Tomboy, o filme

Estamos no fim de semana, então vai a dica de um filme europeu. 😉

Tomboy (2011), uma película francesa que aborda a questão da identidade de gênero ainda na infância. Laure com 10 anos assume perante novos amigos que é Michael. Ela observa o comportamento dos meninos vizinhos com a sua mesma idade e imita-os, tenta ser aceite no grupo. Um filme vencedor de vários prêmios.

O pai ocupado em se fixar numa cidade finge que nada se passa, a mãe grávida não aceita, a irmãzinha é uma grande companheira.

Tomboy significa maria-rapaz (port.-Pt), mas até que ponto a situação é um caso de identidade de gênero, em que a pessoa não se reconhece no corpo que nasceu, ou é uma situação ainda de construção de identidade?

Não sei responder, não fica muito claro  no filme, e acho que não é o objetivo da película. É suficiente ter conhecimento sobre. É suficiente saber que há pessoas que sofrem por não poderem revelar à sociedade a sua identidade de gênero.

Senti a dor de Laure ao ser humilhada, e quando a mãe disse-lhe que não havia outra alternativa. E tudo acontece sobre o ritmo de um filme europeu, como se estivesse a beber um bom vinho. Não há pressa, aprecia. 😉

Até ao próximo post! 😉

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Eurovisão 2019, a final

E o vencedor deste ano foi a Holanda, com a música Arcade, interpretada por Duncan Laurence. Era um dos meus favoritos, mas também gostei da Itália, da Suécia, da Noruega, da França, do Chipre, da Grécia, do Azerbaijão, da Islândia. Infelizmente, não deu para a Bélgica e nem Portugal chegarem à final.

 

Quando o metal da Islândia recebeu os muitos pontos da votação por telefone comemorou com uma bandeira da Palestina. Aqui vai o vídeo do que aconteceu a seguir e as câmeras oficiais não mostraram.

Até ao próximo post! 😉

Beasts of no nation, o filme

Como é fim de semana, vai uma dica…

Este filme da Netflix é baseado no romance do escritor norte americano, descendente de nigerianos, Uzodinma Iweala.

Os primeiros minutos mostram crianças brincando em momentos de genuínas brincadeiras. É possível dar boas gargalhadas com suas brincadeiras. De repente, a vida do pequeno Agu (personagem principal) muda com a chegada da guerra ao seu vilarejo. Crianças são transformadas em soldados, e perdem a inocência, perdem a infância. Mesmo assim, é possível ver companheirismo entre eles.

O cenário é a Nigéria, mas as cenas bem poderiam ser no Afeganistão, Síria, Iraque, República Centro-Africana, Congo, Sudão do Sul, e tantos mais.

Eu não vou muito mais falar sobre o filme, mas advirto que há muitas cenas de violência. Você também pode encontrar o filme completo no YouTube.

Se eu contar tudo para você, você achará que eu sou um tipo de besta ou demônio. E eu sou tudo isso. Mas eu já tive uma mãe, e um pai, e uma irmã e um irmão. E eles me amaram. Um tempo atrás.” Agu

Vamos ver o trailer deste filme que é vencedor de vários prêmios de cinema…

 

Até ao próximo post! 😉

A livraria mágica de Paris, o livro

download.jpegO livreiro parisiense Monsieur Perdu vende livros como se fossem remédios para os sofrimentos da alma, para proteger da burrice e de falsas esperanças. E assim, começa o livro que só pelo título conquistou-me. É verdade, que a um certo momento da leitura o livro perde a sua intensidade, voltando a recuperar o ritmo próximo ao fim deste romance.

Em sua farmácia literária recebia seus clientes, e com uma simples conversa era capaz de identificar em sua alma o que lhe faltava. Ele lia o corpo pela postura, por seus movimentos e gestos, o que afetava e oprimia, as predições de amor. Assim combinava os romances certos com as enfermidades. Era o dom de transpercepção.

No entanto, os livros não são capazes de mudar as pessoas más. Não era possível tornar pais, maridos ou amigos melhores. Estes continuariam sendo tiranos, torturadores, odiosos nas pequenas coisas, e covardes com o constrangimento de suas vítimas.

Perdu dizia pérolas aos que lhe cruzavam como: – limpar é meditação com movimento (adorei esta!);  – ninguém ficaria inteligente se não tivesse sido jovem e estúpido em algum momento; – nunca ouça o medo! O medo emburrece.

A sua sabedoria sobre o amor era resultado também de sua própria experiência com um amor que foi o motivo de sua existência. O amor, para ele, é uma morada onde nada deve ser escondido ou “poupado”. Habitar o amor por completo é não se deixar intimidar por nenhum quarto, nem porta. Brigar, acariciar, separar, fazem parte desta habitação. Aliás, Perdu chamava os livros de lares, e também de liberdades. E dizia mais: “Todos os amores. Todos os mortos. Todas as pessoas do nosso tempo. São os rios que formam nosso mar da alma. Quando não queremos nos lembrar deles, esse mar também seca.”

Ao longo da leitura deste livro, outros livros são citados. É a chamada Farmácia Literária de Emergência de Jean Perdu. Comecei a tomar anotações dos títulos dos livros e autor, mas no final do livro encontra-se a lista completa. Também encontrará no fim do livro receitas da região de Provence, em França. E mais ainda, um impressionante roteiro por esta região feito por Perdu e seu amigo escritor Max Jordan com outros amigos que iam conhecendo. Enquanto conduzia sozinho o carro, ouviu que tocaria “Albatross”, de Fleetwood Mac. Uma canção que fazia Jean Perdu pensar no vôo de gaivotas ao pôr do sol, em uma praia distante desse mundo, no estalar da fogueira de madeira tirada dos rios.

Estive a tentar construir este roteiro. Não vou descrevê-lo aqui, pois ficaria um post cansativo. Ficará para uma possível viagem no futuro. Quem sabe? E assim, descreveria-o no blog fazendo menção ao livro. Apesar de que antes de viver na Bélgica já estive nesta região, mas o blog é sobre tudo que me acontece após viver na Bélgica. No entanto, navegando na Internet, acabei por achar um mapa com uma parte do roteiro do livro. Interessante! E interessante também é que toda esse enredo foi construído por uma escritora com origem alemã, Nina George.

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Por fim, o próprio Perdu escreve o seu livro intitulado Grande Enciclopédia dos Pequenos Sentimentos, que é uma obra de consulta para livreiros, amantes e outros farmacêuticos literários.

E, assim foi mais um livro na minha vida. 😉

Até ao próximo post! 😉

 

Feijoada de gambas

Essa feijoada é saboreada em profundo silêncio aqui em casa. (Muitas gargalhadas) Sério, gente! Não há tempo para palavras, muito menos conversas. Parece que todo o corpo é tomado por este sabor, e leva-te para outro mundo. Eu já vi tantas diferentes receitas, que faço-a à minha moda, de acordo com as preferências de casa.

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Ingredientes:

500 g feijão branco (há quem use o feijão manteiga)
400 g gamba(s) (camarão)
2 dentes alho
2 cebola(s)
50 g chouriço-de-carne
2 tomate(s) maduro(s)
3 c. sopa azeite
1 folha louro
copo (tipo licor) de vinho branco
q.b. sal
q.b. pimenta

1. Faça um refogado com dois dentes de alho, as cebolas, o chouriço, os tomates, (tudo picado), o azeite, e o louro. Regue depois com vinho e deixe cozinhar.

2. À parte, coza as gambas, escorra-as. As que compro são congeladas e limpas. E, cozo-as rapidamente para que não fiquem duras.

3. Entretanto, adicione as gambas ao refogado inicial.

4. Retifique os temperos e deixe cozinhar mais um pouco.

5. Separadamente, coza o feijão (já demolhado) em água temperada com sal e temperos. Depois de cozido, escorra o feijão e junte-o ao preparado. Mexa, rectifique os temperos e deixe cozinhar mais um pouco. Eu uso o feijão em lata, já preparado. Cada lata grande vem com cerca de 520g de feijão escorrido.

6. Sirva de imediato, e acompanhado com arroz.

Bom apetite e até ao próximo post! 😉

A fortunate man, o filme

Fim de semana à porta, então que tal ver um filme europeu? 😉

A fortunate man (2018) é um filme dinamarquês com nome original Lykke-Per. Desconheço o nome em português.

Um drama longo, mas não cansativo, que trata de temas como educação religiosa e sua influência na infância, conflitos entre religiões, orgulho, paixão, amor, transtorno de personalidade, e engenharia, numa Dinamarca do século XIX. Lindas paisagens da Dinamarca e Áustria.

Eu gostei do filme, uma  daquelas películas que parece que sou absorvida pela trama, que me envolve nos dramas e sensibilidades das personagens.

Vamos vê-lo em trailer?

Até ao próximo post! 😉

Bolsa integral para Londres

A Universidade de Westminster recebe até dia 31 de maio as candidaturas para a bolsa Vice Chancellor. Trata-se de uma bolsa de graduação em Londres voltada a estudantes internacionais, vindos de países em desenvolvimento – como é o caso do Brasil. O apoio financeiro será oferecido a estudantes que tenham sido aceitos em um dos programas oferecidos pela universidade, sem restrição de área.

– cartas de recomendação e  essays;
– formulário padrão, que inclui um personal statement e o plano de carreira do aluno;
– comprovar necessidade financeira;
– cópia do diploma do Ensino Médio (traduzido para o inglês);
– uma carta de referência, acadêmica ou profissional;
– anexar a carta de aceite obtida e o tipo da oferta feita pela Universidade de Westminster (condicional ou incondicional);
– um currículo ou outra carta de recomendação;
a proficiência em língua inglesa, que precisa ser atestada por meio de exames padronizados, como o IELTS.

Mais informações: https://www.westminster.ac.uk/study/fees-and-funding/scholarships/vice-chancellor-scholarship

Até ao próximo post! 😉