Clube da Luta,o livro

Estou de volta! Estive por um mês no Nordeste do Brasil e alguns dias em Budapeste. Mais sobre esses momentos tão distintos falarei no futuro.
Sempre que viajo levo um companheiro de viagem, um livro. E, para essas viagens  que falei não foi diferente.
Motivada por dois blogs que gosto de seguir, Ice Paradise e 1 Pedra no Caminho, a escolha do livro foi “Clube da Luta“, de Chuck Palahniuk.
Eu já tinha ouvido falar sobre o filme, mas nunca houve interesse em vê-lo, o título e os atores não me convenciam.
Primeiro li o livro e depois vi o filme. Como eu estava enganada!
O livro não é uma leitura fácil. É preciso estar muito atento. Mais o livro puxa a curiosidade de onde é que aquilo tudo vai terminar. E,o final é impressionante! Eu fiquei com ar do tipo: Como é que eu não percebi isso antes? Ao terminar o łivro disse para mim mesma que, sem dúvida, daria um bom filme.
Também foi surpreendente que este livro como o anterior que eu li, Sono, a personagem principal tem problemas de insónia.
Fui ver o filme. E concordo com a Val (blog: 1 Pedra no Caminho), eu também nunca vi o Brad Pitt atuar tão bem, e o Edward Norton foi escolhido com perfeição para o papel.
Achei o filme muito bom. Fiquei a pensar no filme e no livro por vários dias, bom sinal! O filme vem esclarecer todas as dúvidas e vazios que surgiram durante a leitura do łivro.
Neste post não é minha intenção fazer uma resenha, mas as minhas impressões sobre o livro e o filme. Não deixem de ler as resenhas dos blogs que citei acima. Se eu fosse acrescentar algo ao que elas escreveram, acabaria por revelar a grande surpresa do livro, e você perderia a vontade de navegar pela inteligente escrita do escritor americano Palahniuk.
Concluo que muitos de nós gostaríamos de ter um escape na vida como o clube da luta foi para o personagem principal.

Tot ziens! 🙂

Sono, o livro

Sono é um conto do escritor japonês Haruki Murakami. Eu escolhi esta leitura com um pouco de receio, mas o tema atraía-me, porque ultimamente tendo tido alguma má relação com o sono.
Não conhecia o autor, apesar do nome não vir a ser totalmente estranho. Ao pesquisar o nome, descobri que ele é um sucesso literário.
Sono é uma leitura simples, sem palavras difíceis com uma narrativa surpreendentemente ocidental. Por vezes, esta história não parece real, como se fosse produto de um sonho. Uma dona de  casa que sem motivos passa a ter problemas em dormir, ficando mesmo acordada por 17 dias.
A personagem, apesar de casada e ter um filho pequeno, parece viver num mundo solitário dentro de um vazio interior. Ela passava as suas horas sem dormir entre atividades domésticas, alguma atividade desportiva e a ler obras de Dostoievski. Não queria consultar um médico. O conhaque acompanhava na leitura. Estava satisfeita por poder se concentrar apesar da situação que se encontrava.
Começou a comparar o sono com a morte e revelando-se em perguntas filosóficas sobre o tema.
O conto é composto de algumas ilustrações no final de cada capítulo. O fim é como aqueles filmes que você está no êxtase e, de repente, acaba. então, você fica aborrecido porque parece que a história não fez sentido, que você perdeu seu tempo, e que vai ter mesmo que esperar pela continuação em Sono 2.
De qualquer forma valeu a pena conhecer mais um autor asiático, e como ele consegue adaptar para uma realidade quase ocidental.

Tot ziens! 🙂

Museu Louwman em Haia

Depois de visitar o Museu Escher, no domingo pela manhã, almoçamos e seguimos para os arredores do centro de Haia para conhecer o Museu Louwman, a pedido dos meus dois rapazes.
O museu é uma impressionante coleção de carros particular, e também de carruagens. O museu é muito grande, contém um amplo estacionamento coberto, e no interior do museu há um elegante café, bem como uma loja de souveniers.
Toda a coleção pertence à família de Pieter Louwman que era dono da importadora holandesa das marcas Dodge e Chrysler. A coleção está impecavelmente conservada, apresentando-nos a história do carro nas nossas vidas. No decorrer da visita há dois momentos para se assistir a um filme com trilha sonora. E quase a terminar a visita, você encontra a reprodução de algumas construções antigas como lojinha de peças de auto, barbearia, farmácia e um café antigo.
Durante a mostra de carros nos deparamos com uma vitrine repleta de bandeiras, sendo que havia uma estranha organização. É que as bandeiras do Brasil, Portugal e Bélgica, estavam juntas nesta sequência; e isso representa exatamente o percurso da minha vida até o momento. Surpreendente!
O ponto negativo do museu, em minha opinião, é o preço cobrado para as crianças, logo elas que fazem a alegria daquele museu. Os preços: adulto 14,50€, criança 5 a 12 anos 7€, e jovem dos 13 aos 18 anos 12,50€. O estacionamento custou 5€.
De qualquer forma foi uma interessante coleção de carruagens, carros, motos e acessórios em geral que deixaram os meus filhos fascinados e só por isso valeu a visita.
E foi assim que concluímos o nosso fantástico fim de semana em Haia.
Vem comigo ver algumas de muitas fotos que tirei! 🙂

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Uma das mais antigas carruagens

 

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Veículo dos bombeiros

 

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Vista de uma das alas do museu

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Veículos usados na 2ª Guerra Mundial

 

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Estranha coincidência

 

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Tecnologia moderna

 

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Carro ou barco?

 

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Elegante

 

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Um táxi antigo

 

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O famoso fusca

 

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Um carro que pertenceu a Elvis Presley

 

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Um dos carros de corrida da exposição

 

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Carro de Fórmula 1 da antiga equipe March

 

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Maserati

 

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Reprodução de um ambiente antigo com lojas e café

 

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Um carro da Índia

 

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Último salão da exposição

Tot ziens! 🙂

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Museu Escher em Haia

E, continuando nosso tour pelos museus em Haia, foi a vez do Museu Escher, logo no Domingo pela manhã. O dia estava cinzento e com chuva fininha intermitente. Um tempo muito comum nesta região da Europa, e que não gosto nada. 🙂 Mais para ver os desenhos de Escher, eu estava com um Sol dentro de mim.
O museu está localizado no centro de Haia num antigo palacete da família real.  Há um café em seu interior. Compramos os bilhetes, guardamos nossos casacos e começamos a subir as escadas para o mundo de Escher. Os meus filhos estavam vibrando e foram convidados a participar de um quiz, no final da visita ganharam pela participação um cartão postal do museu e auto-colantes.
Escher é o mestre da ilusão óptica, um grande artista gráfico holandês, aquele que era capaz de desenhar o imaginável em perspectivas surpreendentes. No museu havia suas obras, suas agendas anotadas cuidadosamente, fotos em família, fotos de toda sua vida (ele gostava muito de fotografar também), alguns objetos pessoais e seus raports (boletim de notas da escola holandesa). Escher não era um bom aluno, mas as suas notas em desenho eram muito boas.
Não apenas tudo que Escher produziu ao longo de sua vida encantou-me neste museu, eu também fui conquistada pelos exóticos candeeiros de teto que estavam nos ambientes que passavamos.
Este foi o meu museu preferido ao longo do fim de semana, pois aprendi muito sobre as técnicas e vida do génio Escher, diverti-me bastante, e intrigou-me muito sobre como era possível desenhar o quase absurdo. As crianças corriam animadas para responder o quiz. E eu acho a participação das crianças nos museus algo fantástico, algo que nos traz esperança quanto ao futuro.
Vem comigo ver algumas fotos! 🙂

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O palacete do museu Escher

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Tot ziens ! 🙂

Museu Mauritshuis em Haia

Então, como prometido no anterior post, vou começar a falar sobre a visita aos museus em Haia.
Chegando a Haia, começamos o nosso tour de fim de semana pelos museus.
O primeiro escolhido foi o museu Mauritshuis, que significa “Casa do Maurício”. Sim, o nosso conhecido, o conde Maurício de Nassau.
A entrada não é pela frente, mas sim por um acesso lateral que nos leva a um grande salão onde está a bilheteria, o guarda casacos e uma pequena lojinha. Depois de pagarmos a entrada (adulto 14€ e crianças até 18 anos é grátis) somos indicados para guardar os nossos casacos e receber um pequeno aparelho  com fones de ouvido para ouvir a descrição das obras de artes, algumas estavam em português. Também nos convidaram a instalar o aplicativo do museu em nossos celulares (telemóveis) disponível em vários idiomas, inclusive o português.
O museu tem 2 andares com obras de arte apresentadas em corredores e salas, mostrando toda a grandeza da pintura flamenga, sob diversos temas e pintores como: Rubens, Rembrandt e Vermeer.

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Frente do museu Maurithuis

Como não sou especialista em pintura, vou apresentar aqui aquelas que mais me emocionaram.
Uma delas estava na sala 13, sob o tema Johan Maurits e o Brasil. Eu fiquei literalmente arrepiada ao ver em pintura, na Holanda, a paisagem que me é tão familiar, minha querida Ilha de Itamaracá, em Pernambuco. Sob a pintura de Frans Post considerada a mais antiga pintura profissional nas Américas. O conde passou vários anos como governador da colônia holandesa no Brasil. Ele designou artistas para estudar o habitat natural e as pessoas. E, assim as pessoas na Holanda puderam conhecer as primeiras paisagens sobre o Brasil exótico. No quadro, além da vista da ilha, também nota-se a presença de escravos traficados pelo conde para trabalhar nas plantações de cana de açúcar no Brasil.

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Ilha de Itamaracá em Pernambuco

Um dos mais famosos e, por isso, muitos ficam à sua volta para tirar fotos e você tem que esperar um pouco é A Menina com Brinco de Pérola, de Vermeer. O quadro é ainda mais impressionante quando se vê ao vivo. Este quadro é referido como a Mona Lisa holandesa.

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A Menina com Brinco de Pérola, Vermeer

Outra pintura famosa é a Lição de Anatomia do Dr. Tulp, de Rembrandt, 1632. Outro quadro magnífico em detalhes e expressões que chocou-me refletindo numa foto de má qualidade. 🙂

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Lição de Anatomia do Dr. Tulp, de Rembrandt

Você passa facilmente sem perceber no mínimo 3 horas neste museu. Deixamos de estar hipnotizados pelas pinturas de grandes mestres quando a fome começou a se fazer sentir. Eu vi muitas crianças neste museu, o que é extraordinário. Notei nos museus em Haia que as crianças são os convidados especiais. E ainda bem que elas correspondem!

Tot ziens! 🙂

 

 

 

 

 

 

 

 

Fim de semana em Haia, Holanda

A Holanda é um destino que gostamos de ir, pela sua beleza, atrações e a facilidade da língua, já que vivemos na região da Bélgica em que se fala o holandês.
O destino, desta vez, foi Haia. Mais atenção, Haia em holandês é Den Haag. Fica a cerca de 2 horas da nossa casa e a uns 55km de Amsterdão.
Foi um fim de semana a explorar esta cidade que além de sede do governo, corte penal internacional e cidade real, é uma riqueza em museus e monumentos.
Se você estiver visitando Amsterdão é possível visitar Haia devido a proximidade, e o melhor transporte talvez seja o trem, mas nós fomos de carro, e se a sua hospedagem não tiver estacionamento, então prepara-se para pagar muito. Pouco mais de um dia com o carro no estacionamento pode chegar aos 45 euros. Isso mesmo!
Apesar de Haia ser uma cidade relativamente pequena, um fim de semana não foi suficiente para ver todos os principais destaques da cidade e ir até ao mar (só para ver). Visitamos o bairro chinês “Chinatown“, o Grote Marktstraat, o museu Maurithuis, o museu Escher e o museu Louwman. Sobre estes museus falarei em futuros posts.
Não podíamos deixar de provar uma especialidade popular por ali, o arenque. Servido num pão de leite com arenque e cebola picadinha (belegde broodjes). O senhor que nos atendeu perguntou se íamos comer ali, pois se fosse o caso, era melhor comer dentro do estabelecimento, visto que as gaivotas ficam atentas para atacar o nosso lanche. Fiquei tão atenta que esqueci de tirar uma foto para vos mostrar. Fica para a próxima vez.
Para já vem comigo apreciar um pouco das paisagens de Haia (Den Haag).
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O museu Maurithuis dá vista para esta beleza

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Uma vista de Haia

 

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Prédios de arquitetura moderna também fazem parte de Haia

 

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Uma feira de livros e objetos antigos

 

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Pelas ruas de Haia

 

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O bonde elétrico faz parte da paisagem de Haia

 

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Portão de entrada para o bairro chinês. Muitas bicicletas, uma tradição.

 

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Paramos para comer arenque, mas cuidado com as gaivotas!

 

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Linda!

Tot ziens! 🙂

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conhecer os Evzones, Atenas

Quando terminamos as nossas aventuras pelas ruas de Atenas, almoçamos no centro e seguimos para o hotel. Enquanto descansavamos, pusemos a conversar sobre o que era possível ainda fazer nas horas que nos restavam antes de ir dormir.
Foi assim que lembramos dos Evzones. Após o rápido descanso, seguimos em direção à praça Sintagma que é próxima do hotel que estavamos.
Os Evzones, que significa “bela cintura” é um regimento de elite da infantaria do exército grego. Eles guardam o parlamento e o túmlo do Soldado Desconhecido.
E não é que chegamos bem a tempo de ver o espetáculo que é a troca de guarda desses rapazes tradicionalmente vestidos com os seus mínimos 1,87m de altura.
Após a troca podemos, de forma organizada, tirar fotos ao seu lado, mas com muito respeito se não eles reagem batendo com a arma ao chão. A troca de guarda realiza-se a cada hora do dia. Eles ficam completamente imóveis.
Tiramos fotos e filmamos, daí seguimos para jantar em um restaurante com esplanada para saborear umas apetitosas sardinhas acompanhadas de salada grega.
No dia seguinte, o regresso à Bélgica com escala de algumas horas em Belgrado (Sérvia). Foi aí que passei uma situação estranha. Estavámos os quatro com passaportes portugueses com idênticos carimbos, mas apenas eu passei por despiste de droga. Passaram-me uns adesivos nos dedos das mãos e nos meus bolsos. Eu fiquei pasma, sem ação. Meus filhos puseram-se a rir levemente e disseram que era o meu local de nascimento no passaporte português. Será? O que vocês acham?
Bem, mas vem comigo ver as fotos e um curto vídeo.

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Parlamento grego e túmulo do Soldado Desconhecido

 

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Troca da guarda

 

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Bem de pertinho

Tot ziens ! 🙂