O caminho para a felicidade suprema, o livro

Deepak Chopra mostra-nos 7 chaves ou 7 passos para alcançar a felicidade em nossa vida diária, e que também poderiam ser chamadas de chaves para a iluminação.


Primeira chave: Estar consciente do seu corpo.
Segunda chave: Encontre a verdadeira autoestima.
Terceira chave: Desintoxique sua vida.
Quarta chave: Desista de ter razão.
Quinta chave: Foque o presente.
Sexta chave: Veja o mundo em você.
Sétima chave: Viver para a iluminação.


Ele explica-nos muito mais neste livro. Orienta sobre a importância da empatia que é a capacidade de sentir o que o outro está sentindo. A resiliência emocional tão importante na atualidade, que é a capacidade de recuperação depois que algo ruim acontece. Conhecer o seu eu e ter consciência. A única cura para a infelicidade é a iluminação. O amor pode solucionar problemas.

Sua mensagem é importante diante de um mundo em que algumas pessoas para vivenciar a felicidade dependem da infelicidade de outros. Concluída a leitura de mais um livro de auto-ajuda neste ano que mudou as nossas vidas.

Até ao próximo post!

De volta à vida, o livro

“A lembrança de um abraço de amizade é menos emocionante do que a lembrança de um abraço de amor.” (pág. 8, Epub)

Continuando a viajar pelo mundo através  de autores de diferentes países… Foi a vez de ir à África do Sul.

Nadine Gondimer venceu o Prêmio Nobel de Literatura em 1991. Faleceu em 2014. Ela foi uma ativista  contra o “Apartheid” em seu país, e uma defensora da preservação do meio ambiente. Por isso, o seu livro De Volta à Vida (Get a Life) traz as pegadas de luta da escritora.

“O silêncio é só para os mortos.” (p.179, Epub)

O personagem principal  é um defensor do meio ambiente que resiste contra um carcinoma papilar (câncer da tiróide). Ele recebe o tratamento com iodo radioativo que é perigoso aos outros que entram em contato.

Torna-se uma espécie de leproso do século XXI. Sua esposa tem uma profissão que trabalha em sentido contrário à defesa do meio ambiente. 

A luta diária, antes e depois do tratamento, é pela preservação do Delta do Okavango (Botsuana), que é uma das Sete Maravilhas  da África, podendo ser visto do espaço.

Esperava mais do livro, já que a autora recebeu o Nobel de Literatura. Por vezes, o enredo ia por caminhos incompreensíveis, e uma situação triste no relacionamento dos pais do personagem que me deixou enojada, sem entender  porque as pessoas  magoam as outras por futilidades  quando existe companheirismo e amor. Essa situação  lembrou-me o pior livro que li de Paulo Coelho (Adultério).

Até ao próximo post!

Siga o Blog tambùem no Instagram, Facebook e Twitter.

O Guia Mochileiro das Galáxias, o livro

Com a impossibilidade de estar com um guia de viagem, viajei entre planetas com o clássico da ficção científica, O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams. Eu já conhecia a versão filme. O autor é dos poucos que foram capazes  de contemplar o universo em sua totalidade, juntando-se a Einstein, Hubble e Feynman.

De um sonho do autor, enquanto cochilava bêbado em terras austríacas, sem condições de comunicação, foi que surgiu a ideia do livro que narra as aventuras de Arthur Dent. Daí, virou série de rádio, compilação em fita cassete e, finalmente, um best-seller mundial, e foi parar na televisão britânica.

O personagem Arthur Dent em companhia de outros personagens bizarros revelam uma trama em forma de montanha russa rumo ao planeta de Magrathea. Nessa trama, o falecido Douglas Adams revela o seu gosto pela leitura, pelo humor, pelos animais selvagens e por tecnologia.

Penso que é uma experiência de leitura, ou mesmo de filme, que vale a pena ser conhecida e refletida sobre tudo que nos cerca neste imenso sistema. Ainda mais se você for fã do humor de Monty Python. Vamos ver o trailer do filme …

Até ao próximo post!

A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao, o livro

junot

 

Durante o lockdown na Bélgica surgiu a ideia de viajar através da literatura. Peguei minha lista de livros lidos e verifiquei a nacionalidade de cada escritor, 27 nacionalidades! Foi assim que cheguei ao livro do dominicano Junot Díaz, a 28a. nacionalidade. Um livro vencedor do Prêmio Pulitzer de Ficção em 2008.

 

livro wao

 

 

Quando você consegue ter um mínimo de felicidade, ela desaparece como se nunca tivesse existido“.
(Pág. 208, versão Epub)

 

 

 

A fantástica vida breve do jovem Oscar Wao, obeso, tímido, incomum e amante de RPG, e que se torna professor de redação criativa, sem conseguir publicar suas obras. O enredo passa-se durante o período de ditadura de Rafael Leónidas Trujillo Molina na República Dominicana. Este seria o criador ou criatura da maldição (fukú).

O fukú abateu-se sobre os ascendentes familiares de Oscar Wao, quando o avô deste recusou entregar sua linda e culta filha mais velha para satisfazer o apetite sexual do ditador. Supõe-se que a maldição tenha vindo da África trazida pelos gritos dos escravizados e Santo Domingo tenha sido o porto de entrada.

Supõe-se que a família Kennedy foi outra que sofreu um fukú, após JF Kennedy ter dado sinal verde para o assassinato do ditador dominicano Trujillo, em 1961.

A vida breve de Oscar Wao entrelaça-se com a história da República Dominicana, um país que, segundo o livro, é exportador de putas, mas também, e infelizmente, um país de dez milhões de Trujillos. Um país ainda preso a rivalidades com o Haiti e Porto Rico.

E assim viajei sem correr riscos até a América Central.

Até ao próximo post!

 

 

A noiva jovem, o livro

bariccoÉ o primeiro livro que leio do italiano Alessandro Baricco. Fiquei impressionada com a forma como escreveu A Noiva Jovem. Fui pesquisar sobre o escritor, e descobri que além de escrever livros, ele também  faz crítica musical e toca piano.

Está explicada a sua relação com a escrita, onde parece conseguir reger uma orquestra que executa a narrativa do livro, e a entrada do próprio autor, que ora está em conversa com a companheira, ora em diálogo com um vizinho de mesa num restaurante, ou mesmo num episódio sobre como aconteceu a perda de um computador.

noivaPode parecer uma leitura confusa, mas a verdade é que num livro onde a quase totalidade das personagens não possuem nome, e por isso são tratados como a noiva, o filho, o pai, a mãe, a filha, o tio, etc. Alessandro  Baricco consegue colocar frases sobre frases, acontecimentos  sobre acontecimentos, e tudo faz sentido como um acorde.

O sexo infeliz é o único desperdício  que nos torna piores.” (versão epub, pág. 78)

O erotismo é uma presença constante no livro sempre embalado pelas personagens femininas, onde um gesto bem executado,  sem pressa, pode ser capaz de atingir o prazer sexual.

O fato é que alguns escrevem livros, outros os leem: sabe deus quem está em melhor posição para entender alguma coisa.” (versão epub, pág. 133). Com certeza, estar na posição de leitor de Alessandro Baricco é uma posição privilegiada na orquestra que é o seu livro.

Até ao próximo post!

A beleza da severidade

Durante a leitura de Cruze Esta Linha surge um nome familiar e respeitado, possivelmente mais conhecido e valorizado fora de seu país, Sebastião Salgado. O seu talento brinda-nos com uma imagem que fala por si. E é sobre ela, a reflexão do escritor Salman Rushdie:

Há uma foto de Sebastião Salgado que mostra o muro entre os Estados Unidos e o México serpenteando pela crista dos montes, sumindo na distância, até onde o olho pode enxergar, parte Grande Muralha da China, parte Gulag. Há uma espécie de beleza brutal ali, a beleza da severidade. Em intervalos há torres de vigia no muro, e nelas, chamadas de “torres do céu”, há guardas armados. Na foto, vemos a minúscula silhueta de um homem correndo, um imigrante ilegal, perseguido por outros homens em carros. O estranho na foto é que, embora o homem correndo esteja claramente do lado americano, ele está correndo para o muro, e não se afastando dele. Ele foi visto, e tem mais medo dos homens que o perseguem em carros do que da vida pobre que pensava ter deixado para trás. Estava tentando voltar, tentando desfazer seu lance de liberdade. Então a liberdade agora tem de ser protegida, contra aqueles que são pobres demais para merecer seus benefícios, pelos edifícios e procedimentos do totalitarismo.” – Salman Rushdie

Created by ImageGear, AccuSoft Corp.

foto retirada do Google

Até ao próximo post !

 

Bonsai, o livro

zambraO primeiro livro do chileno Alejandro Zambra possui poucas páginas, quase a sinopse de um roteiro. E que, realmente, veio a se tornar um filme. Um livro premiado e traduzido para vários idiomas.

Julio e Emilia, dois jovens estudantes, que se conhecem numa noite que era para ser de estudos, começam um relacionamento com diversão, sofrimento, mentira, revelações íntimas, cumplicidades, sexo, e que liam muito juntos, comentavam sobre a leitura antes de trançarem as pernas, por isso há no livro muitas citações de livros e autores.

bonsaiParece uma história de relacionamento amoroso como outras, a diferença é que Zambra deixa logo claro que Emilia morrerá. Mesmo com essa revelação, Zo escritor consegue provar que um livro mesmo sendo curto pode ser capaz de surpreender e cativar o leitor. Sobre o livro se chamar ‘Bonsai‘ deixo em aberto, mas segue a dica retirada de uma das páginas do livro.

Um bonsai nunca é chamado de árvore bonsai. A palavra já inclui o elemento vivo, a árvore deixa de ser um bonsai.” 

P.S.: Segue trailer do filme Bonsái do realizador chileno Christián Jiménez baseado no livro. Uma co-produção entre Portugal, Argentina, Chile e França.

Até ao próximo post!

 

O que é amor

Paul Éluard (1895-1952), poeta francês surrealista, escreveu sobre a liberdade, sobre a guerra, … e sobre o amor.

 Anna Karina recita poema de Paul Éluard no filme Alphaville (1965) de Jean Paul Godard.

E o amor era o mais puro sentimento, apesar de uma vida marcada pela doença, pela infidelidade,  pela traição,  pela depressão, era o amor que brotava da boca do coração de Paul Éluard, capaz de revelar “o que é amor“, publicado no livro “A capital da dor” (1926).

Sua voz, seus olhos,
Suas mãos, seus lábios.
Nosso silêncio, nossas palavras.
A luz que vai embora, a luz que volta.
Um único sorriso entre nós.
Por necessidade de saber,
Vi a noite criar o dia,
Sem que mudássemos de aparência.
Oh, bem-amado de todos,
E bem-amado de um só!
Em silêncio, sua boca prometeu ser feliz.
Cada vez mais longe, diz o ódio.
Cada vez mais perto, diz o amor.
Uma carícia leva-nos da nossa infância
Cada vez que vejo a forma humana
Como um diálogo de amantes.
O coração tem uma única boca.
Tudo por acaso.
Todas as palavras ditas inesperadamente.
Os sentimentos à deriva.
Os homens vagueiam pela cidade.
Um olhar, uma palavra
Porque eu te amo
Tudo está em movimento
Basta avançar, para viver,
Seguir adiante em direção aqueles que você ama.
Fui em sua direção, sem parar na direção da luz
Se você sorrir, é para melhor me envolver
Os raios dos seus braços entreabriram a névoa.

Segue este bela homenagem à Anna Karina, com imagens do filme Vivre Sa Vie (1962), de Jean-Luc Godard, e o amor na belíssima música de HanteQue Reste​-​t​-​il de notre amour ?.

Até ao próximo post!

 

“A pressão no muro irá aumentar”

Durante a leitura de Cruze esta linha, de Salman Rushdie, encontro esse aviso real e iminente…

Como disse o prêmio Nobel professor Amartya Sen, o problema não é a globalização. O problema é uma justa distribuição de recursos em um mundo globalizado. E à medida que aumenta o abismo entre os possuidores e os despossuídos do mundo (e ele aumenta o tempo todo), e à medida que até o suprimento de coisas essenciais, como água potável, se torna mais escasso (e escasseia o tempo todo), a pressão no muro irá aumentar.
Salman Rushdie, em Cruze esta linha

O saudoso pernambucano Chico Science (Francisco de Assis França) e a sua Nação Zumbi, no álbum da Lama ao Caos (1994) cantou: ” A cidade não pára. A cidade só cresce. O de cima sobe. E o de baixo desce”.

Até ao próximo post!

 

A Fronteira e The Terminal

A fronteira é um chamado para acordar. Na fronteira, não podemos evitar a verdade; as reconfortantes camadas do cotidiano, que nos isolam das realidades mais ásperas do mundo, são removidas e, de olhos arregalados, à luz fluorescente dos salões sem janelas da fronteira, vemos as coisas como são. A fronteira é a prova física do eu dividido da espécie humana, a prova de que a utópica visão aérea de Merlin é uma mentira. Eis a verdade: essa linha, diante da qual temos de parar até nos ser permitido ultrapassar e apresentar nossos documentos para serem examinados por um funcionário que tem o direito de nos perguntar mais ou menos qualquer coisa. Na fronteira, somos despidos de nossa liberdade — esperamos que temporariamente — e entramos no universo do controle. Mesmo a mais livre das sociedades livres não é livre no limite, onde coisas e pessoas saem e outras pessoas e coisas entram, onde apenas as coisas e pessoas certas devem entrar e sair. Aqui, no limite, nos submetemos ao escrutínio, à inspeção, ao julgamento. As pessoas que guardam essas linhas têm de nos dizer quem somos nós. Temos de ser passivos, dóceis. Agir de outra forma é ser suspeito, e na fronteira ser alvo de suspeita é o pior de todos os crimes possíveis.” – Salman Rushdie

Ao ler esse trecho do livro “Cruze esta linha” veio à memória o filme do Steven Spielberg, “The Terminal”, com a excelente interpretação do Tom Hanks. Segue o trailer…

Até ao próximo post!