Onde é a casa do meu amigo?, o filme

Muito se tem ouvido falar nos últimos dias sobre o Irão/Irã, mas acerca do obsessivo plano de guerra de um atual presidente americano, que busca deixar a sua marca de gestão com uma guerra. Eu prefiro seguir o cinema iraniano.

Eu vi este filme por três vezes na vida, e sempre fico absorvida por sua mensagem, pelo olhar e sentimento do seu personagem principal (uma criança de 8 anos). Encanta-me a trilha sonora que acompanha os movimentos do pequeno Ahmad.

Para devolver um caderno de escola que pode custar a não continuação de um amiguinho na escola, o jovem Ahmad, desobedece a mãe, sobe e desce um monte, anda por um vilarejo desconhecido, pergunta aos moradores pelo amigo, enfrenta escuridão e mais alguns poucos contratempos.

A minha dica de hoje é sobre o valor da amizade. Onde é a casa do meu amigo (1987), é um filme do já falecido diretor iraniano Abbas Kiarostami, um vencedor de vários prêmios internacionais de cinema. O filme é uma homenagem de Abbas ao amigo Sohrab Sepehri, que foi um representante da poesia moderna iraniana.

Você pode assistir ao filme completo no YouTube com legenda em português. Vamos ao trailer com legenda em inglês:

Até a próxima semana com mais posts! 😉

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The Eichmann Show, o filme

Nós somos o que somos? Ou somos resultado de um meio? É possível existir humanidade num assassino de milhares de pessoas?

O filme (produção BBC Two) mostra como foi todos os preparativos e o julgamento de Adolf Eichmann, o responsável pelo extermínio de milhares de judeus. As cenas são tensas. Os testemunhos durante o julgamento são chocantes. O julgamento ocorreu em 11 de abril de 1961, em Israel.

Além do próprio Eichmann, outro personagem principal do filme é o diretor da transmissão do evento, Leo Hurwitz. Ele faz-nos refletir durante todo o filme. Seja sobre a existência do Estado de Israel, o sionismo, o fascismo, e principalmente, ele busca, incansavelmente, algum sinal de humanidade no acusado, mas Eichmann esteve todo tempo paciente diante de todos os relatos de sofrimento. Ele respondia que estava cumprindo ordens. Até onde vai a sua culpa ? Parcial ou total ?

Um filme para pensar, refletir e estar atento porque o fascismo está a dar provas que não foi extinto. Nunca será, infelizmente, mas podemos estar atentos, e evitar o seu crescimento para que um capítulo triste da humanidade não se volte a repetir, em nenhuma circunstância.

Até ao próximo post! 😉

Na natureza selvagem, o filme

Eu vi este filme faz alguns anos, mais precisamente em 2007 (Into The Wild). Foi um filme que marcou-me muito, e até hoje não consigo esquecê-lo. O que é felicidade?

Tecnicamente foi uma agradável surpresa o talento de Sean Penn para direção.

O filme aborda um jovem e sua família que preza o status, num teatro de hipocrisia com toques de opressão. Uma situação comum em muitas famílias, e até mesmo em famílias de origens simples. O filho rasga esse ritual, e segue em busca de um isolamento por paisagens do Alasca. Uma viagem ao Alasca! O fim é surpreendente.

Bom fim de semana! 😉

O escafandro e a borboleta, o filme

Primeiro fim de semana de Junho e o blog inaugura este mês com uma dica de filme. Espero que gostem. 😉

O enredo deste filme é desenvolvido através do livro homônimo de Jean Dominique Bamby.

Ele era o ainda jovem editor da revista Elle. Com uma vida invejável, de repente, sofre um acidente vascular cerebral. A sua vida de bon vivant transforma-se numa vida presa a uma cama ou cadeira de rodas. Descobre-se que foi vítima de uma doença rara, a síndrome de “locked in”.

Preso fisicamente, mas a sua mente continua em movimento, intelectualmente ativa, cria memórias, e não deixa de demonstrar um bom humor.

Através de um olho e da ajuda de uma assistente escreve o livro que deu origem a este filme. Fiz uma leitura rápida do livro, pois a versão que encontrei não tinha boa qualidade visual. O livro tem poucas páginas e com capítulos curtos.

A explicação sobre o título deixo para quando assistirem ao filme. Que faz-nos refletir sobre nossos limites, eutanásia, superações. Um filme que vale a pena conhecer.

O trailer:

Até ao próximo post! 😉

Tomboy, o filme

Estamos no fim de semana, então vai a dica de um filme europeu. 😉

Tomboy (2011), uma película francesa que aborda a questão da identidade de gênero ainda na infância. Laure com 10 anos assume perante novos amigos que é Michael. Ela observa o comportamento dos meninos vizinhos com a sua mesma idade e imita-os, tenta ser aceite no grupo. Um filme vencedor de vários prêmios.

O pai ocupado em se fixar numa cidade finge que nada se passa, a mãe grávida não aceita, a irmãzinha é uma grande companheira.

Tomboy significa maria-rapaz (port.-Pt), mas até que ponto a situação é um caso de identidade de gênero, em que a pessoa não se reconhece no corpo que nasceu, ou é uma situação ainda de construção de identidade?

Não sei responder, não fica muito claro  no filme, e acho que não é o objetivo da película. É suficiente ter conhecimento sobre. É suficiente saber que há pessoas que sofrem por não poderem revelar à sociedade a sua identidade de gênero.

Senti a dor de Laure ao ser humilhada, e quando a mãe disse-lhe que não havia outra alternativa. E tudo acontece sobre o ritmo de um filme europeu, como se estivesse a beber um bom vinho. Não há pressa, aprecia. 😉

Até ao próximo post! 😉

Beasts of no nation, o filme

Como é fim de semana, vai uma dica…

Este filme da Netflix é baseado no romance do escritor norte americano, descendente de nigerianos, Uzodinma Iweala.

Os primeiros minutos mostram crianças brincando em momentos de genuínas brincadeiras. É possível dar boas gargalhadas com suas brincadeiras. De repente, a vida do pequeno Agu (personagem principal) muda com a chegada da guerra ao seu vilarejo. Crianças são transformadas em soldados, e perdem a inocência, perdem a infância. Mesmo assim, é possível ver companheirismo entre eles.

O cenário é a Nigéria, mas as cenas bem poderiam ser no Afeganistão, Síria, Iraque, República Centro-Africana, Congo, Sudão do Sul, e tantos mais.

Eu não vou muito mais falar sobre o filme, mas advirto que há muitas cenas de violência. Você também pode encontrar o filme completo no YouTube.

Se eu contar tudo para você, você achará que eu sou um tipo de besta ou demônio. E eu sou tudo isso. Mas eu já tive uma mãe, e um pai, e uma irmã e um irmão. E eles me amaram. Um tempo atrás.” Agu

Vamos ver o trailer deste filme que é vencedor de vários prêmios de cinema…

 

Até ao próximo post! 😉

A fortunate man, o filme

Fim de semana à porta, então que tal ver um filme europeu? 😉

A fortunate man (2018) é um filme dinamarquês com nome original Lykke-Per. Desconheço o nome em português.

Um drama longo, mas não cansativo, que trata de temas como educação religiosa e sua influência na infância, conflitos entre religiões, orgulho, paixão, amor, transtorno de personalidade, e engenharia, numa Dinamarca do século XIX. Lindas paisagens da Dinamarca e Áustria.

Eu gostei do filme, uma  daquelas películas que parece que sou absorvida pela trama, que me envolve nos dramas e sensibilidades das personagens.

Vamos vê-lo em trailer?

Até ao próximo post! 😉