Clarice Lispector XVI

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Análise mediúnica

Clarice Lispector tinha uma amiga médium chamada Maria Augusta, mas que era conhecida como Eva.

Essa amiga dizia que Clarice era “indisciplinada como um cavalo branco”. E que Clarice para ter paz devia aceitar as suas próprias imperfeições, e tocar para frente a vida. Também dizia que Clarice era impulsiva e, algumas vezes, impaciente.

Clarice Lispector era muito fácil de ser entendida, e isto parece que a Eva não sabia.

Até ao próximo post!;)

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Clarice Lispector XV

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Os segredos

Clarice Lispector respeitava sua ignorância imposta, mas quando esta tornava-se palpável, ofendia-lhe.

Sentia que os cientistas mantinham em segredos sobre novas revelações. Assim, era como se ela vivesse na Idade Média. Ou que era tratada como criança que não se deve saber de certas coisas antes do tempo.

Até ao próximo post! 😉

Como água para chocolate, o livro

images.jpegOs sabores da Albânia inspiraram-me para a leitura de alguns livros de culinária. Um deles foi Como água para chocolate, de Laura Esquivel. Um livro repleto de interessantes receitas que abrem cada capítulo.

O livro tem 12 capítulos. Cada capítulo refere-se a um mês do ano. A vida da personagem Tita, a responsável pelas receitas, recheia cada capítulo. Ela, que graças a um parto incomum, apaixona-se profundamente pela cozinha, onde passou a maior parte da vida. 

É a neta de Tita que vai narrar a vida da avó e família. Uma família que tinha uma tradição passada por gerações: a filha mais nova deverá cuidar da mãe até o dia da morte desta. A filha mais nova não podia casar e ter filhos.

Tita não fazia distinção entre lágrimas de alegrias e de tristeza. Rir era uma forma de chorar. Inconformada, perguntava-se: Que tipo de pesquisa havia estabelecido que a filha mais nova, e não a mais velha, é mais apta a cuidar da mãe.

A mãe de Tita não lhe dava descanso, mesmo que uma tarefa feita por Tita estivesse impecável. Dizia a mãe: O preguiçoso e o mesquinho acabam por percorrer o mesmo caminho duas vezes. A sua mãe, Elena, começou a matar Tita, aos poucos, desde que era criança.

Cenas de costumes antigos aparecem no livro, como o lençol de seda branca da noite de núpcias, no qual bordavam um contorno delicado ao centro com uma abertura feita para revelar somente as partes essenciais da noiva e permitir a intimidade conjugal. Quando o ato estava consumado, o noivo saía do quarto antes que ela tirasse a coberta.

O título do livro é uma expressão que revela o frequente estado de Tita, que estava literalmente “como água para chocolate”: a ponto de transbordar com fervura. Como estava irritada!

Uma das irmãs de Tita, a Rosaura, protagoniza a luta pelo mesmo homem. Muitas vezes, elas estavam como água e azeite fervendo!

Uma das cenas de Tita preparando uma das receitas do livro, inspirou-me verdadeiramente. Desde já, lembrando que tenho especial admiração pela culinária mexicana. O México que é o palco deste romance. Fui atrás de todos os ingredientes e mãos à obra. O resultado foi o da imagem abaixo, que acompanhou um rico feijão coberto com queijo ralado, como estava indicado no livro.

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Arroz com banana da terra

4 bananas da terra picadas e maduras
500g de arroz
100g de bacon em cubos
2 dentes de alho fatiados
1 cebola fatiada em meia lua
Cebolinha picadinha a gosto
Sal, azeite e pimenta

  • Frite o bacon lentamente até derreter bem a gordura.
  • Enquanto isso pique a banana em cubinhos
  • Junte a banana e doure em fogo alto até tostar
  • Retire o bacon e a banana, reserve
  • Doure a cebola e adicione o alho junte com metade da banana reservada.
  • Adicione o arroz fervente um pouco de azeite e misture bem.
  • Tampe a panela e descanse por 5 minutos
  • Sirva salpicando a cebolinha

Segui as dicas do vídeo abaixo: arroz com banana da terra chef Taico

Até ao próximo post !;)

Clarice Lispector XIV

3 crônicas escritas por Clarice Lispector sobre ela mesma:
Antes era perfeito
É preciso parar
Mais do que jogo de palavras

86098.jpgAntes era perfeito
Clarice Lispector disse apenas: “Ter nascido me estragou a saúde.”

É preciso parar
Houve um momento da vida que Clarice Lispector estava ocupadíssima. Tinha saudades dela mesma e tinha medo dela mesma.

Mais do que jogo de palavras
Clarice Lispector gostava de brincar com as palavras de forma que eram mais do que um jogo, era uma maneira de agir como se entendesse a si própria.

Até ao próximo post! 😉

Clarice Lispector XIII

Sem título

images.jpegClarice Lispector vivia fora das luzes do palco. Por isso, disseram-lhe que ela não vivia, vegetava.  Ela tentava viver várias vidas e incluía a vida dos mortos, para quem dedicava meditação.

Clarice sentia-se, por vezes, como um cálculo renal. E explicava isso como sendo uma pedra que passa, sofre com dor, e depois que passa, ficava pura.

Sentia-se viver o mistério: “A eternidade antes de mim e depois de mim.” E gostava de ensinar um modo hindu de se ter paz através de um processo de mentalização a partir de um buquê de rosas brancas. Clarice desejava conhecer a Índia.

Uma vez, ela recebeu um desenho mais fiel que uma fotografia de um admirador, que só se identificou como Gilberto, e mais nada. Ele descrevia-lhe ao lado do desenho como: “linda, fascinante e fatal”. Clarice corrigiu-o dizendo: “não existe gente fatal, só no cinema mudo“.

Clarice agradeceu ao fã desconhecido arrumando-se toda e perfumando-se como se fosse encontrá-lo, mas como não tinha mais informações sobre o fã, foi assim que fez esse encontro escrevendo essa crônica no jornal (Sem Título).

Ah, como ela gostava de perfumes! Mais ela já era naturalmente perfumada, e esse dom transferiu aos filhos. Clarice Lispector foi mãe de dois rapazes: Pedro e Paulo Gurgel Valente.

Até ao próximo post!

 

P.S.: Como Clarice Lispector também sou mãe de dois rapazes. E é maravilhoso! E eu sei o que é AMAR.

Clarice Lispector XII

O impulso

downloadClarice Lispector era impulsiva. O resultado desse comportamento foi meio a meio, entre erros e acertos.

Por vezes, encontrava-se num impasse, e se refletisse demais deixava de agir, anulava-se. Seus impulsos derivaram de uma cólera sagrada. E pensava que sua bondade era fraqueza.

Clarice receava perder o prazer do “jogo infantil”, porque era alegria pura.

Até ao próximo post! 😉

P.S.: Lembrando que estou apresentando a escritora Clarice Lispector a partir das leituras das Crônicas do Jornal do Brasil, e escritas pela própria escritora.

Clarice Lispector XI

downloadEu tomo conta do mundo 

Clarice era uma jovem observadora de tudo, por isso dizia que tomava conta do mundo. E mudava conforme as mudanças de estação.

Gostava de observar, principalmente, o comportamento das formigas e das abelhas, com muita paciência. Só não sabia a quem prestar conta dessas observações.

Até ao próximo post! 😉