Batata doce tikka masala

Encontrei essa receita vegetariana no canal Bosh.tv, no YouTuBe, sweet potato tikka masala. Nada de carnes? Humm… vou testá-la! Claro, sempre tive que fazer adaptações, pois não encontrei a especiaria funee greek e o coentro fresco não entra aqui em casa, então usei a salsa. Aprovada! Segue a receita original, e no fim uma dica pessoal para uma próxima preparação desta receita.


Numa frigideira colocar 1 colher sopa de azeite, 1 cebola picada, 3 dentes de alho esmagados. 
1 colher sopa de páprica fumada, gengibre fresco, 1 pitada de açafrão, 4 tomates cherrys, 2 colheres de chá de amêndoa, coentros em pó, cominhos, garam massala, 2 colheres sopa tomate purê,  funee greek, um punhado de coentro. 
Na frigideira colocar 250 ml água por 10 min.
Passar tudo no mix com 200 ml água. 
Na frigideira colocar 3 colheres sopa de óleo, 15 g de coentro fresco, 2 pimentos vermelhos em pedaços. 
Deitar o molho do mix na frigideira.
Colocar 400ml de leite de coco na frigideira.
Colocar também 700g batata doce assada em cubos por 10 min.
Suco de ½ limão amarelo.
Acompanhar com arroz. E acompanhei também com pão nan.
Por cima colocar amêndoas em laminadas.

Obs. Deve ficar bom acrescentar ovos cozidos ou tofu.

Gumbo com camarões

Fui para a cozinha e transportei-me até o Sul dos Estados Unidos, mais precisamente estive na Luisiana. Uma viagem rápida, segura e saborosa. 

Preparei o prato marcante da culinária cajun Louisiana, Gumbo (ou gombo) numa versão com camarões e salsicha polonesa (polaca), que aprendi no programa de culinária da tv belga chamado Dagelijkse Kost do chef Jeroen. O prato é um guisado com vários tipos de carne ou mariscos, que costuma ser acompanhado com arroz branco. A especiaria cajun é referente aos descendentes dos acadianos expulsos do Canadá e que se fixaram na Luisiana com sua própria cultura seja na música popular ou na culinária.

Gumbo com camarões (4 pessoas)

250 g arroz
Um pouco de azeite 
3 salsichas polonesas (polacas)
800 g camarões cinzentos 
2 grandes pitadas de especiaria cajun
Um pouco de óleo de amendoim 
1 cebola
2 dentes de alho esmagados
2 pimentões vermelhos (raspar as cascas)
4 hastes de salsão (aipo)
60 g manteiga
80 g farinha 
800 ml caldo de legumes 
1 pitada de chili 
1 pitada de sal
½ limão verde ou amarelo 
Algumas folhas de salsa

Fazer o arroz.
Leve ao fogo uma panela com azeite. Corte as salsichas em rodelas e frite no óleo bem quente. Em seguida, retire a linguiça frita da panela.
Frite o camarão na mesma panela e tempere com o cajun.
Coloque uma panela com óleo de amendoim no fogo. Pique a cebola e refogue no azeite bem quente.
Retire o camarão da panela e deixe a panela de lado por um tempo. 
Descasque e esmague os dentes de alho. Adicione o alho à cebola cozida.
Corte os pimentões em cubos e corte o salsão em pedaços.  Deixe ferver os legumes com a cebola e o alho. Tempere ainda mais com as especiarias de cajun.
Derreta a manteiga na panela onde o camarão fritou e polvilhe com a farinha.  Misture tudo até engrossar, virar um creme.
Dissolva o creme com o caldo de galinha e mexa até obter um molho espesso. Tempere o molho com mais especiarias cajun e pimenta em pó.
Adicione a linguiça, camarões e legumes cozidos. Tempere com sal e o suco de limão.
Sirva uma porção de arroz em um prato com o gumbo. Termine o prato com algumas folhas de salsa e um quarto de limão.

Até ao próximo post!

Risoto Vegano de Feijão Branco


Navegando pela Internet à procura de algo novo para mim na culinária e que não tivesse carne como um dos ingredientes, cheguei até a esta proposta do site/canal Plantte. Eles chamaram essa proposta de Risoto, mas como não usam vinho, nem manteiga, então eles permitem que chamem de arroz cremoso ou algo do tipo.
Para mim, o que importa é que me surpreendeu pela aparência final e sabor. Você pode acompanhar com brócolis, mas como eu não os tinha, então decorei com folhas de basílico.

  • 2 xícaras de feijão branco cozido
  • 1 colher (sopa) de sumo de limão
  • 2 colheres (sopa) de azeite de oliva, divididas
  • 1/2–1 xícara de caldo de legumes ou de água
  • sal e pimenta do reino a gosto
  • 1 cebola grande, picada
  • 1 colher (sopa) de estragão seco
  • 1–2 xícara(s) de arroz cozido
  • Adicione em um liquidificador o feijão branco cozido, o sumo de limão, 1 colher (sopa) de azeite de oliva, 1/2 xícara de caldo de legumes (ou de água) e sal e pimenta do reino a gosto. Bata até obter um creme liso. Se for necessário, adicione mais caldo de legumes. Prove e ajuste o sal e a pimenta conforme seu paladar. Reserve.
  • Em uma panela, refogue a cebola picada em 1 colher (sopa) de azeite de oliva. Quando estivem translúcidas, adicione o estragão e refogue por mais 1 ou 2 minutos.
  • Adicione o creme de feijão branco na panela junto com a cebola e o estragão e misture bem, em fogo médio. Quando estiver quente, adicione o arroz cozido. Caso seja necessário, adicione mais caldo de legumes ou água para obter a consistência desejada. Corrija o sal e a pimenta conforme seu paladar.
  • Sirva com o acompanhamento de sua preferência. Sobras podem ser armazenadas em um pote fechado na geladeira por até 4 dias.

Até ao próximo post!

Experiências culinárias

Não faz muito tempo passei por duas experiências culinárias completamente diferentes, a culinária da Etiópia e a do Havaí. O sabor de ambas mereceu repetir a experiência.

Na culinária havaiana descobri e confeccionei o Salmon Poke Bowl que é apropriado para uma tigela. Um prato com influência japonesa que pode também ser feito com atum ou polvo, mas escolhi o salmão que ficou em marinada com temperos asiáticos. É servido na tigela com arroz japonês (o mesmo do sushi), abacate, cenoura, algas, repolho roxo com maçã e cebolinho.

Na culinária etíope não pode faltar a Injera que é uma espécie de panqueca confeccionada a partir de um grão típico da região. À volta da Injera estão porções de acompanhamentos com carne, vegetais, molho, alguma leguminosa. Come-se com as mãos e em grupo, retirando uma parte de Injera para pegar algum dos acompanhamentos, sendo alguns picantes, mas suportável. Também há uma versão vegetariana.

Até ao próximo post!

Caril de lentilhas

Esse é o quinto prato com lentilhas que trago ao Blog. Já deu para ver que gosto imenso dessa leguminosa poderosa. Realmente, eu não resisto em experimentar confeccionar receitas com ela. E assim, vou registrando e compartilhando com vocês esses momentos.
Foi mais uma receita de um supermercado português, mas eu sempre faço pequenas adaptações, e claro, coloco o meu ingrediente secreto, amor.

Caril de lentilhas (receita original para 4 pessoas)

200 g lentilhas verdes (usei a vermelha/rosa)
2 c. sopa óleo de coco
1 cebola picada
4 dentes de alho picado
2 c. sopa gengibre picado
1 c. sopa caril em pó
200 ml leite de coco
½ pimento verde em puré
1 emb. tomate em pedaços em conserva
1 c. sobremesa sal
1 molho de coentros (usei salsa)350 g arroz Basmati 

1.Coloque as lentilhas de molho durante 30 minutos.

2. Aqueça o óleo de coco num tacho, junte-lhe a cebola, o alho e o gengibre e deixe cozinhar em lume brando 3 minutos.

3. Junte o caril e misture. Adicione as lentilhas, o leite de coco, o pimento verde triturado em puré e o tomate.

4. Tempere com o sal e deixe cozinhar em lume brando cerca de 15 minutos.

5. Sirva com os coentros (ou salsa) picados e o arroz basmati (e/ou pão nan).

Até ao próximo post!

Gratinado mexicano com tomate

Eu tenho esse livro já faz anos, e a cada vez que o abro, uma interessante receita vegetariana salta aos olhos e abre o apetite. O Livro Essencial da Cozinha Vegetariana traz receitas que vão dos petiscos aos pratos principais, sem esquecer as sobremesas. 

Desta vez, trago esse gratinado para 4 ou 6 porções com tempo de preparação e cozedura de 55 minutos (pág. 158).

2 colheres de sopa de óleo
2 cebolas vermelhas, picadas
2 dentes de alho, esmagados
6 tomates maduros, sem pele, picados
1 pimento verde, sem sementes, picado
1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto
1 colher de chá de açúcar 
½ colher de chá de malagueta em pó (usei pimenta preta)
375 g de milho em lata escorrido
125 g de triângulos de milho
155 g de queijo Cheddar ralado
250 g de sour cream (bati natas com gotas de limão)

  1. Aqueça o forno a 160°C. Num tacho aqueça o óleo, junte a cebola e o alho e cozinhe em lume médio 3 minutos. Acrescente o tomate, pimento, vinagre, açucar e malagueta. Cozinhe, destapado, durante 6-7 minutos ou até os tomates ficarem macios e o líquido evaporar. Misture o milho e cozinhe mais 3 minutos.
  2. Num prato redondo de ir ao forno, faça camadas com o milho, molho e queijo, terminando com uma camada de queijo.
  3. Espalhe por cima o sour cream e leve ao forno, destapado, 15 minutos. Salpique com cebolinho picado.

Até ao próximo post!

Linguine com couve flor, presunto de Parma e ervilhas

Eu vi esta receita sendo feita num programa de culinária na televisão belga. Eu confesso que não sou fã de couve flor, mas a garra do chef convenceu-me a tentar esta receita. Fui às compras, e o resultado foi esse…

Para 4 pessoas:

1 couve flor pequena 
1 cubo caldo de legumes 
1 chalota
1 dente de alho
2 colheres de sopa de manteiga
100 ml de leite
1 pitada de noz moscada
100g de presunto de Parma
400g de linguine
200g de ervilhas congeladas
Queijo parmesão q.b.
Pimenta e sal q.b.

  • Numa panela para cozer a couve flor coloque o caldo de legumes e um pouco de sal. A couve flor deve estar em pedaços.
  • Colocar o presunto numa frigideira para torná-lo crocante.
  • Num mixer colocar a couve flor cozida, o alho, a chalota, o leite, manteiga, noz moscada, pimenta e sal se necessário ao provar. Raspar um pouco de queijo parmesão.
  • Cozer a pasta junto com as ervilhas.
  • Picar o presunto de Parma que já está crocante.
  • No prato de servir colocar o molho de couve flor, por cima a pasta com ervilhas, parmesão ralado, um fio de azeite e no topo o presunto.

Até ao próximo post!

Bolonhesa de lentilhas

A culinária faz-me viajar sob diversas formas. O mundo dos sabores é capaz de levar ao conhecimento de outras culturas, navegar por outros idiomas e sotaques que não o materno, recordar histórias antigas, aprender sobre nutrição, etc. Esta bolonhesa de lentilhas vegan fui buscá-la no website de um supermercado português, logo recordei a passagem bíiblica entre Jacó e Esaú, e aprendi que a lentilha é uma leguminosa rica em lítio (Li), um mineral utilizado nos medicamentos para estabilizar o humor, além de ser rica em outros minerais. Aprovadíssima em casa, espero que gostem.

Ingredientes para 4 pessoas:

250 g lentilhas verdes secas 
1 c. de chá sal
500 g massa penne integral 
50 g azeite 
1 cebola
3 dentes de alho
2 folhas de louro
200 ml polpa de tomate natural
60 g cogumelos frescos laminados 
1 c. de chá pimentão-doce em pó
½ c. de chá pimenta-de-caiena em pó
½ c. de chá orégãos secos
100 g folhas de espinafres 
qb orégãos frescos picados 

Preaparação:

1. Comece por demolhar as lentilhas, colocando-as em água abundante durante a noite ou por 6 horas. Eu utilizei a lentilha em lata.

2. Uma vez demolhadas, coza as lentilhas num tacho (panela) com o dobro da água por 10 a 15 minutos (não coza demais). Quando estiverem quase cozidas adicione metade do sal. Escorra a água das lentilhas e reserve-as.

3. Num outro tacho (panela), coza a massa com água temperada com o restante sal, segundo as instruções da embalagem.

4. Num wok, junte o azeite com a cebola e o alho descascados e picados, e as folhas de louro. Deixe saltear e adicione a polpa de tomate. Deixe cozinhar por 4 minutos e de seguida acrescente os cogumelos laminados e deixe cozinhar por mais 4 minutos.

5. Junte ao wok as lentilhas e as especiarias e mexa. Prove e rectifique os temperos. Adicione um pouco de água se achar necessário e deixe apurar por 5 minutos.

6. Por fim, corte os espinafres grosseiramente, junte-os ao preparado e apague o lume. O calor irá cozinhar os espinafres.

7. Sirva a massa numa taça e adicione, por cima, a bolonhesa de lentilhas. Polvilhe com os orégãos frescos.

Até ao próximo post!

Feijoada de Lulas – Chef Sá Pessoa

lula

 

Hoje trago uma receita. Como fui uma admiradora do programa de tv português “Ingrediente Secreto”, do Chef Henrique Sá Pessoa, então trago uma de suas saborosas receitas. O Chef publicou livros com o mesmo título “Ingrediente Secreto”, e também há vídeos, página no Facebook, etc.

 

Ingredientes (4 porções, 529 Kcal):

800 gr de Lulas (utilizo as lulas já limpas e congeladas, apenas corto-as às rodelas)
600 gr de Feijão Branco (eu usei o feijão em lata que já vem cozido)
3 Cebolas pequenas
2 dentes de Alho picados
2 Folhas de Louro
1/2 Chouriço vermelho cortado em fatias finas
1 colher (sopa) de talos de Coentros (eu prefiro usar salsa)
1/2 copo de Vinho Branco
1 Lata grande de Tomate triturado
Sal q.b.
Azeite q.b.

 

Preparação

Coloque o feijão em água durante 24horas. Escorra e coza-o em água com uma cebola cortada em pedaços grandes e sal. Volte a escorrer o feijão e reserve.

Comece por refogar duas cebolas e dois dentes de alho picados numa boa quantidade de azeite. Junte duas folhas de louro, o chouriço cortado em fatias finas e os talos de coentros. Baixe o lume e deixe a cebola refogar durante quatro minutos.

Retire o interior, as partes mais rijas e a pele da lula. Corte as lulas às rodelas, junte-as ao refogado e tempere com sal.

Adicione meio copo de vinho branco e deixe evaporar rapidamente. Deite, por fim, uma lata grande de tomate triturado.

Junte o feijão ao guisado, baixe o lume e deixe o sabor apurar durante 45 minutos. No final, junte coentros.

Sirva a feijoada acompanhada de arroz branco.

 
Bom apetite !
Até ao próximo post! 😉

Cozinha Geek, o livro

livro

Cozinha Geek
Ciência real, ótimos truques e boa comida
Jeff Potter


Encontrei esse livro na Internet por acaso, em 2019. Gosto de culinária, e não foi com esforço que fui atraída pelo título do livro não muito comum e com muitas variantes da cozinha em sua capa.

O livro traz um pouco de química na culinária, dicas, truques, entrevistas, e claro, receitas. Um livro em que a parte inicial fez-me dar algumas gargalhadas. Um livro de culinária com todos esses “ingredientes” e divertido, talvez seja raro.

Imagino o McGyver (sim, aquele dos anos 80) na cozinha com esse livro. Por que? Bem, quem assistiu a série televisiva americana, perceberá que a ideia era reconhecer um objeto como capaz de servir para outras funções, assim também é vivida a culinária, indo além do ato de generosidade e da busca pelo saudável.

Já os cozinheiros são divididos em diferentes categorias: cozinheiro generoso, cozinheiro saudável, cozinheiro metódico, cozinheiro inovador, cozinheiro competitivo. Sinto que me encaixo bem no grupo dos generosos, bem como no dos metódicos.

Na culinária, segundo o livro, os cozinheiros têm a reputação de serem intuitivos, já os confeiteiros de precisos. O que seria comum a ambos é a percepção do processo interativo. E saberem que é preciso esperar que não dê certo na primeira tentativa, e seguir, repetindo e repetindo. Sendo que na confeitaria, as tolerâncias ao erro são mínimas.

O livro classifica a culinária tanto uma arte quanto uma ciência. E compara as receitas a simples anotações, como uma partitura ou um roteiro. Um chef sabe que as receitas “não são reproduções exatas do trabalho original; elas são lembretes de combinações, proporções e etapas.”

Muito antigamente, as receitas eram constituídas de poucas linhas. Hoje podemos encontrar toda a explicação para a execução de uma receita em vídeo, ao poder da mão. O que, em minha opinião, não houve mudança, é que no passado como no presente, o que é válido na preparação de uma refeição é a diversão do ato e aproveitar o momento, construindo a sua experiência na cozinha, e sempre com um toque de paixão.

Boa leitura e bom apetite!

Até ao próximo post! 😉