A beleza na simplicidade

Por todos os caminhos que andei na região do Alto Minho encontrei esta flor que com sua simplicidade alegrava a trilha. Seu nome é açafrão-bravo (crocus serotinus).
Esta espécie surge durante as primeiras chuvas do Outono Ibérico em terrenos secos e pedregosos.
Sem dúvida, a felicidade está na beleza das pequenas coisas.

açafrão-bravo
açafrão-bravo
açafrão-bravo

Até ao próximo post!

Alto Minho, Portugal

Seguindo do Porto para a pequena e sossegada aldeia de Ermida (Parque Nacional da Peneda-Gêres), pouco mais de uma hora, já me tinha esquecido de como era viajar sentindo o agradável cheiro de eucalipto. 

Chegámos à noite na aldeia, e só na manhã do dia seguinte foi possível vislumbrar a natureza à volta e ouvir o chocalho do gado.

Ermida
Ermida

Em próximos posts contarei como foram as duas caminhadas (hiking) que realizei com a família, em Ermida (10,9 km) e Soajo (5,81 km), durante o chamado Verão de São Martinho, quando no Outono ocorre uma pausa, e o Sol e calor retornam por uns dias para aquecer o São Martinho (11 de Novembro). É o momento da tradição de saborear as castanhas portuguesas com jeropiga, água-pé, ou ginjinha, mas acompanhei com um bom moscatel de Setúbal.

Foi agradável voltar a saborear alguns pratos da culinária portuguesa e o vinho verde da região, mesmo que em take away devido a situação preocupante com a segunda onda da pandemia.

Tripas à Moda do Porto
Francesinha

E ainda mais a contar, … esse meu inesquecível encontro frente a frente. Vem comigo!

Até ao próximo post!

Monsaraz, uma bela vila portuguesa

Monsaraz, uma das mais belas vilas de Portugal, aliás até o seu nome é de uma bela sonoridade, “Monsaraz”.

De lá é possível avistar terras espanholas e uma parte da paisagem do Alentejo. Uma região de vinho e azeite de qualidade. Uma vila que é um museu a céu aberto. Suas casas caiadas em branco é outro charme, suas ruas e vielas são de pura paixão. Estrategicamente situada foi palco de batalhas entre o primeiro rei de Portugal, Afonso Henriques contra espanhóis e mouros. Hoje suas ruas abrigam a calmaria interrompida apenas pelos passos dos turistas. Linda, Monsaraz!

Antes de chegar lá, foi momento de conhecer o Cromeleque do Xerez. São menires dispostos em círculo com cerca de 5000 anos antes da nova era, estando associados ao culto dos astros e da natureza, sendo considerado um local de rituais religiosos e de encontro tribal.

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cromeleque do xerez

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ao fundo o convento da orada

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talvez um menir de sacrificio

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uma das entradas para a vila de Monsaraz

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já dentro das muralhas que cerca a vila

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pelourinho

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uma rua central

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rua em Monsaraz

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à direita prédio da Universidade de Évora

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comércio de artesanato local

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rua de Monsaraz

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Monsaraz é inspiração

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museu judaico

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vista da paisagem do Alentejo

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ruínas do castelo transformada em praça de touros

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vista de Monsaraz

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ao fundo, terras espanholas

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ruína do antigo castelo

E agora, o vídeo que fiz…

Até ao próximo post! 😉

Évora, ama-se ou odeia-se

Corre pelas ruas da literatura que Vergílio Ferreira foi quem melhor compreendeu e escreveu sobre o modo de ser e estar eborense.

Vivi 12 anos em Évora, e não compreendi. Uma das primeiras frases que ouvi sobre a cidade foi: Évora, ama-se ou odeia-se. Depois do susto de ouvi-la. Exercitei o amar e o odiar. Não consegui nem uma coisa nem outra. Retorno, após 5 anos, a este cantinho do Alentejo, de Portugal. Lá lembrei de Florbela Espanca, poetisa alentejana, que viveu pouco tempo, mas intensamente. Arrepiei-me… Évora!

Évora! Ruas ermas sob os céus
Cor de violetas roxas… Ruas frades
Pedindo em triste penitência a Deus
Que nos perdoe as míseras vaidades!

Tenho corrido em vão tantas cidades!
E só aqui recordo os beijos teus,
E só aqui eu sinto que são meus
Os sonhos que sonhei noutras idades!

Évora!… O teu olhar… o teu perfil…
Tua boca sinuosa, um mês de Abril
Que o coração no peito me alvoroça!

…Em cada viela o vulto dum fantasma…
E a minha alma soturna escuta e pasma…
E sente-se passar menina e moça…

Florbela Espanca

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Um dos prédios da Universidade de Évora

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Amanhecer em Évora

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Igreja de São João Evangelista também conhecida como Igreja dos Lóios

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Museu de Évora

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Templo Romano de Évora

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Biblioteca Pública de Évora

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Pousada dos Lóios

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Vista da cidade sob um dos parques da cidade

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Pátio interior da Pousada dos Lóios

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Corredor da Pousada dos Lóios

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Antiga cela do Convento dos Lóios, hoje quarto de  hóspedes. Todo recuperado após o terremoto de 1755.

Évora é uma cidade com muitas atrações históricas e culturais. Estas imagens foi uma pequena pincelada diante da pintura que é a cidade.

Até ao próximo post! 😉

Comer em Lisboa

Numa viagem de “bate ponto” em que o objetivo não era o turismo até que vimos bastante de Lisboa. Não sendo uma viagem de turismo não estivemos com muitas exigências para comer. Mesmo assim deu para matar saudades de um dos meus pratos preferidos da culinária portuguesa a “Alheira à Mirandela“. Optamos por almoçar no prático e rápido, no shopping do Chiado. E, decidimos por uma casa de refeições que é uma rede que está em várias cidades do país, o Pateo.

A minha alheira estava muito tímida e ficou meio que escondida pelo ovo. 🙂 Já o lombo de bacalhau à lagareiro não tinha vergonha nenhuma. 🙂

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Alheira à Mirandela

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Lombo de bacalhau à lagareiro

Tot ziens! 😉

 

Um dia em Lisboa

Poucos dias depois da viagem à Londres, em janeiro, precisamos fazer uma viagem “bate ponto” de um dia à Lisboa, e ficamos com toda a tarde livre. Estava um lindo dia e Lisboa continua linda.

Encontramos uma Lisboa tranquila, limpa e com mais cores. Sua arquitetura que nos é familiar, suas ruas e rotundas de história. Encontrei uma novidade para mim: o centro turístico está invadido de tuk tuk. 😊

Foi uma viagem que me fez alguma confusão, e eu contei aqui no Baú Aberto 4. Ouvir uma língua tão facilmente entrar pelos ouvidos em todo o lado, a todo momento, foi uma sensação estranha.

Pouco tempo, mas o suficiente para matar saudade de um dos meus pratos preferidos: Alheira à Mirandela. Para ver e saborear a riqueza da pastelaria tradicional portuguesa, um orgulho de seu povo. Deu tempo até de ter uma conversinha com o Fernando Pessoa em frente ao Café A Brasileira e de piscar para a Ginjinha. Ainda aqueci o estômago, o coração e as mãos com as castanhas portuguesas e comprei um novo chapéu de cozinha bordado com o meu nome.

Lisboa é isso: um toque familiar.

Vem comigo vê-la em imagens…

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Avenida da Liberdade

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Rotunda Marquês de Pombal, cenário de comemorações

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Fernando Pessoa

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Castelo de São Jorge no alto

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Ainda haviam castanhas portuguesas quentinhas, obaaaaa!

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Elevador de Santa Justa

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Meu chapéu bordado

Tot ziens! 😉