Algures na Alsácia

Pela primeira vez, nós saímos com o plano de férias por concluir. O destino inicial era outro, mas as datas de transporte não casaram com as nossas datas disponíveis. Quando isso acontece nada melhor que escolher um destino parcialmente conhecido para nós. Foi assim que decidimos seguir pela terceira vez para a Itália. Saímos às 14:30hs de um domingo pensando em chegar ao destino no dia seguinte com o carro.

Comecei no comando da viagem. E partimos munidos de bebidas com cafeína. Os meus filhos gostam muito deste tipo de viagem. E o melhor é que gostam da minha condução. 😊 Imaginem agora a minha cara de orgulhosa! (muitos risos) Só não gostam quando eu vou estacionar. (ah, pq será? 😊)

Atravessamos a Bélgica, o Luxemburgo, e entramos em França. Eu no comando, ainda. A falta de um plano completo fez surgir perguntas, e o pior, as dúvidas. Onde vamos jantar? Vê aí onde estamos! Na Alsácia! Estrasburgo era a cidade grande mais próxima e a seguir entraríamos na Suíça com os seus francos suíços. Vamos perder muito tempo numa cidade grande. Vamos tentar na próxima cidade!!! Ai, é domingo! E foi assim, que surgiu em nossas vidas, Wasselonne!

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Wasselonne, a partir daquele momento, ficou famosa para nós. Lembram-se que eu estava no comando? Pois, chegou a hora de estacionar. Só protestos! 😊 Eu devo ter percorrido um terço da cidade até decidir por estacionar numa vaga. Como minha defesa, usei a alegria de estar conhecendo uma cidade que nunca ouvimos falar antes, que nunca pensaríamos como destino e que parece ser um destino para quem gosta de fazer caminhadas nesta bela região francesa com um toque alemão. Desfrutem deste passeio inesperado! Dos bons momentos inesperados da vida!

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Jantamos muito bem, e trocamos juras de retornar. 😉

Até ao próximo post desta aventura de verão! 😉

 

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Relaxar na Reserva Natural Nacional du Platier d’Oye, França

Os meses em que há exame escolar são muito estressantes aqui na Bélgica. Para piorar, os meios de comunicação não se cansam de falar no assunto. É importante relaxar antes para conseguir enfrentá-lo. Resolvemos ir à uma praia pouco badalada no Noroeste de França, e que fica a menos de 2 horas de casa.

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Junto à praia há uma reserva natural, que fica entre as cidades de Calais e Gravelines. Chama-se Reserva Natural Nacional du Platier d’Oye. Ela foi moldada pela ação do mar, areia e vento, há muitos séculos atrás. É um ponto de passagem para aves migratórias.

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Eu gosto muito de observar as aves em liberdade e fotografá-las. Fiquei feliz ao conseguir clicar o voo de patos que se assustaram com a chegada de um cão na área de reserva. Andamos entre as dunas. É muito bom estar em contato com a natureza, é mesmo relaxante. Depois estivemos toda a tarde aproveitando os ares da praia. Tomar banho de mar, nem pensar! 😊 A temperatura da água não convida, infelizmente.

Vem comigo ver o vídeo que fiz desta pequena pérola ornitológica!

Vejo-te num próximo post por aí! 😉

Conto de Uma Tarde em Paris

Era uma vez duas cabecinhas maluquinhas que viviam (e vivem) no Reino da Bélgica. Era um lindo dia de Primavera, céu azul sem nuvens a tingi-lo, e temperatura agradável.
De repente, as duas cabecinhas maluquinhas comentam que um dia tão lindo destes combinava com a cidade luz, Paris.
E não é que elas pegaram nos seus dois preciosos frutos, entraram na carruagem (um dos últimos modelos da época) e seguiram estrada fora até Paris. A carruagem indicava até o destino 3 horas de viagem. Somos mesmos loucos!, pensaram agora as quatro cabecinhas.
Faltando pouco para chegar, a carruagem dá sinal que é preciso descansar. Os cavalos não se calavam. Pararam num bosque de serviço tempo suficiente para apreciar flores e cogumelos da época.
Seguiram em direção a Paris.
Engano da carruagem, 3 horas até o contorno da cidade, pois eram tantas outras carruagens que os ânimos ficaram desesperados. Não era a primeira vez que as cabecinhas maluquinhas estavam ali, mas ao olharem à volta, os seus moradores já não pareciam os mesmos. O mundo todo passou a viver ali, identificar um original parisiense estava difícil. Nem mesmo entre uma fila de crianças que se dirigiam para alguma aventura de tempos livres. Era um dia de quarta-feira e não há aulas à tarde nestes cantos do planeta.
Levaram a carruagem a um pátio de estacionamento tão caro quanto no Reino da Holanda. Não faz mal, tudo vale a pena por Paris.
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Atravessaram várias ruas, numa delas encontravam-se as mais famosas casas de alta costura do mundo. Já começavam a avistar a bela Torre Eiffel, seguiram até lá atravessando a não menos famosa Avenida Champs Élysées com suas árvores de castanheiros-da-Índia, e uma ponte sob o rio Sena. Andaram sem perder de vistas a Torre Eiffel.
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Quando nela chegaram ficaram maravilhados, parecia até ser a primeira vez que lá estavam ao seu pé. Passavam transeuntes de várias partes do mundo, e muitos mercadores que tentavam conquistar crianças e adultos.
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Não se demoraram muito tempo, andaram por um passeio que os levaria de volta à carruagem, mas sentiram o cheiro de diferentes pratos do mundo. Foram atraídos até uma feira de sabores. Para entrar foram revistados, afinal a bela Paris está em tempos de segurança máxima. Decidiram saborear pratos do continente africano. Satisfeitos continuaram pelo passeio, novamente atravessando uma das pontes sob o rio Sena e a avenida Champs Élysées com sua grandiosidade e beleza. Estava muito feliz a família de cabecinhas maluquinhas, nem se importavam de enfrentar mais 3 horas de viagem. Chegaram pouco depois da meia-noite ao Reino da Bélgica. Foram dormir cansados, mas felizes.

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No lado esquerdo da imagem vê-se uma bandeira do Brasil

No dia seguinte ficaram por saber que um dia antes daquela aventura em Paris, esteve o artista Tom Cruise a filmar mais um episódio de Missão Impossível, e no dia seguinte um triste acontecimento na linda Champs Élysées levava a vida de um jovem guarda da cidade.
Mas assim sempre foi e sempre será Paris, onde cada centímetro quadrado é testemunha de muitas histórias tristes e felizes, em que algumas delas marcaram toda a história da nossa humanidade.
Viva Sempre Paris!

 

Fim

Tot ziens! 🙂

 

Lille e o seu Centro

Está-se na Bélgica, dá-se um salto e está-se em França!

Foi o que fiz, mas parece que o primeiro contato visual mostra-me que o salto saiu torto. Não saiu ! Estou em Lille ! A cidade mais flamenga em França.

Mais atenção, pois antes de dar o tal salto, é bom saber que Lille em terras flamengas chama-se Rijsel.

Grote Markt Lille
Grote Markt Lille

Tot ziens! 🙂