Baía di Porto Selvaggio, bela e fria :)

Esta foi mais uma praia que fomos conhecer na costa jônica da Itália. Uma praia selvagem que fica próxima à Gallipoli, em Nardó. Considerada por guias turísticos uma das mais belas e intocadas da costa italiana.

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Deixamos o carro num parque privado ao lado da entrada com portão para o parque natural onde se encontra a Baía di Porto Selvaggio. A partir daí é preciso caminhar cerca de 1km, em descida, entre o parque nacional de pinheiros, sobre um caminho em terra, pedrinhas e “pedronas”. Nada que um calçado adequado, aliado ao espírito de tudo conhecer não vença, e assim desfrutar do ambiente de beleza natural.

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Quando se chega ao fim do caminho avista-se uma bela enseada. É hora de juntar pedras e mais pedras para apoiar o guarda-sol e tentar achar uma posição mais ou menos confortável entre o chão de seixos, que mesmo assim era muito disputado.

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Águas cristalinas, mas muito fresca. De todas as praias que já estive em Itália até hoje foi, sem dúvida, a mais fria. Sensação semelhante encontrei uma vez em Portimão (Portugal) na Praia do Rocha, durante o mês de Julho. A explicação está na existência de correntes de água fresca geradas por nascentes submersas. O mar é arenoso e lentamente inclinado. As crianças não estavam preocupadas com estes detalhes, exceto os meus. 😊

Segue mais um filme caseiro. Espero que gostem. Vem comigo! 😉

Até ao próximo post! 😉

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Polignano a Mare, Volare…

Seguindo com as aventuras no Sul de Itália… Almoçamos em Alberobello e seguimos para Polignano a Mare. Sempre a descer por entre curvas até voltar a estar ao nível do mar.

Chegando à Polignano a Mare deixamos o carro em um amplo estacionamento pago próximo ao centro da cidade. Estava bastante calor e chegando ao centro a prioridade foi ir à um café para beber o que estivesse mais fresco possível.

Já hidratados, então passei a dar as ordens (hahaha): Quero ir até a estátua em homenagem ao grande Domenico Modugno, que escreveu e cantou vários clássicos da música popular italiana, incluindo o enorme sucesso internacional “Volare” (Nel Blu Dipinto di Blu)!

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Domenico Modugno

Então, aconteceu a cena “Vai mãe, vai!”, e eu vou mesmo. Hahaha “Volare oh oh, Cantare oh oh”. Eu e ele, que nasceu aqui.

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“Vai mãe, vai!”. Senti-me uma diva hahahaha

Polignano a Mare que faz jus ao seu nome de origem grega “no mar”. Tiramos fotos belíssimas, que mar de cor tão bela! Que vontade de saltar com roupa e tudo para aquele atraente mar. E por falar em saltar, realiza-se nesta cidade italiana, o campeonato mundial de mergulhos Red Bull Cliff Diving World, que é quando atletas do mundo todo saltam do alto do penhasco da cidade antiga.

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Seguimos para andar pelas ruas da cidade antiga e imagens em forma de rascunho surgiam em portas, placas de contadores de energia, escadas,… Fui observar melhor e era pura poesia. Há um poeta desconhecido em Polignano a Mare, que espalha poesia como se fossem flores. Polignano a Mare é linda por todos os lados.

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Caminhar por entre as ruas da cidade antiga foi muito prazeroso. As casas, os pátios, … convidavam a permanecer por lá por muito mais tempo.

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Polignano a Mare tem uma herança romana que vale a pena ser visitada como os restos da estrada Appia Traiana aberta entre 108 e 110 dC, e ligava Roma à Brindisi passando por Polignano a Mare e fazendo desta um importante centro comercial.

No entanto, as imagens de sua costa era algo imensamente belo. Algo inesquecível. Mais um!

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A visita à Polignano a Mare  foi concluída com um saboroso gelato numa tradicional gelateria situada num largo em frente às portas de entrada para a cidade antiga.

Segue mais um filme que fiz que mostrará ainda mais encantos de Polignano a Mare. Vem comigo! 😉

Até a próxima! 🙂

Um conto de fadas, Alberobello

Era uma vez um dia que decidimos não ir à praia. Decidimos, que a partir de Minervino di Lecce íamos conhecer Alberobello, na parte da manhã, e à tarde, Polignano a Mare. Avistar Alberobello é pensar que encontramos uma aldeia de contos de fada. Senti-me um pouco perdida. Em qual país estava mesmo? 😊 Itália! Será? Andar pelo centro é como uma brincadeira de criança, facilmente o labirinto dos trulli faz-te percorrer muitas e muitas ruas, num sobe e desce.

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Alberobello está acima do nível do mar. Subimos uma estrada sinuosa a partir de Fasano. O seu nome deriva de “Arboris Belli”. Uma aldeia de casinhas brancas com um conjunto de trulli comunicantes e com desenhos nos telhados com os mais diversos significados, sendo o mais comum o de proteção de mau olhado para a família que nele habita. Alberobello está desde 1996 sob a proteção da Unesco pela curiosa arquitetura única de cerca de 1000 trulli.

Trulli é um conjunto de trullo, e este é o telhado com cúpula em forma de cone em pedra calcária, decorado com símbolo religioso, pagão, hebraico ou signos do Zodíaco. As casinhas são moradias, lojas, restaurante, consultório, e até hotel.  O material de construção para as casas caiadas é encontrado na zona rural circundante, onde há muito calcário. O motivo de terem essa forma cônica, pelo que percebi, é que ao construir desta forma com o telhado com pedras planas e soltas, as casas poderiam ser demolidas à medida que os fiscais passassem, e conseguiam escapar aos impostos. Também encontrei a resposta de que esta forma cónica causaria uma melhor proteção climática. No topo do cone está uma pedra angular cuja forma é inspirada em simbologias primitivas ou mágicas, como o Sol.

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Há uma parte nova da cidade (Rione Aia Piccola) com poucos trulli, mas quando você atravessa a via principal onde estão os estacionamentos disponíveis, em direção a Rione Monti, então encontrará uma cidade só de trulli até mesmo uma igreja católica (Igreja de Santo António, 1927). Bem como, o trulli siamês nas escadarias da Via Monte Nero. Há uma lenda que diz que ali viviam dois irmãos que apaixonaram pela mesma mulher, que estava prometida ao mais velho, mas se casou com o mais novo. Por isso, a casa foi dividida com entradas em ruas diferentes.

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Trulli siamês
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Igreja de Santo Antônio construída em 1927

A região onde se encontra Alberobello é muito fértil e caminhando através de suas ruas, então encontrará muitos produtos locais com o azeite e o vinho.

Numa dessas ruas encontrei uma turista de São Paulo, que me fez a pergunta que não gosto de responder: “E pretende voltar a viver no Brasil?” Acho que as pessoas esperam sempre uma resposta negativa ao Brasil acompanhada de um banho de problemas, mas não é esta a resposta que ouvirá de mim. O “não” ou o “talvez” vem com uma resposta surpreendente, que não dá margem a um debate.

E, agora vamos ver as imagens que fiz desta simpática Alberobello. 😉

Aguardem Polignano a Mare! 😉

O paraíso (ou quase) existe

Ir até a frente do salto da bota levava quase uma hora. Ficamos com alguma preguiça de ir novamente, então decidimos voltar à Costa Adriática. No entanto, não queríamos repetir praia já visitada, queríamos algo novo, algo que valesse mesmo a pena. Usamos a tática de explorar o mágico Google Maps. Tateando, tateando, avistamos o que seria uma pequena praia. Havia onde estacionar próximo, e depois era só caminhar um pouco até lá. Não era muito visível o acesso, deixava alguma dúvida se era mesmo uma praia acessível. Se não fosse possível, havia outra praia próxima bem popular, paciência.

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Chegamos a um largo, ao lado de uma pequena floresta, onde estavam outros poucos carros estacionados. E grátis! Perfeito! 😊 Seguimos à pé, e começamos com os conhecidos uauuuuuu! Algumas fotos, filmagens, e partimos à descoberta. Chegamos ao objetivo, e UAUUUUUUU! O nome da praia não entrou em nossas cabeças, porque a partir daquele instante aquela praia passou a ser chamada de Paraíso. 😊 Os mais novos foram explorar o acesso, e de lá debaixo deram o sinal: Podem virrrrrr! Descemos o estreito do paraíso. Poucas pessoas, aproveitamos para fotos, e em seguida organizar toda a tralha sem ocupar muito espaço.

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O “paraíso” tem um nome oficial e chama-se Spiaggia Punticeddha, um “Piccolo Paradiso, La Cosa Mas Bella” como diriam os italianos. 🙂
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O espaço era pequeno! E havia pessoas que não se importavam de ficar nas rochas, porque aquele pedaço de praia valia mesmo a pena pela sua beleza natural e tranquilidade. Mesmo assim, presenciei uma discussão à italiana por um pedaço de praia. Eu estava torcendo para que voassem pizzas. 😊 Uma das participantes da discussão acabou por ir mais cedo devido a uma caravela (jellyfish) ter atingido o filho. Era um espaço pequeno, não imaginam como os gritos do garoto ecoaram naquela concha natural. 😊 O meu filho mais velho também foi atingido, mas não abandonamos aquele paraíso. Ah… também haviam duas grutas que estivemos a explorar. Enfim, pouca rede e muita coisa para explorar. Perfeito, o quase “paraíso”! Seguem mais fotos e um vídeo. 😉

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Assim era o acesso

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Jellyfish no quase paraíso

Até a continuação das aventuras ! 😉

 

 

 

 

Pescoluse, as Maldivas do Salento

Acordamos ainda mais cedo que nos outros dias, e decidimos ir até “a parte da frente do salto da bota italiana”. Fomos conhecer a costa Jônica da Itália. Foi a vez de Pescoluse conhecida como as Maldivas do Salento. Aquela que os italianos dizem ser “um canto do paraíso beijado pelo Sol”.

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Bem, eu acho que é exagero de italiano. 😊 Ainda não estive nas Maldivas, mas pelo que conheço de fotos e filmes, não me parece nada com as Maldivas. Nem o paraíso! Este conheci em outro dia e falarei sobre a praia que foi um paraíso. Talvez, a cor do mar faça jus ao nome Maldivas.

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Deixamos o carro num dos já conhecidos estacionamentos italianos próximos à praias, e que custam em média 5€, o dia. À volta há muitas residências, hospedagem e estabelecimentos comerciais. Caminhamos até a faixa de areia, que rapidamente tornou-se lotada. A areia era de cor clara, bem como uma água transparente, que revelava a existência de piscinas naturais. Um cuidado que se deve ter para quem vai com crianças, ou pessoas com pouca condição para nadar. A temperatura da água era a ideal.

Nós ficamos num trecho de praia pública com a nossa tralha, mas você pode pedir para instalarem espreguiçadeiras e guarda sol na parte pública. Havia tantos vendedores de praia quanto na Baía dei Turchi. Alguns com trajes coloridos típicos de África. Um grupo de jovens atrás de nós comprou algo com um desses vendedores, quando este já ia se indo embora, um dos jovens chamou-o de volta e disse que tinha algo para lhe dar. Era uma garrafa de água fresca. Pequenos gestos que ainda nos faz acreditar na humanidade, principalmente no coração jovem, de um país, que infelizmente virou à extrema direita.

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A paisagem à volta desta praia é de dunas. Encontrei a beleza das flores sobre estas dunas com lírios e samambaias selvagens. A lenda diz que as fadas vivem ali. Será? 😉 Não sei, mas sei que foi passado um dia bastante agradável. Vem comigo conhecer esta Maldivas italiana.

Até ao próximo post sobre o verão no Salento! 😉

 

Sossego na praia I Due Mori

Continuando as aventuras nas férias de verão… Foi dia de conhecer outra praia da costa Adriática. Uma praia um pouco à Norte da Baía Dei Turchi chamada I Due Mori.  Antes de partir até ao encontro desta praia, vimos no Google Maps que havia uma extensa faixa de praia. Era isso mesmo que queríamos, mais espaço, mais privacidade.

À entrada para o estacionamento da praia, lá tivemos que parar para fazer o pagamento. Dissemos o nome da praia, mas nos responderam com perguntas em um italiano veloz. Não entendemos o que foi falado. Um dos senhores falava um pouco francês, e indicou o caminho para a praia, mas não sabemos o que aconteceu e ele não nos cobrou o estacionamento. Lá seguimos com aquelas instruções para ver no que ia dar.

O estacionamento ficava atrás de um empreendimento que explorava um trecho da praia com oferta também de brincadeiras aquáticas. Seguimos mais à direita, bem afastados desta exploração. Momento de arrumar toda a tralha, agora com tanto espaço. Foi neste momento que notamos a areia escura e ao fazer o buraco para o guarda sol foi que a areia ficou ainda mais escura.

Foi um dia passado tranquilo com poucos vendedores e muito espaço, mas apesar também de uma água cristalina e na temperatura ideal, não foi uma praia que nos agradou devido a areia e ser pouco atrativa em se tratando de beleza natural. No entanto, se buscas sossego e espaço, esta é a praia ideal da região.

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Só tirei 3 fotos pessoais e a foto que está no post, e um curtíssimo filme. Imaginem a minha animação com a praia! 😊

Até ao próximo post sobre o verão! 😉

Um passeio por Otranto

Como estivemos na Baía dei Turchi onde os turcos desembarcaram para conquistar Otranto, decidimos que seria a primeira cidade a ser explorada, e assim fomos num final de tarde com temperatura mais amena. Um momento do dia ideal para apreciar a praia e marina.

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A cidade é rica em história, arte e cultura. Merecia mais tempo para conhecê-la, entretanto a dificuldade em vaga de estacionamento no verão, demasiada oferta estilo “tourist trap”, sem falar que como é uma região mais frequentada por turistas da própria Itália sentimos alguma resistência ao inglês, assim não voltamos para visitá-la outra vez, apesar da pouca distância entre Minervino do Lecce e Otranto.

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A sua posição geográfica foi uma oportunidade comercial, mas também uma ameaça para invasões. A chamada “cidade velha” é cercada por muralhas defensivas, e sua entrada chama-se Porta Alfonsina. Há muita vida descontraída dentro das muralhas, contrastando com um passado de conquistadores lombardos, bizantinos, aragoneses, franceses e turcos, povos que deixaram suas “pegadas” na vida da cidade. É o caso do Castelo Aragonês construído por Fernando I de Aragão, entre 1485 e 1498, como uma fortaleza militar com seu fosso à volta.

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Andar pelas ruas estreitas e becos da cidade antiga é muito agradável. São cenas pitorescas. Há muitas pequenas lojas, restaurantes, cafés e muitas casas com simpáticos pátios. Um labirinto que dá gosto percorrer e se perder.

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Depois de conhecer o exterior do Castelo, seguimos poucos metros e avistamos a grandiosa Catedral de Santa Maria Anunziata, que remonta ao século XI. Logo chama a atenção a sua rosácea gótica e alguns elementos barrocos na porta de entrada. O seu interior é fantástico! O seu chão de mosaico é de um imenso valor artístico e pelo que percebi representa a “Árvore da Vida”, mas também há outras simbologias como o papel histórico de Otranto e referências pagãs. Acho que merecia um balcão superior para ser visto em sua totalidade. Em seu interior há a Capela dos Mártires ainda com restos mortais de fiéis, que tentaram a resistência contra os turcos, mas não tive coragem de visitar. Há outras igrejas que mereciam uma visita, mas não a fiz.

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Após o passeio pelas ruas de Otranto, fomos à procura de um restaurante para jantar. Nossa atenção foi desviada por um grupo de mulheres que dançavam ao som de tambores, aquele ritmo atraiu muitas pessoas naquele fim de tarde de beleza. Voltamos à realidade, e vimos que o restaurante que havíamos escolhido estava com uma fila enorme e carecia de reserva. Acabamos por ir a um que estava até bem cotado no TripAdvisor, seguimos a sugestão de peixe do dia, e saímos com a sensação de ter caído numa daquelas armadilhas para turista. Valeu apenas a simpatia da funcionária e algumas fotos do seu trato com o peixe.

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Segue um vídeo com muitas imagens de Otranto, e outro vídeo com som original! 😉

Até ao próximo post em terras do Salento! 😉