His house, o filme

Um filme de terror psicológico que vai muito além dessa classificação. A história começa com um drama cada vez mais presente nas notícias, um casal que foge da guerra no Sudão do Sul, e arrisca-se numa travessia no mar. 

É este momento da travessia, que mudará a vida de um casal de refugiados. No entanto, o filme revela outras discussões como a discriminação entre iguais. 

His House (O Que Ficou Para Trás, em português) também nos faz refletir sobre a sensação de que quando nos sentimos deslocados de uma realidade, os fantasmas do passado aparecem, e a tendência é querer retornar de onde se saiu mesmo sabendo que a vida anterior não era segura nem de qualidade. Isso é algo que muitos imigrantes acabam por passar.

Uma dica para este fim de semana. Segue o trailer com áudio em inglês e legendas em português.

Até ao próximo post!

As múmias egípcias

“As múmias egípcias, na sua esmagadora maioria, tiveram uma eternidade curta. Muitas foram destruídas por salteadores de tumbas. Outras conheceram um destino ainda mais atroz. No século XVII, por exemplo, os europeus acreditavam nos poderes terapêuticos do pó das múmias. Criou-se assim uma lucrativa indústria. As múmias eram reduzidas a pó no Egito e enviadas para a Europa. Em breve, faltando exemplares autênticos, alguns comerciantes egípcios mais empreendedores trataram de mumificar cadáveres dos seus contemporâneos, reduzindo-os a pó, e enviando-os depois, em pacotinhos, para a Europa. Muitas dessas pessoas haviam morrido de doenças contagiosas, como a varíola, e assim o pó de múmia, longe de tratar o que quer que fosse, ajudou a propagar tais moléstias entre os europeus.”

(Um Estranho em Goa, José Eduardo Agualusa, pág.91, versão Epub)

Vale a pena rever o translado das múmias para o Museu Nacional da Civilização Egípcia…

Obrigada por sua leitura e até ao próximo post!

Croácia em imagens V

Gosto muito de gaivotas, sempre procuro fotografá-las em viagem. Às vezes, são um pouco histéricas, mas não perdem a sua graça.
Estas estavam em Brijuni, uma das ilhas croata. 


Olhei tanto para esta pedra enquanto estava em Uvala Debeljak, que tive o meu momento de pareidolia. Uvala (croata) significa enseada.

Obrigada por sua leitura e até ao próximo post!

Croácia em imagens IV

Andar pelas ruas de Pula e observar os seus detalhes. As ruas do centro recebiam duas placas, provavelmente para seguir a tradição da influência dos romanos sobre a região da Ístria.

Não sou muito para doces, mas esses estavam lindamente organizados e com cores vibrantes. Ah, organização e cor é comigo. 

Nem uma aranha escapou ao meu olhar. Uma aranha croata numa cidade que foi ocupada, destruída e reconstruída inúmeras vezes ao longo de sua história.

Essa singela flor no meio de cactos fez-me lembrar o quanto deve ter sido importante a capacidade de resistência do povo croata.

Agradeço sua leitura e até ao próximo post!

Brócolis com tofu

Não sou vegetariana, mas tenho o cuidado de diminuir a minha pegada ecológica. Assim, estou sempre à procura de receitas vegetarianas. Quando testo e o resultado é positivo, então trago-o ao blog.
Um dos canais que sigo, o Receitas do Kazu apresentou mais uma sugestão com tofu. Para mim é fácil encontrar tofu, seja de marca, da marca genérica do supermercado ou mesmo bio.
Vocês já devem ter notado que modifico um pouco a receita original. Desta vez, modifiquei quase nada. Fiz o brócolis a vapor e o requeijão do tipo que se vende no Brasil foi substituído por queijo fundido.

Receita cremosa de brócolis com tofu 

300g de brócolis (1 maço)
Água suficiente para cozinhar o brócolis 
1 colher de sopa de azeite
300g de tofu
1 cebola grande
2 colheres de chá de alho moído
2 tomates picados (com sementes)
200g de creme de leite (natas)
200g de requeijão brasileiro
Sal e pimenta do reino
1 colher de sopa de amido de milho + 3 colheres de sopa de leite
Queijo mussarela a gosto

Modo de fazer:
Ferver o brócolis.
Numa panela colocar 1 colher sopa de azeite e colocar o tofu em cubos, fritar até dourar.
Colocar 1 cebola grande picada, o alho moído. Refogar. Colocar os tomates e refogar.
Adicionar os brócolis, o creme de leite, o requeijão.
Pimenta a gosto de sal.
Cozinhar por 3 min em fogo médio.
Adicionar o amido de milho dissolvido. 
E o queijo mussarela à vontade. Deixar o queijo derreter.

Obrigada pela leitura e até ao próximo post!

Meus desacontecimentos, o livro

Depois de ler “A vida que ninguém vê” fiquei curiosa por conhecer a fonte de inspiração da escritora e jornalista Eliane Brum. Foi assim que cheguei a mais outro livro dela “Meus desacontecimentos“. E descobri que a história de sua própria família é a sua fonte inspiradora.

Desde quando emigraram para o Brasil, os Brun ganham uma “perna” a mais em seu nome, e passam, por erro do escrivão, a serem os Brum. A maior parte dessa história passa-se em Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul. A menina Eliane viveu a sua vida cercada de mulheres bondosas e tristes. A mulher onde nasceu vivia para suportar a vida. E é através do poder da história contada e da palavra que é outro corpo que a habita, a escritora vai revelando o seu segredo de inspiração e sensibilidade.

“A morte é um mundo sem palavras.”

“Um filho é mundo sem tempo.”

Obrigada por sua leitura e até ao próximo post!

Croácia em imagens III

Caminhando pelas ruas de Pula, na Croácia, deu para imaginar a antiga Iugoslávia. Não vi prédios sofisticados por onde andei. Havia um certo nível de igualdade, nada de ostentação. Essa característica talvez seja quebrada durante as noites do anual Pula Film Festival.

Achei que o som da língua croata lembrava a língua russa. Tentei recordar as aulas de história geral, afinal a região é rica de fatos. Lembrei do Marechal Tito cuja imagem estava estampada numa t-shirt à venda não longe de outra t-shirt com Che Guevara. Putin também estava em algumas lojas de souvenir, mas de uma forma debochada. Sempre achei que no tempo da antiga Iugoslávia havia um certo orgulho por não serem dependentes dos soviéticos.

Olhei para o alto e avistei chaminés, que pareciam soldados em vigília. Observavam nativos e turistas. Os turistas em maioria eram austríacos, seguidos por alemães e dinamarqueses.

Obrigada por sua leitura e até ao próximo post.

Croácia em imagens II

Sempre tenho feito posts sobre a culinária do país que visito. Desta vez, nada me surpreendeu a ponto de dedicar um post ao assunto. No entanto, gostei muito desse refrigerante chamado Pasareta. Lembrou-me o sabor de Aperol. Deve ser uma versão similar do Aperol para quem não bebe álcool. As cervejas locais não me impressionaram. O “famoso” vinho branco também não. Não cheguei a conhecer algo autêntico da culinária croata. Fui apresentada a uma mistura de influências da gastronomia italiana, grega e alemã. Estive em um supermercado de origem holandesa, e vi muito dessas influências, bem como muitos produtos com os astros do futebol nacional e com o quadriculado vermelho e branco que há na bandeira croata. E, por falar em futebol, vi alguns jovens rapazes com o corte de cabelo do seu maior astro, o Modric.

Foi só na Croácia que vi kiwis em sua árvore, ou melhor dizendo, trepadeira. Já tinha visto muitos anos atrás, mas sem o fruto. Estes pareciam em harmonia com o fruto da videira. 
Curiosa a sua origem chinesa, mas a fama mundial desse fruto surgiu após seu cultivo na Nova Zelândia. É um fruto que gosto, seja o verde ou o amarelo.

Obrigada por sua visita e até ao próximo post.

Croácia em imagens I

Eu não esperava nem tão cedo sentir o mar de água cristalina. Aconteceu, e sou muito grata. Foram cerca de 15 hs na estrada. Atravessar 4 países, sem contar a Bélgica, e chegar ao Norte da Croácia, em Pula. Enfrentando parte da chuva que atingiu tragicamente a Alemanha e a Bélgica até chegar ao Sol do destino.
Por lá, registrei algumas fotos. Alguns desses momentos trago aos pares aqui no blog.

Enquanto, estive sentada nas desconfortáveis pedras das praias fiquei a juntar o que estava por perto, até mesmo algum lixo. Foi num desses “juntar” que surgiu essa foto no primeiro dia de praia. Resultado de tantos pinheiros à volta das praias. Foram 4 pinhas, mas podiam ter sido 2, 6 ou 8. Inconscientemente, os números pares parecem estar mais presentes em minha vida.

Em alguns países mais quentes da Europa é costume as janelas terem portadas, que são deixadas fechadas durante o período mais quente do dia para manter a casa fresca. E ao fim do dia, as portadas são abertas. Foi assim que observei esse curioso apoiador de portadas.

Obrigada por me acompanhar neste espaço e até ao próximo post.

Batata doce tikka masala

Encontrei essa receita vegetariana no canal Bosh.tv, no YouTuBe, sweet potato tikka masala. Nada de carnes? Humm… vou testá-la! Claro, sempre tive que fazer adaptações, pois não encontrei a especiaria funee greek e o coentro fresco não entra aqui em casa, então usei a salsa. Aprovada! Segue a receita original, e no fim uma dica pessoal para uma próxima preparação desta receita.


Numa frigideira colocar 1 colher sopa de azeite, 1 cebola picada, 3 dentes de alho esmagados. 
1 colher sopa de páprica fumada, gengibre fresco, 1 pitada de açafrão, 4 tomates cherrys, 2 colheres de chá de amêndoa, coentros em pó, cominhos, garam massala, 2 colheres sopa tomate purê,  funee greek, um punhado de coentro. 
Na frigideira colocar 250 ml água por 10 min.
Passar tudo no mix com 200 ml água. 
Na frigideira colocar 3 colheres sopa de óleo, 15 g de coentro fresco, 2 pimentos vermelhos em pedaços. 
Deitar o molho do mix na frigideira.
Colocar 400ml de leite de coco na frigideira.
Colocar também 700g batata doce assada em cubos por 10 min.
Suco de ½ limão amarelo.
Acompanhar com arroz. E acompanhei também com pão nan.
Por cima colocar amêndoas em laminadas.

Obs. Deve ficar bom acrescentar ovos cozidos ou tofu.