainda a triste realidade de um Brasil ainda pouco conhecido, e de outros países pobres também, ou não. O meu “ou não” vem de uma história real passada esta semana na Bélgica, quando uma jovem de 14 anos está grávida, e o pai da criança tem 16 anos. Qual o futuro desses personagens reais? Quais os sonhos de adolescentes serão perdidos ?

Vejo a principal mensagem do curta-metragem sendo em como as experiências que vivemos durante a infância refletem na formação da vida adulta. A mãe de Maria José estimulou a que a filha deixasse de sonhar e brincar, e a própria Maria José reproduziu o que lhe foi ensinado.

Aqui está Vida Maria

Morte e Vida Severina, o desenho animado

Sou do tempo que esta obra de João Cabral de Melo Neto era leitura obrigatória na escola. Não sei se ainda é assim. Lembro que o li rapidamente, quase cantando no mesmo ritmo do sotaque da obra.

João Cabral de Melo Neto, o poeta e diplomata, já faleceu. Especulou-se que poderia ser candidato ao Nobel de Literatura no ano de sua morte, 1999. Mia Couto, que dispensa apresentações, chega a dizer que foi o maior poeta de língua portuguesa. Sua obra mais conhecida foi transformada em desenho animado a preto e branco, Morte e Vida Severina (1956), é o auto de natal pernambucano. Fala sobre a vida do retirante nordestino Severino, que deixa o sertão em direção ao litoral, para a capital Recife, em busca de melhores condições de sobrevivência.

Relembrar esta obra, agora em desenho animado, é sempre muito emocionante. Torotama, rio Capibaribe, rio Beberibe, os manguezais, cemitério de Casa Amarela, cemitério de Santo Amaro e o nome Severina (nome de minha avó materna) são os nomes de minha infância. Viva o povo nordestino!

Até ao próximo post! 😉